Era uma vez um broto, bem jovenzinho. Ao lado de sua família, em um campo muito calmo e nutritivo, vivia encucado com tudo: “Mas que chuva chata, que me molha!”, “Esse Sol poderia dar uma trégua”, “Eita terra batida, assim fica difícil”...
O tempo foi passando e os brotos, seus vizinhos, aproveitando cada momento de suas vidas, iam crescendo, fortalecendo-se, ganhando peso... Mas o broto reclamão, preocupado com o que lhe acontecia a cada momento, buscando justificativas, não crescia como os outros. Ao perceber a sua diferença corporal, ele não conseguiu encontrar as respostas, muito menos as motivações do fato, que desejava. As coisas pareciam não fazer sentido: “Mas eu tomei a mesma chuva que eles tomaram”, “Estive aqui, na mesma terra, durante o mesmo tempo”, “O Sol brilhou para todos”.
De fato, quando o período de crescimento se findou, o brotinho continuava brotinho, enquanto seus companheiros haviam se tornado brotos, prestes a desabrocharem, robustos que estavam na hora certa. O brotinho ainda não entendia, mesmo com suas reflexões. Insatisfeito e contrariado, foi ter com o senhor das terras, a pessoa que lhe colocou naquele local, junto de todos.
“Meu caro, quero saber o que aconteceu comigo, que não cresci como os demais. Garanto que vivemos juntos as mesmas dificuldades e oportunidades.” Paciente, o senhor lhe respondeu:
“Mas é claro, meu querido brotinho. Para você o tempo não fora como para os outros. Enquanto para uns o dia urgia, para você emperrava; os demais souberam aproveitar a chuva, o Sol, a terra, o que também lhe fora oferecido, mas não com o mesmo proveito. Ora reclamava, ora justificava”.
Por fim, o senhor lhe disse: “Sabe, mesmo pequeno, você ainda pode ser um broto como os demais, caso assim deseje. Colocarei um pouco de adubo em sua terra, o que a deixara mais ácida, e lhe molharei além da chuva, o que lhe dificultará os movimentos. O Sol, porém, será na medida certa, conforme as estações. Confie em mim, e aproveite o dia”.
Serão encontrados aqui versos e prosas de conteúdo também Espírita,além de psicografias, elaborados com respeito, sinceridade e Amor. Desejo contribuir, de alguma forma, para a realização de tarefas que todos nós temos perante os Desígnos de Deus.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Música
Belas sinfonias adentram os meus ouvidos
Passam pelo meu tímpano
Fazem vibrar meus ossos
Passam pela garganta, limpando-as
Atingem meus pulmóes, aliviando-os
Caminham pelo coração, renovando-o
Descem pelo estômago, marcando presença
Chegam ao intestino, estimulando-os
Por fim, no falo, espalham-se pelo corpo...
Estou vivo!
Passam pelo meu tímpano
Fazem vibrar meus ossos
Passam pela garganta, limpando-as
Atingem meus pulmóes, aliviando-os
Caminham pelo coração, renovando-o
Descem pelo estômago, marcando presença
Chegam ao intestino, estimulando-os
Por fim, no falo, espalham-se pelo corpo...
Estou vivo!
Ao Mestre Jesus
Ao senhor que muito me conhece, obrigado!
É grande não pelas glórias lançadas em meu culto
Não pelo altar que construí ao senhor
Nem pelas hosanas que penso e emano...
Não...
É O Mestre porque me entende
Desce até mim para ouvir minhas palavras
Conhece a minha insignificância, teimosia, fuga
Sabe que sou assim, desleixado pela vida, cabisbaixo, morno
Mesmo assim, ouvi-me, ao meu lado
É Grande, Mestre:
Eis que estou convosco até o final dos séculos... E me enche de fé
Vim para que tenhais vida e vida em abundância... E permite que eu viva
Não se turbe o vosso coração... E me estimula à alegria
Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem... E esquece as minhas investidas contra o Céu
Meu jugo é leve... E não anseia mais que a minha felicidade
Com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós... E me relembra a responsabilidade
Vós sois deuses... E me impulsiona ao criar
É na vossa paciência que ganhareis as vossas almas... E me ensina a ter calma
A Deus tudo é possível... E impulsiona as minhas atitudes
Que te importa a ti? Segue-me tu... E me faz encarar meus temores
Sabe, Mestre
Mesmo assim, ainda não o compreendo
Ainda é um enigma, um mistério
Ajude-me a lhe encontrar, eu imploro
Porém, sei que está aqui, comigo
Mais uma vez...
É grande não pelas glórias lançadas em meu culto
Não pelo altar que construí ao senhor
Nem pelas hosanas que penso e emano...
Não...
É O Mestre porque me entende
Desce até mim para ouvir minhas palavras
Conhece a minha insignificância, teimosia, fuga
Sabe que sou assim, desleixado pela vida, cabisbaixo, morno
Mesmo assim, ouvi-me, ao meu lado
É Grande, Mestre:
Eis que estou convosco até o final dos séculos... E me enche de fé
Vim para que tenhais vida e vida em abundância... E permite que eu viva
Não se turbe o vosso coração... E me estimula à alegria
Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem... E esquece as minhas investidas contra o Céu
Meu jugo é leve... E não anseia mais que a minha felicidade
Com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós... E me relembra a responsabilidade
Vós sois deuses... E me impulsiona ao criar
É na vossa paciência que ganhareis as vossas almas... E me ensina a ter calma
A Deus tudo é possível... E impulsiona as minhas atitudes
Que te importa a ti? Segue-me tu... E me faz encarar meus temores
Sabe, Mestre
Mesmo assim, ainda não o compreendo
Ainda é um enigma, um mistério
Ajude-me a lhe encontrar, eu imploro
Porém, sei que está aqui, comigo
Mais uma vez...
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Ao homem que cresce
Ao antigo soldado viril e forte
Fortaleza de seu senhor, a lhe garantir paz e terra
Luta, homem, pelo que lhe é no presente
Combata as possessões que lhe assombram
De pés unidos na areia que lhe suga e sustenta
O seu corpo, garante a sua alimentação,
Oferta a água e supre seu pulmão
Ao bravo cão que lhe acompanha
Ao leão que lhe serve de exemplo
Ruja para si mesmo, quebre o silêncio
E nunca esmoreça perante a areia que lhe suga
Pois é um guerreiro da vida
A seguí-la no Amor e na Justiça
Na Força e na Brandura
Na Harmonia e na Honra
Na Fé e na Coragem
Fortaleza de seu senhor, a lhe garantir paz e terra
Luta, homem, pelo que lhe é no presente
Combata as possessões que lhe assombram
De pés unidos na areia que lhe suga e sustenta
O seu corpo, garante a sua alimentação,
Oferta a água e supre seu pulmão
Ao bravo cão que lhe acompanha
Ao leão que lhe serve de exemplo
Ruja para si mesmo, quebre o silêncio
E nunca esmoreça perante a areia que lhe suga
Pois é um guerreiro da vida
A seguí-la no Amor e na Justiça
Na Força e na Brandura
Na Harmonia e na Honra
Na Fé e na Coragem
Fases
Olá, menino
Continue a brincar com seus sonhos
Na divertida infância de não ser ninguém
Pule, brinque, dê risada
É hora da alegria
Meu caro adolescente
Na intimidade que se desvenda
Luzes a se acender
Trevas a lhe ludibriar
Continua convicto que é um aprendiz da vida
Jovem, na encruzilhada da mudança
Força para o futuro que lhe aguarda, ansioso pela maturidade
Paz para o passado vivido, a lhe sustentar por toda a vida
Homem adulto
Sinta o peso de sua responsabilidade
Que as atitudes lhe sejam realidades
Com o calor do sentimento
Com a lógica da razão
Ao senhor senil, meus cumprimentos
Chegou a idade da colheita
Coma do fruto da vida
A lhe oferecer o doce caminho que o ontem lhe direcionou
Pense no presente que se esvai ligeiro
Pronto a encarar o amanhã do além túmulo.
Continue a brincar com seus sonhos
Na divertida infância de não ser ninguém
Pule, brinque, dê risada
É hora da alegria
Meu caro adolescente
Na intimidade que se desvenda
Luzes a se acender
Trevas a lhe ludibriar
Continua convicto que é um aprendiz da vida
Jovem, na encruzilhada da mudança
Força para o futuro que lhe aguarda, ansioso pela maturidade
Paz para o passado vivido, a lhe sustentar por toda a vida
Homem adulto
Sinta o peso de sua responsabilidade
Que as atitudes lhe sejam realidades
Com o calor do sentimento
Com a lógica da razão
Ao senhor senil, meus cumprimentos
Chegou a idade da colheita
Coma do fruto da vida
A lhe oferecer o doce caminho que o ontem lhe direcionou
Pense no presente que se esvai ligeiro
Pronto a encarar o amanhã do além túmulo.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Ser feliz
Eu mereço ser feliz...
Pelo animal que perpassa o caminho da vida, nasce, vive e morre, sem paz nem vida, para me alimentar.
Pelo Sol que se explode rotineiramente, decompondo-se aos poucos, para me aquecer e iluminar.
Pela gota de chuva que se dilacera ao tocar o chão, sedenta de o molhar e permitir eu mate a sede.
Pela semente que se desnuda da carapaça, enfrenta a aridez do solo e vence a grosseria do lodo para me nutrir.
Pelo carbono, nitrogênio, oxigênio que superaram o primitivismo atmosférico, lúgubre e fétido, para estruturarem as minhas vísceras.
Pelas fibras musculares que se esticam e contraem sobre tensões e torques para me manterem em pé, sentado, correndo ou durmindo.
Pelas cordas vocais que se dilaceram, que se moldam e se atritam, para que eu consiga falar.
Pelo sangue que vence, todos os dias, a força da gravidade pelo motivo basal de manutenção de meu ciclo circulatório.
Pelo pulmão que se expande virilmente, vencendo a pressão que lhe comprime constantemente, para que eu consiga respirar.
Pelo coração que sem trégua cria e descria luz, bate e relaxa no seu ritmo sincronizado, para que eu consiga nascer e morrer, todos os dias.
Pelo meu corpo que vive, sente e pensa, impulsionado pelo desejo sagrado de existir... Eu quero ser feliz!
Pelo animal que perpassa o caminho da vida, nasce, vive e morre, sem paz nem vida, para me alimentar.
Pelo Sol que se explode rotineiramente, decompondo-se aos poucos, para me aquecer e iluminar.
Pela gota de chuva que se dilacera ao tocar o chão, sedenta de o molhar e permitir eu mate a sede.
Pela semente que se desnuda da carapaça, enfrenta a aridez do solo e vence a grosseria do lodo para me nutrir.
Pelo carbono, nitrogênio, oxigênio que superaram o primitivismo atmosférico, lúgubre e fétido, para estruturarem as minhas vísceras.
Pelas fibras musculares que se esticam e contraem sobre tensões e torques para me manterem em pé, sentado, correndo ou durmindo.
Pelas cordas vocais que se dilaceram, que se moldam e se atritam, para que eu consiga falar.
Pelo sangue que vence, todos os dias, a força da gravidade pelo motivo basal de manutenção de meu ciclo circulatório.
Pelo pulmão que se expande virilmente, vencendo a pressão que lhe comprime constantemente, para que eu consiga respirar.
Pelo coração que sem trégua cria e descria luz, bate e relaxa no seu ritmo sincronizado, para que eu consiga nascer e morrer, todos os dias.
Pelo meu corpo que vive, sente e pensa, impulsionado pelo desejo sagrado de existir... Eu quero ser feliz!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
De braços abertos
Não sinto os meus braços
Não lembro quando os fechei
Nem a razão para isso.....
Parece que o sangue estancou e caiu...
Chegou a pingar, derramar e não parou...
Engraçado é não saber o porquê
Fechar os braços...
Mas penso hoje; quanta besteira...
Quero abri-los, alargá-los
O sangue ainda corre, mas pinga, derrama ainda
Estão se abrindo, Oh, Graças!
E o sangue a se estancar, Graças!
Carrega a minha gratidão, minha querida!
Não lembro quando os fechei
Nem a razão para isso.....
Parece que o sangue estancou e caiu...
Chegou a pingar, derramar e não parou...
Engraçado é não saber o porquê
Fechar os braços...
Mas penso hoje; quanta besteira...
Quero abri-los, alargá-los
O sangue ainda corre, mas pinga, derrama ainda
Estão se abrindo, Oh, Graças!
E o sangue a se estancar, Graças!
Carrega a minha gratidão, minha querida!
sábado, 13 de novembro de 2010
Não
Que os seus nãos não sejam os meus nãos
Que os meus sims sejam os seus sims
Que o meu sim seja, mesmo com o seu não
Mas que o seu não não me machuque tanto...
Que o meu sim consiga superar o seu não
Que o seu não modifique-se para o seu sim
Que a soma do seu não com o meu sim
Possa formar o sim para uma vida
A minha, a sua, a nossa...
Que os meus sims sejam os seus sims
Que o meu sim seja, mesmo com o seu não
Mas que o seu não não me machuque tanto...
Que o meu sim consiga superar o seu não
Que o seu não modifique-se para o seu sim
Que a soma do seu não com o meu sim
Possa formar o sim para uma vida
A minha, a sua, a nossa...
sábado, 30 de outubro de 2010
Medo de Amar
Por tudo o que passo
Ainda que pouco seja
O sofrimento árduo e ácido
Parece límpido quando sinto Amor
Que força é está que me acende?
O que é isso que muda a minha personalidade?
Será que eu o detenho e controlo?
Não sei...
Sinti Amor hoje, há poucos
Foi breve, durou pouco
Deve ser meu coração rouco
Que fala só para mim, baixinho:
- Eu não desisti de você, por favor
Não desista de você mesma...
Quem sabe ele tenha vergonha
Pode ser medo, quem sabe
Mas eu sei que nada sei
E o que eu não sei?
Talvez eu não saiba amar...
Desejo não é realidade...
Posso querer, mas é difícil...
Bem, enquanto isso
Bebo um chá
E algo surge:
- Ah! já sei..
É o medo de Amar.
Ainda que pouco seja
O sofrimento árduo e ácido
Parece límpido quando sinto Amor
Que força é está que me acende?
O que é isso que muda a minha personalidade?
Será que eu o detenho e controlo?
Não sei...
Sinti Amor hoje, há poucos
Foi breve, durou pouco
Deve ser meu coração rouco
Que fala só para mim, baixinho:
- Eu não desisti de você, por favor
Não desista de você mesma...
Quem sabe ele tenha vergonha
Pode ser medo, quem sabe
Mas eu sei que nada sei
E o que eu não sei?
Talvez eu não saiba amar...
Desejo não é realidade...
Posso querer, mas é difícil...
Bem, enquanto isso
Bebo um chá
E algo surge:
- Ah! já sei..
É o medo de Amar.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Homeopatia e Espiritismo
Um fato que, já há algum tempo, chamou a minha atenção relaciona os princípios ativos e filosóficos da Homeopatia com os ensinamentos conquistados pela Doutrina Espírita, no que tange a cura, momentânea ou durável, do paciente. Explanarei sobre ambas, a seguir, de modo bem superficial, e posteriormente evidenciarei minha incógnita.
De modo geral, a Homeopatia vê a doença como uma alteração da energia vital do indivíduo, ou seja, um fator, ou a somatória de fatores, provoca, de acordo com a resposta do paciente, um desequilíbrio dessa energia, o qual inicia o processo de doença. Além disso, indica que há três diferentes “personalidades humanas”, existente cada uma desde o momento da união de gametas: psora, psicose e syfilis, sendo que cada uma tem uma característica peculiar de posicionamento perante a vida. Por exemplo: uma pessoa é geralmente psora, mas pode, em determinadas ocasiões, manifestar seu lado psicose. Desta forma, o remédio homeopático altera a energia do paciente, permitindo o seu fluxo normal e saudável, potencializando ou alterando as “personalidades humanas”, de acordo com o que é necessário para o indivíduo em determinado período ou momento da vida.
Por outro lado, o Espiritismo nos clareia sobre a existência do espírito encarnado, que possui um pensamento seu, uma experiência própria e que vive em um corpo com a finalidade de se adaptar no mundo material. Em adição, por se acoplar em um corpo material, esse espírito não se manifesta por completo, ou seja, toda a sua capacidade é limitada a certas particularidades tidas como essenciais para a vida material presente, por meio de estruturas corporais suas. (Comandadas por seu código genético). Vale ressaltar, ainda, sobre o perispírito, que é um “molde” semi-material, ou material menos denso que o corpo, do espírito, e por isso reflete todas as qualidades do mesmo (boas ou más), não manifestas em sua totalidade na vida analisada. O perispírito, por fim, é essencial para a vida do espírito no corpo material.
Chegamos, agora, na incompreensão minha. Se o remédio homeopático consegue alterar a personalidade do homem, será que 1) ele altera a estrutura perispiritual do indivíduo, permitindo que sejam manifestadas potencialidades do próprio espírito até aquele momento impedidas de serem manifestadas?; 2) atua no código genético (ver epigenética), possibilitando minuciosas alterações do soma as quais permitiriam as manifestações existentes no perispírito?; 3) altera a estrutura psicológica do indivíduo? (com a necessidade, aqui, de se avaliar qual é a natureza da psique humana (material, mistura entre matéria e perispírito, existente somente com a encarnação, ou propriedade intrínseca do espírito)); 4) age somente nos órgãos físicos, permitindo sua reabilitação?
De qualquer maneira, é fato que a Homeopatia possui aproximação visível com a Doutrina espírita, seja nesta questão abordada, seja em outras muitas não analisadas ou desconhecidas por mim. Porém, a questão aqui colocada é de suma importância, uma vez que anseia desvendar os mecanismos de ação dos medicamentos homeopáticos, ainda desconhecidos.
De modo geral, a Homeopatia vê a doença como uma alteração da energia vital do indivíduo, ou seja, um fator, ou a somatória de fatores, provoca, de acordo com a resposta do paciente, um desequilíbrio dessa energia, o qual inicia o processo de doença. Além disso, indica que há três diferentes “personalidades humanas”, existente cada uma desde o momento da união de gametas: psora, psicose e syfilis, sendo que cada uma tem uma característica peculiar de posicionamento perante a vida. Por exemplo: uma pessoa é geralmente psora, mas pode, em determinadas ocasiões, manifestar seu lado psicose. Desta forma, o remédio homeopático altera a energia do paciente, permitindo o seu fluxo normal e saudável, potencializando ou alterando as “personalidades humanas”, de acordo com o que é necessário para o indivíduo em determinado período ou momento da vida.
Por outro lado, o Espiritismo nos clareia sobre a existência do espírito encarnado, que possui um pensamento seu, uma experiência própria e que vive em um corpo com a finalidade de se adaptar no mundo material. Em adição, por se acoplar em um corpo material, esse espírito não se manifesta por completo, ou seja, toda a sua capacidade é limitada a certas particularidades tidas como essenciais para a vida material presente, por meio de estruturas corporais suas. (Comandadas por seu código genético). Vale ressaltar, ainda, sobre o perispírito, que é um “molde” semi-material, ou material menos denso que o corpo, do espírito, e por isso reflete todas as qualidades do mesmo (boas ou más), não manifestas em sua totalidade na vida analisada. O perispírito, por fim, é essencial para a vida do espírito no corpo material.
Chegamos, agora, na incompreensão minha. Se o remédio homeopático consegue alterar a personalidade do homem, será que 1) ele altera a estrutura perispiritual do indivíduo, permitindo que sejam manifestadas potencialidades do próprio espírito até aquele momento impedidas de serem manifestadas?; 2) atua no código genético (ver epigenética), possibilitando minuciosas alterações do soma as quais permitiriam as manifestações existentes no perispírito?; 3) altera a estrutura psicológica do indivíduo? (com a necessidade, aqui, de se avaliar qual é a natureza da psique humana (material, mistura entre matéria e perispírito, existente somente com a encarnação, ou propriedade intrínseca do espírito)); 4) age somente nos órgãos físicos, permitindo sua reabilitação?
De qualquer maneira, é fato que a Homeopatia possui aproximação visível com a Doutrina espírita, seja nesta questão abordada, seja em outras muitas não analisadas ou desconhecidas por mim. Porém, a questão aqui colocada é de suma importância, uma vez que anseia desvendar os mecanismos de ação dos medicamentos homeopáticos, ainda desconhecidos.
domingo, 24 de outubro de 2010
Senilidade
Em meus 80 anos
Quando velho estiver
Não quero ver a vida que deixei de viver
Observando e sofrendo os acontecimentos
Irrealisados
Quando velho estiver
Não quero acabar em uma cadeira
Paralisado e cheirando mal
Como um reflexo de uma vida
Fétida e inerte
Quando velho estiver
Quero relembrar a vida que vivi
Daquilo que se realizou
No benefício mútuo do Amor
Em paz
Quando velho estiver
Mesmo que fétido e inerte
Quero me alegrar com aquilo que fiz
E me acabar junto com o corpo
Em uma despedida feliz
Quando velho estiver
Não quero ver a vida que deixei de viver
Observando e sofrendo os acontecimentos
Irrealisados
Quando velho estiver
Não quero acabar em uma cadeira
Paralisado e cheirando mal
Como um reflexo de uma vida
Fétida e inerte
Quando velho estiver
Quero relembrar a vida que vivi
Daquilo que se realizou
No benefício mútuo do Amor
Em paz
Quando velho estiver
Mesmo que fétido e inerte
Quero me alegrar com aquilo que fiz
E me acabar junto com o corpo
Em uma despedida feliz
Letras
Juntam-se as letras
Organizadas e direcionadas
Falam por meio do texto
Aquilo que quero dizer
Penso, argumento, raciocino
E elas se organizam e se direcionam
Tentando traduzir
Aquilo que quero dizer
Posso estar longe
Em um local distante
Mas tento me comunicar pelas letras
Aquilo que quero dizer
Você pode ler as letras
Pois que estão organizadas e direcionadas
Por aquilo que quero dizer
Mas, pense bem....
Que tal um dia uma conversa pessoal?
Organizadas e direcionadas
Falam por meio do texto
Aquilo que quero dizer
Penso, argumento, raciocino
E elas se organizam e se direcionam
Tentando traduzir
Aquilo que quero dizer
Posso estar longe
Em um local distante
Mas tento me comunicar pelas letras
Aquilo que quero dizer
Você pode ler as letras
Pois que estão organizadas e direcionadas
Por aquilo que quero dizer
Mas, pense bem....
Que tal um dia uma conversa pessoal?
domingo, 19 de setembro de 2010
Rosa Flor
Vá linda flor
Manifestar meus desejos imanifestos ainda
Vá pétala vermelha
Desabrochar a maturidade que ainda não tenho
Voa caule robusto
E mostre a força que eu ainda quero ter
Voa folha verde
E esbanje a formosura insipiente minha
E continue a caminhar, trotando e levitando
Nos caminhos desconhecidos, altos e baixos
Procure as frestas que não vejo
Aprofunde nos foços que ignoro
Atinja a sublimidade intacta por mim
Mas não corra, apressada e aflita
Fique e espere
Para que seja captada por ela
Cheirada e apreciada
A posteriori guardada, imortalizada e eternizada...
Manifestar meus desejos imanifestos ainda
Vá pétala vermelha
Desabrochar a maturidade que ainda não tenho
Voa caule robusto
E mostre a força que eu ainda quero ter
Voa folha verde
E esbanje a formosura insipiente minha
E continue a caminhar, trotando e levitando
Nos caminhos desconhecidos, altos e baixos
Procure as frestas que não vejo
Aprofunde nos foços que ignoro
Atinja a sublimidade intacta por mim
Mas não corra, apressada e aflita
Fique e espere
Para que seja captada por ela
Cheirada e apreciada
A posteriori guardada, imortalizada e eternizada...
domingo, 12 de setembro de 2010
Esperança
Na esfera da angústia, assolado por temores de todos os lados, borbulhando na devassada mente, o Espírito perdido se torna infiel a si mesmo.
Deprava-se a mulher: sofrem as crianças, os maridos, os pais;
Surrupiam os homens: sofrem os idosos, os internados, os órfãos;
Agem os violentos: sofrem os jovens, os mansos, os honestos;
Negligenciam os egoístas: sofrem os pobres, os exilados, os trabalhadores.
No torvelhinho de um ato impensado, de anos impensados, de séculos impensados, surge o desgosto pela vida...
Com o raio solar, porém, nasce a Esperança:
O calor do Sol afrouxa os nós;
O raio de Sol clareia os fios enegrecidos;
A presença do Sol expande...
Não para se ser perfeito,
Mas para se conseguir viver, mesmo angustiado.
Deprava-se a mulher: sofrem as crianças, os maridos, os pais;
Surrupiam os homens: sofrem os idosos, os internados, os órfãos;
Agem os violentos: sofrem os jovens, os mansos, os honestos;
Negligenciam os egoístas: sofrem os pobres, os exilados, os trabalhadores.
No torvelhinho de um ato impensado, de anos impensados, de séculos impensados, surge o desgosto pela vida...
Com o raio solar, porém, nasce a Esperança:
O calor do Sol afrouxa os nós;
O raio de Sol clareia os fios enegrecidos;
A presença do Sol expande...
Não para se ser perfeito,
Mas para se conseguir viver, mesmo angustiado.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Raiva íntima
Senhor Jesus,
Em ti infincarei mais um prego
Em ti sorvirei mais um fel
Pois que és Santo e eu invejoso
Em ti repousarei minhas feras
Que te devorarão sem piedade
Pois que Piedade é aquilo que o Senhor mais tem
E o que eu menos tenho é Piedade
Aos deuses nefastos rogarei
Para em ti usufruirem de tua energia
Trazê-las ao meu vaso e em mim
Ressurgir o que menos quero:
Ser Eu
Em ti infincarei mais um prego
Em ti sorvirei mais um fel
Pois que és Santo e eu invejoso
Em ti repousarei minhas feras
Que te devorarão sem piedade
Pois que Piedade é aquilo que o Senhor mais tem
E o que eu menos tenho é Piedade
Aos deuses nefastos rogarei
Para em ti usufruirem de tua energia
Trazê-las ao meu vaso e em mim
Ressurgir o que menos quero:
Ser Eu
Tocam-se os sinos
Tocam-se os sinos
Lá estão os cavalos a trotar...
Tocam-se os sinos
Os cavaleiros cansados adentram...
Tocam-se os sinos
As crianças chegam...
Tocam-se os sinos
As mães se aconchegam...
Tocam-se os sinos
Pais robustos se sentam...
Tocam-se os sinos
Acotovelam-se as nuvens...
Tocam-se os sinos
Ilumina o Sol...
Tocam-se os sinos
Porém, ela ainda não vem..
Lá estão os cavalos a trotar...
Tocam-se os sinos
Os cavaleiros cansados adentram...
Tocam-se os sinos
As crianças chegam...
Tocam-se os sinos
As mães se aconchegam...
Tocam-se os sinos
Pais robustos se sentam...
Tocam-se os sinos
Acotovelam-se as nuvens...
Tocam-se os sinos
Ilumina o Sol...
Tocam-se os sinos
Porém, ela ainda não vem..
sábado, 21 de agosto de 2010
Superfície
-Meu caro, estou com um problema...
-Por favor, meu irmão, conte-me.
-Não me sinto bem há algum tempo... Parece que não me encontro na minha vida
-Ah!, meu irmão, isso é falta de fé em Deus.
-Não entendo. Creio em Deus, faço orações, penso em Jesus...
-Mas falta deixar Deus entrar em sua vida. Deixe Jesus lhe guiar.
-Eu quero, amigo. Mas tenho dificuldade em fazer isso...
-Sim, meu caro, você deve estar obsediado. Já estudou sobre obsessão?
-Sim. Eu estudo, gosto de ler... Mas mesmo assim me falta algo...
-Os obsessores são maus; não gostam de nós... E é você o culpado por atraí-los...
-Culpado, eu? Mas eu estou sofrendo e ainda sou culpado?
-Você deve ser muito culpado pelo que fez no passado... Você nem desconfia do que
fez...
-Não compreendo...
-Vá fazer a caridade que ajuda contra os obsessores.
-Mas como eu posso ajudar alguém se estou me sentindo mal comigo mesmo?
-Lembre-se de que “Fora da Caridade não há salvação”. A caridade é a chave de tudo.
-Então, meu caro, já estou condenado...
-É você mesmo quem se condena. Deus não condena ninguém.
-Ainda não consigo encontrar um caminho...
-É porque você não tem amor a si mesmo. O amor é tão lindo...
-Amor? O que é o amor?
-O amor está em tudo... Deus é amor... A natureza é amor... O universo é amor...
-Mas como conquisto esse amor?
-Pela reforma íntima, meu irmãozinho.
-Não sei como fazer isso...
-Você tem que ter fé em Deus. Deixe Jesus lhe guiar..
-Por favor, meu irmão, conte-me.
-Não me sinto bem há algum tempo... Parece que não me encontro na minha vida
-Ah!, meu irmão, isso é falta de fé em Deus.
-Não entendo. Creio em Deus, faço orações, penso em Jesus...
-Mas falta deixar Deus entrar em sua vida. Deixe Jesus lhe guiar.
-Eu quero, amigo. Mas tenho dificuldade em fazer isso...
-Sim, meu caro, você deve estar obsediado. Já estudou sobre obsessão?
-Sim. Eu estudo, gosto de ler... Mas mesmo assim me falta algo...
-Os obsessores são maus; não gostam de nós... E é você o culpado por atraí-los...
-Culpado, eu? Mas eu estou sofrendo e ainda sou culpado?
-Você deve ser muito culpado pelo que fez no passado... Você nem desconfia do que
fez...
-Não compreendo...
-Vá fazer a caridade que ajuda contra os obsessores.
-Mas como eu posso ajudar alguém se estou me sentindo mal comigo mesmo?
-Lembre-se de que “Fora da Caridade não há salvação”. A caridade é a chave de tudo.
-Então, meu caro, já estou condenado...
-É você mesmo quem se condena. Deus não condena ninguém.
-Ainda não consigo encontrar um caminho...
-É porque você não tem amor a si mesmo. O amor é tão lindo...
-Amor? O que é o amor?
-O amor está em tudo... Deus é amor... A natureza é amor... O universo é amor...
-Mas como conquisto esse amor?
-Pela reforma íntima, meu irmãozinho.
-Não sei como fazer isso...
-Você tem que ter fé em Deus. Deixe Jesus lhe guiar..
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Causo de Gandhi
Em um dia, uma mulher, juntamente com seu filho, foi visitar Gandhi em sua singela moradia no interior da Índia. A mãe, reconhecendo em Gandhi a figura que lhe podia auxiliar os problemas, confessou-lhe:
-"Gandhi, por favor, ajude-me. Meu filho é criança ainda, esperto e saudável, mas estou com receio de que adoeça, pois que come muito açúcar".
Gandhi ouviu atenciosamente a mãe preocupada com seu querido filho e ficou a pensar em sua resposta. Após certo tempo, respondeu-lhe:
-"Minha senhora, por favor vá e retorne em dois meses para conversarmos novamente".
A mãe, um pouco desapontada com as palavras recebidas, chamou seu filho e juntos foram embora.
Após dois meses, a mãe e o filho retornaram à casa de Gandhi. Novamente, a mãe se aproximou daquele homem intrigante e lhe disse quem era. Prontamente Gandhi se lembrou da história e chamou o menino, dizendo-lhe:
-"Meu querido, você é jovem, tem uma longa vida pela frente. Por isso, deve cuidar de sua saúde e comer muito açúcar lhe será prejudicial. Controle a sua ingestão de açúcar, eu lhe peço".
O garoto, atento àquelas palavras, concordou com Gandhi e prometeu reduzir o açúcar de seu hábito alimentar.
Todavia, a mãe, desconfiada, perguntou ao sábio:
-"Mas Gandhi, se o senhor disse poucas palavras ao meu filho e rapidamente resolver o que havia lhe pedido, por qual razão me pediu para voltar dois meses depois?"
E Gandhi lhe respondeu:
-"Porque, minha cara, há dois meses eu também comia muito açúcar..."
Fonte: desconhecida
-"Gandhi, por favor, ajude-me. Meu filho é criança ainda, esperto e saudável, mas estou com receio de que adoeça, pois que come muito açúcar".
Gandhi ouviu atenciosamente a mãe preocupada com seu querido filho e ficou a pensar em sua resposta. Após certo tempo, respondeu-lhe:
-"Minha senhora, por favor vá e retorne em dois meses para conversarmos novamente".
A mãe, um pouco desapontada com as palavras recebidas, chamou seu filho e juntos foram embora.
Após dois meses, a mãe e o filho retornaram à casa de Gandhi. Novamente, a mãe se aproximou daquele homem intrigante e lhe disse quem era. Prontamente Gandhi se lembrou da história e chamou o menino, dizendo-lhe:
-"Meu querido, você é jovem, tem uma longa vida pela frente. Por isso, deve cuidar de sua saúde e comer muito açúcar lhe será prejudicial. Controle a sua ingestão de açúcar, eu lhe peço".
O garoto, atento àquelas palavras, concordou com Gandhi e prometeu reduzir o açúcar de seu hábito alimentar.
Todavia, a mãe, desconfiada, perguntou ao sábio:
-"Mas Gandhi, se o senhor disse poucas palavras ao meu filho e rapidamente resolver o que havia lhe pedido, por qual razão me pediu para voltar dois meses depois?"
E Gandhi lhe respondeu:
-"Porque, minha cara, há dois meses eu também comia muito açúcar..."
Fonte: desconhecida
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Adeus, velha máscara
Não que eu veja além
Nem que queira mostrar-me
Mas que, sinceramente, eu posso Ser
Chega de lágrimas falsas, pesares incongruentes
Adeus à você, velha máscara
Que por vezes me acenou
Aproximava-se, encantava-se, quieta, e me inundava
"Quem sou eu? Onde estou? Para onde irei?"
Em seus orifícios via, mas não percebia
Falava, mas não entendia
Ouvia, mas não compreendia
Adeus, velha máscara
Ao fúnebre eu lhe coloco
Para agora repousar a sua face
De velha, velha, velha,...
Para não mais retornar, e a falar, olhar, ouvir
Adeus, velha máscara.
Nem que queira mostrar-me
Mas que, sinceramente, eu posso Ser
Chega de lágrimas falsas, pesares incongruentes
Adeus à você, velha máscara
Que por vezes me acenou
Aproximava-se, encantava-se, quieta, e me inundava
"Quem sou eu? Onde estou? Para onde irei?"
Em seus orifícios via, mas não percebia
Falava, mas não entendia
Ouvia, mas não compreendia
Adeus, velha máscara
Ao fúnebre eu lhe coloco
Para agora repousar a sua face
De velha, velha, velha,...
Para não mais retornar, e a falar, olhar, ouvir
Adeus, velha máscara.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Conversa
Na paisagem do luar
A meu olho se mostrou a Tua luz a brilhar;
Dentro do meu Ser
Como será essa Tua Aparência, que ao toque suave do alvorecer
Me ilumina como o sol no ápice?
Tu deves ser linda, uma flor madura
Pétalas a brilhar
Polén a espalhar o cheiro de Teu Espírito
Ah se o Pai me desse o dom de Te ver, como seria a mim esse prazer!
Esbanjaria de Alegria, louvaria de Felicidade
E estancaria a saudade que reina em meu Coração
Porém, nada devo reclamar e me voltar contra a Sua Ordem
Quem sou para Te contrariar?
Sublimes são Tuas Leis, Verdadeiro o Teu Amor
Como Teu escravo, a priori eu te sirvo antes de qualquer movimento
Ai de mim se assim não agir, nas trevas continuarei
Chorando dores e angústias, brotos de meu orgulho e vaidade
Mas irmã bromélia, lírio, jasmim, eu lhes rogo:
"- Brilha a mim, por misericórdia!"
A meu olho se mostrou a Tua luz a brilhar;
Dentro do meu Ser
Como será essa Tua Aparência, que ao toque suave do alvorecer
Me ilumina como o sol no ápice?
Tu deves ser linda, uma flor madura
Pétalas a brilhar
Polén a espalhar o cheiro de Teu Espírito
Ah se o Pai me desse o dom de Te ver, como seria a mim esse prazer!
Esbanjaria de Alegria, louvaria de Felicidade
E estancaria a saudade que reina em meu Coração
Porém, nada devo reclamar e me voltar contra a Sua Ordem
Quem sou para Te contrariar?
Sublimes são Tuas Leis, Verdadeiro o Teu Amor
Como Teu escravo, a priori eu te sirvo antes de qualquer movimento
Ai de mim se assim não agir, nas trevas continuarei
Chorando dores e angústias, brotos de meu orgulho e vaidade
Mas irmã bromélia, lírio, jasmim, eu lhes rogo:
"- Brilha a mim, por misericórdia!"
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Educação do ser humano (II)
A Ciência atual, de modo geral, se pauta na dissociação entre o subjetivo e o objetivo, ou seja, o pesquisador, na maioria das vezes, não pode deixar evidenciar o seu lado subjetivo, uma vez que a resolução de problemas, a formulação de teorias e a comprovação de hipóteses devem surgir da observação dos fatos. A subjetividade do pesquisador se concentra, então, no impulso pelo conhecimento, mas não no que ele assimila.
Desta forma, podemos perguntar novamente: como um fato externo a mim pode impulsionar uma criação educacional que se origina de minha intimidade subjetiva? (Vale ressaltar que a verdadeira educação nasce do interior do indivíduo, já que a “educação” não assimilada interiormente se torna obrigação, dever, imposição autoritária, sem questionamento; instrução).
C. G. Jung, psicólogo, por sua vez, nos traz o conceito de unus mundus: “tudo o que acontece, seja como for, acontece no mesmo único mundo e é parte deste”, o que no Espiritismo é denominado de Fluido Cósmico Universal (está no tudo que o espírito faz). A partir desse conceito, podemos entender a seguinte frase, da psicanalista M. L. Von Franz: “a psique e a matéria sejam um mesmo fenômeno observado respectivamente do interior e do exterior”. Portanto, todo o fato, em si mesmo, é derivado de uma lei da Natureza, ou seja, é um ato externo, objetivo, originado de uma subjetividade (interioridade, intimidade) da própria Natureza.
Assim, a Educação deveria ser pautada na pesquisa, se e somente se, toda pesquisa atribuísse importância maior à interioridade do fato e não unicamente, ou majoritariamente, na sua manifestação sensivelmente tangível, ou então, logicamente tangível, visto que a origem de todo fato é subjetiva (subjetividade da Natureza, divina). Poderíamos generalizar que todo processo educacional surge do exemplo daquele que educa, em qualquer método de educação. Ou seja, a partir de um conhecimento objetivo, o educador tem condições de recheá-lo com a sua subjetividade para então atingir a subjetividade de seu interlocutor, não apenas o instruindo, mas também o educando.
Para mim, por fim, Einstein está correto, já que o plano do fato analisado por ele é o plano objetivo, porém destituído de sua essência: o plano subjetivo. Torna-se necessário, então, conhecer e entender o caráter subjetivo dos fatos, para que então se assimile o valor divino existente nos mesmos.
Desta forma, podemos perguntar novamente: como um fato externo a mim pode impulsionar uma criação educacional que se origina de minha intimidade subjetiva? (Vale ressaltar que a verdadeira educação nasce do interior do indivíduo, já que a “educação” não assimilada interiormente se torna obrigação, dever, imposição autoritária, sem questionamento; instrução).
C. G. Jung, psicólogo, por sua vez, nos traz o conceito de unus mundus: “tudo o que acontece, seja como for, acontece no mesmo único mundo e é parte deste”, o que no Espiritismo é denominado de Fluido Cósmico Universal (está no tudo que o espírito faz). A partir desse conceito, podemos entender a seguinte frase, da psicanalista M. L. Von Franz: “a psique e a matéria sejam um mesmo fenômeno observado respectivamente do interior e do exterior”. Portanto, todo o fato, em si mesmo, é derivado de uma lei da Natureza, ou seja, é um ato externo, objetivo, originado de uma subjetividade (interioridade, intimidade) da própria Natureza.
Assim, a Educação deveria ser pautada na pesquisa, se e somente se, toda pesquisa atribuísse importância maior à interioridade do fato e não unicamente, ou majoritariamente, na sua manifestação sensivelmente tangível, ou então, logicamente tangível, visto que a origem de todo fato é subjetiva (subjetividade da Natureza, divina). Poderíamos generalizar que todo processo educacional surge do exemplo daquele que educa, em qualquer método de educação. Ou seja, a partir de um conhecimento objetivo, o educador tem condições de recheá-lo com a sua subjetividade para então atingir a subjetividade de seu interlocutor, não apenas o instruindo, mas também o educando.
Para mim, por fim, Einstein está correto, já que o plano do fato analisado por ele é o plano objetivo, porém destituído de sua essência: o plano subjetivo. Torna-se necessário, então, conhecer e entender o caráter subjetivo dos fatos, para que então se assimile o valor divino existente nos mesmos.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Educação do ser humano (I)
Já abordamos, anteriormente, a questão entre instrução e educação, de Rohden, explanando que a primeira se atenta às questões profissionai e a segunda na formação de valores humanos. Lembremos, então, da frase de Einstein: "Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores". Assim, para Einstein, pela instrução Rohden não há formação de valor humano.
Pois bem, estava eu um dia em um congresso sobre educação médica e lá estavam, em uma determinada manhâ, coordenadores do curso de medicina das principais universidades paulistas (Unicamp, USP, UNESP, UNIFESP). O interesse era de explanar o currículo da graduação médica e evidenciar pontos positivos da "educação" desses centros universitários. Foi consenso, neste debate, que o processo "educacional" ocorre a partir da pesquisa universitária, ou seja, o ato de se pesquisar cientificamente permite ao aluno não apenas formar melhor teórica e praticamente, mas também humanamente (com valores). Em uma apresentação estava escrito: "A pesquisa como educação".
Aí, então, iniciaram-se as reflexões: como posso aprender a ser um ser humano em qualquer profissão com a pesquisa? Posso ser educado pelo mundo dos fatos? Ao saber o funcionamento dessa ou daquela droga, ao medir o metabolismo de ratos, desvendar leis matemáticas, o método científico, ou então, concertrar-me em estudos históricos de povos antigos ou apreender a formação de uma sociedade, eu poderei ser um ser humano melhor? Ganharei, assim, valores?
Pois bem, estava eu um dia em um congresso sobre educação médica e lá estavam, em uma determinada manhâ, coordenadores do curso de medicina das principais universidades paulistas (Unicamp, USP, UNESP, UNIFESP). O interesse era de explanar o currículo da graduação médica e evidenciar pontos positivos da "educação" desses centros universitários. Foi consenso, neste debate, que o processo "educacional" ocorre a partir da pesquisa universitária, ou seja, o ato de se pesquisar cientificamente permite ao aluno não apenas formar melhor teórica e praticamente, mas também humanamente (com valores). Em uma apresentação estava escrito: "A pesquisa como educação".
Aí, então, iniciaram-se as reflexões: como posso aprender a ser um ser humano em qualquer profissão com a pesquisa? Posso ser educado pelo mundo dos fatos? Ao saber o funcionamento dessa ou daquela droga, ao medir o metabolismo de ratos, desvendar leis matemáticas, o método científico, ou então, concertrar-me em estudos históricos de povos antigos ou apreender a formação de uma sociedade, eu poderei ser um ser humano melhor? Ganharei, assim, valores?
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Nunca sozinha
Das mais altas montanhas
Das mais tênues luzes
Da mais irradiante energia
Não vejo nada, senão Deus...
Das escuras ruas
Das pedregosas clareiras
Das profundezas oceânicas
Não vejo nada, senão Deus...
Quero nadar, voar, correr
Ser, viver, sentir
Ver, sentir, ser
Ser, viver, sentir...
Com tudo o que posso
Com tudo o que vejo
Com tudo o que sinto
Não posso não viver; Ser...
Pela bactéria viva
Uma única célula
Em seu claustro
Nunca, porém, sozinha...
Das mais tênues luzes
Da mais irradiante energia
Não vejo nada, senão Deus...
Das escuras ruas
Das pedregosas clareiras
Das profundezas oceânicas
Não vejo nada, senão Deus...
Quero nadar, voar, correr
Ser, viver, sentir
Ver, sentir, ser
Ser, viver, sentir...
Com tudo o que posso
Com tudo o que vejo
Com tudo o que sinto
Não posso não viver; Ser...
Pela bactéria viva
Uma única célula
Em seu claustro
Nunca, porém, sozinha...
domingo, 27 de junho de 2010
Poema
Os poemas mais lindos são aqueles
quando a simplicidade prevalece
quando a alegria abafa a tristeza
quando a dor sucumbe perante a esperança
quando a lágrima é substituida pelo sorriso
quando a raiva é inundada pelo amor
quando o sol, enfim, irradia a noite
Façamos de nossas vidas um verdadeiro poema,
a reviver todos os dias; sempre!
quando a simplicidade prevalece
quando a alegria abafa a tristeza
quando a dor sucumbe perante a esperança
quando a lágrima é substituida pelo sorriso
quando a raiva é inundada pelo amor
quando o sol, enfim, irradia a noite
Façamos de nossas vidas um verdadeiro poema,
a reviver todos os dias; sempre!
Parabéns
Parabéns pelo seu dia
Mais um dia
Na rotina dos períodos
Finitamente repetidos
Rumo ao infinito da Vida Maior
Mais um dia
Na rotina dos períodos
Finitamente repetidos
Rumo ao infinito da Vida Maior
domingo, 30 de maio de 2010
Vivo
Posso ver mais intensamente...
Posso degustar com maior prazer...
Posso tocar mais sensivelmente...
Posso cheirar com maior discriminância...
Posso falar mais precisamente...
Posso ouvir mais atentamente...
Quando vivo estou!
Posso degustar com maior prazer...
Posso tocar mais sensivelmente...
Posso cheirar com maior discriminância...
Posso falar mais precisamente...
Posso ouvir mais atentamente...
Quando vivo estou!
O egoísmo
Tal é o egoísmo a maior das maiores chagas do espírito humano terreno, fundadora das demais e causadora de diversos sofrimentos ao homem individual e social. Desta forma, muito se fala no Espiritismo que deve ser expurgado afim da elevação espiritual humana. Todavia, o que é o egoísmo e por que ele nos faz mal?
Huberto Rohden nos diz que ego significa persona em latim, que por sua vez quer dizer máscara (per + sonare = falar através), útil ao indivíduo que necessita se expressar. Assim sendo, o espírito (indivíduo) apresenta uma máscara na qual vive determinada realidade, que para Rohden é mental-físico-emocional; a realidade periférica do ego. Uma vez que o espírito fora criado por Deus simples e ignorante, potencialmente e essencialmente divino (o Eu divino central), aprendeu ao longo da sua evolução a ser egoísta, a se personalizar e a viver a realidade mental-física-emocional, essencialmente material.
Se observarmos a realidade terrena, perceberemos que os demais seres vivos vivem incessantemente a vida egoísta, pautada em seu instinto materialista. E nós, como espíritos, possivelmente adquirimos tal persona principalmente na vida animal, quando nela estagiamos há algum tempo. Porém, quando adentramos ao mundo hominal, do ser humano racional e livre, percebemos que aquilo que nos manteve até então não nos faz bem por dificultar nossa relação com o outro, com a sociedade e com Deus (o ego é essencialmente individualista e narcisista). É quando a consciência espiritual desperta e deseja a ascensão divina, incompatível com desejos particulares, individualistas, materialistas. Como a persona não se comunica com o Eu-divino (mas ele sim se comunica com ela), acredita ser única e sozinha, por isso tenta se defender de tudo e de todos.
Conforme ensino dos espíritos, nós seres humanos, então conscientes, devemos nos libertar do jugo material que nos mantém na realidade física do ego. E o melhor caminho para esta reformulação é a Caridade (o devotamento sincero e amoroso para com o próximo). É interessante o poder que o próximo tem para a atrofia de nosso egoísmo, uma vez que ao servirmos ao próximo nos esquecemos de nós mesmos, o que representa o total abandono de um desejo de nosso próprio bem-estar. Servir ao próximo é, assim, a chave da consciência espiritual para desarticular a estrutura da persona, numa auto-redenção de desvinculação material e ascensão espiritual.
Essa auto-redenção, ou ascese espiritual, seria, portanto, transformar a nossa parte mental em uma razão espiritual; nossa ânsia pelo bem-estar físico pela harmonia espiritual em um corpo físico; e nossa parte emocional em profundo amor e respeito pela Vida, porque assim cultivaremos valores espirituais em detrimento da manutenção de impulsos do ego. Pode-se afirmar, assim, que com o ego superior ao Eu-divino, o Reino de Deus não nos estará acessível, uma vez que o primitivismo no ser humano não conseguirá acessá-lo. Somente pelo Eu-divino temos acesso a Deus, visto que é o próprio Pai dentro de nós.
Por fim, pode-se entender a essência da fala de Jesus: “Já não sou eu quem faz as obras, mas o Pai que vive em mim”, ou seja, o ego já não comanda as suas ações, já que o Pai, a essência divina existente em cada indivíduo, está se manifestando intensamente, utilizando o ego como utensílio, mas impulsionada pelo Amor divino.
Fonte:
- "O Livro dos Espíritos" (916 e 917)
- "O Evangelho Segundo o Espiritismo" ( Cap. XI)
- "Educação do Homem integral" ( H. Rohden)
- "Novos Rumos para a Educação" (H. Rohden)
Huberto Rohden nos diz que ego significa persona em latim, que por sua vez quer dizer máscara (per + sonare = falar através), útil ao indivíduo que necessita se expressar. Assim sendo, o espírito (indivíduo) apresenta uma máscara na qual vive determinada realidade, que para Rohden é mental-físico-emocional; a realidade periférica do ego. Uma vez que o espírito fora criado por Deus simples e ignorante, potencialmente e essencialmente divino (o Eu divino central), aprendeu ao longo da sua evolução a ser egoísta, a se personalizar e a viver a realidade mental-física-emocional, essencialmente material.
Se observarmos a realidade terrena, perceberemos que os demais seres vivos vivem incessantemente a vida egoísta, pautada em seu instinto materialista. E nós, como espíritos, possivelmente adquirimos tal persona principalmente na vida animal, quando nela estagiamos há algum tempo. Porém, quando adentramos ao mundo hominal, do ser humano racional e livre, percebemos que aquilo que nos manteve até então não nos faz bem por dificultar nossa relação com o outro, com a sociedade e com Deus (o ego é essencialmente individualista e narcisista). É quando a consciência espiritual desperta e deseja a ascensão divina, incompatível com desejos particulares, individualistas, materialistas. Como a persona não se comunica com o Eu-divino (mas ele sim se comunica com ela), acredita ser única e sozinha, por isso tenta se defender de tudo e de todos.
Conforme ensino dos espíritos, nós seres humanos, então conscientes, devemos nos libertar do jugo material que nos mantém na realidade física do ego. E o melhor caminho para esta reformulação é a Caridade (o devotamento sincero e amoroso para com o próximo). É interessante o poder que o próximo tem para a atrofia de nosso egoísmo, uma vez que ao servirmos ao próximo nos esquecemos de nós mesmos, o que representa o total abandono de um desejo de nosso próprio bem-estar. Servir ao próximo é, assim, a chave da consciência espiritual para desarticular a estrutura da persona, numa auto-redenção de desvinculação material e ascensão espiritual.
Essa auto-redenção, ou ascese espiritual, seria, portanto, transformar a nossa parte mental em uma razão espiritual; nossa ânsia pelo bem-estar físico pela harmonia espiritual em um corpo físico; e nossa parte emocional em profundo amor e respeito pela Vida, porque assim cultivaremos valores espirituais em detrimento da manutenção de impulsos do ego. Pode-se afirmar, assim, que com o ego superior ao Eu-divino, o Reino de Deus não nos estará acessível, uma vez que o primitivismo no ser humano não conseguirá acessá-lo. Somente pelo Eu-divino temos acesso a Deus, visto que é o próprio Pai dentro de nós.
Por fim, pode-se entender a essência da fala de Jesus: “Já não sou eu quem faz as obras, mas o Pai que vive em mim”, ou seja, o ego já não comanda as suas ações, já que o Pai, a essência divina existente em cada indivíduo, está se manifestando intensamente, utilizando o ego como utensílio, mas impulsionada pelo Amor divino.
Fonte:
- "O Livro dos Espíritos" (916 e 917)
- "O Evangelho Segundo o Espiritismo" ( Cap. XI)
- "Educação do Homem integral" ( H. Rohden)
- "Novos Rumos para a Educação" (H. Rohden)
domingo, 16 de maio de 2010
Ricardo Reis
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive"
"A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios."
"Domina ou cala.
Não te percas, dando
Aquilo que não tens.
Que vale o César que serias?
Goza Bastar-te o pouco que és.
Melhor te acolhe a vil choupana dada
Que o palácio devido."
(Domina ou Cala)
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive"
"A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios."
"Domina ou cala.
Não te percas, dando
Aquilo que não tens.
Que vale o César que serias?
Goza Bastar-te o pouco que és.
Melhor te acolhe a vil choupana dada
Que o palácio devido."
(Domina ou Cala)
Indiferença
Chora um menino...
O que ele tem?
Ali outro, e mais adiante também...
O que têm?
Não sei...
(fechado estou)
O que ele tem?
Ali outro, e mais adiante também...
O que têm?
Não sei...
(fechado estou)
União
Vinde a mim às letras
Vinde a mim às canções
Vinde a mim os minerais, vegetais e animais
Vinde a mim os homens
Para que juntos nós digamos:
- Senhor, nós nos amamos!
Vinde a mim às canções
Vinde a mim os minerais, vegetais e animais
Vinde a mim os homens
Para que juntos nós digamos:
- Senhor, nós nos amamos!
domingo, 25 de abril de 2010
Metamorfose
No fundo dos meus olhos, na clareia do olhar
Há uma faísca, a lampejar e lampejar
Em minha voz há sons roucos, graves e agudos
Há nela também dor, sofrimento e temor
Em meu peito, há lúgubre ar, de inspirar remoto
De sofrível angústia
Em meu coração, há uma dor sangrenta, manchada e lodosa
Há nele também ódio, rancor e amargura
Meu Senhor, Pai todo Misericordioso, abraça-me e refugia-me em Seus braços
Para que a fera que em mim se instalou não venha a atacar
Mas sim, com Seu Amor, domesticá-la e transformá-la
No mais Belo cavalo de Seu Reino, que ao Senhor servirá, pelo seu livre desejo.
Há uma faísca, a lampejar e lampejar
Em minha voz há sons roucos, graves e agudos
Há nela também dor, sofrimento e temor
Em meu peito, há lúgubre ar, de inspirar remoto
De sofrível angústia
Em meu coração, há uma dor sangrenta, manchada e lodosa
Há nele também ódio, rancor e amargura
Meu Senhor, Pai todo Misericordioso, abraça-me e refugia-me em Seus braços
Para que a fera que em mim se instalou não venha a atacar
Mas sim, com Seu Amor, domesticá-la e transformá-la
No mais Belo cavalo de Seu Reino, que ao Senhor servirá, pelo seu livre desejo.
Sozinho estou
Olho-me, sinto-me, toco-me
Aonde estão os outros?
Recordo, imagino, anseio
Peço, grito, procuro
Ando, corro, canso-me
Aonde estão os outros?
Sozinho me vejo, sem ninguém
Aonde estão os outros?
Pobre alma, porque se inquieta?
De que adiantou avançar no tempo
Conquistar terras, desbravar mares?
Para que os edifícios, as glórias e as belezas
Se sua alma ao redor nada tem?
E quando se volta a si mesma, percebe-se no nada em que está?
Antes de enxergar os outros, enxergue-se
Antes de julgar, ame
Antes das palavras, procure os sentimentos
Antes das ações, procure as motivações
E verá que, se ainda estiver sozinha, é porque os outros não querem lhe ver
Perdidos que estão, como você esteve.
Aonde estão os outros?
Recordo, imagino, anseio
Peço, grito, procuro
Ando, corro, canso-me
Aonde estão os outros?
Sozinho me vejo, sem ninguém
Aonde estão os outros?
Pobre alma, porque se inquieta?
De que adiantou avançar no tempo
Conquistar terras, desbravar mares?
Para que os edifícios, as glórias e as belezas
Se sua alma ao redor nada tem?
E quando se volta a si mesma, percebe-se no nada em que está?
Antes de enxergar os outros, enxergue-se
Antes de julgar, ame
Antes das palavras, procure os sentimentos
Antes das ações, procure as motivações
E verá que, se ainda estiver sozinha, é porque os outros não querem lhe ver
Perdidos que estão, como você esteve.
Reverência
Acaba de nascer; é maravilhoso!
Com sua face rosada...
Com sua mão pequena...
Com seus olhos quase fechados...
Vem se aproximando; é lindo!
Preenchendo...
Amparando...
Completando...
Vem aí aquele ser;
Que modificará...
Que transformará...
Que iluminará...
Ai vem ele:
-Abramos alas ao Ser Humano!
Com sua face rosada...
Com sua mão pequena...
Com seus olhos quase fechados...
Vem se aproximando; é lindo!
Preenchendo...
Amparando...
Completando...
Vem aí aquele ser;
Que modificará...
Que transformará...
Que iluminará...
Ai vem ele:
-Abramos alas ao Ser Humano!
domingo, 4 de abril de 2010
A Religiosidade do Espiritismo (editada)
Por fim, falaremos sobre a Religião do Espiritismo, outra vertente da Doutrina dos Espíritos e que completa o seu triângulo (Ciência, Filosofia e Religião).
O termo religião é derivado do termo latim religio, que segundo Lactâncio (escritor e professor de retórica do Império Romano) deriva do termo religare. Assumindo-se tal origem etimológica, a Religião é o religar-se com Deus, ou seja, o caminho que leva o filho ao seu Pai.
Sabemos, por sua vez, que o Espiritismo é uma reapresentação da Doutrina de Jesus, portanto a sua religiosidade é pautada nos princípios morais do Ensino do Cristo. Kardec trabalha em O Evangelho Segundo o Espiritismo justamente os principais ensinos que Jesus legou para a Humanidade, completando ensinamentos com mensagens de espíritos e principalmente esclarecendo partes alegóricas e de difícil interpretação. Nesta obra está a base da religião espírita e a continuação da religiosidade Cristã.
Todavia, podem nos ficar questões: Como nos religaremos ao Pai? Qual será o caminho para o encontro com Aquele que me Criou? Para esses questionamentos, os Espíritos superiores, em O Livro dos Espíritos retomam Jesus: “Desejai para os outros o que quereríeis para vós mesmos”. Logo em seguida, Kardec muito sabiamente nos diz: “O sublime da religião cristã tem sido de tomar o direito pessoal por base do direito do próximo”. Em síntese, o nosso religar perpassa pelo bem do próximo, como pré-requisito para Deus. E o Espiritismo traz aos seus seguidores totais condições para essa difícil caminhada, uma vez que oferta fundamentação para a formação de caráter humano, mediante o entendimento verdadeiro dos Ensinamentos de Jesus.
Desta forma, a Religião do Espiritismo não deve ser entendida de acordo com o senso comum sobre as religiões. Ela vai além justamente por convidar o ser humano ao seu reajuste consigo mesmo. Trata-se de uma Lei sobre a posição do ser humano em relação ao mundo que o rodeia, ou seja, é a própria natureza do espírito que o impede de avançar, sendo um efeito natural de sua inferioridade. Por isso, a Religião do Espiritismo é o convite à auto-renovação, por meio das máximas de Jesus: “Conheça a Verdade (quem realmente somos) e a Verdade o libertará” e “Amareis o vosso próximo como a vós mesmos”, sem necessidade de convenções e de dogmas.
A questão apresenta-se muito bem trabalhada na Revista Espírita de 1868, quando Kardec discorda do uso do termo Religião quando associada ao Espiritismo, não porque a Doutrina Espírita não apresenta a sua religiosidade, mas sim pelo mal uso pela sociedade daquele termo. Kardec afirma: "no sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos ufanamos disso, porque ele é a doutrina que funda os laços de fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre as mais sólidas bases: as próprias leis da Natureza". Todavia, alerta: "Porque só temos uma palavra para exprimir duas idéias diferentes e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da idéia de culto; desperta exclusivamente uma idéia de forma, coisa que o Espiritismo não tem."
Podemos associar, assim, a Religião do Espiritismo à Religiosidade do Espiritismo, com o único objetivo de segregar idéias, que na origem abordam o mesmo campo, mas pelo tempo se divergiram.
Fontes:
Wikipédia (online)
O Livro dos Espíritos (questão 876)
A Gênese (Cap. II- item 19)
O Evangelho Segundo o Espiritismo (Introdução-item I)
Revista Espírita- 1868 "É o espiritismo uma religião?"
O termo religião é derivado do termo latim religio, que segundo Lactâncio (escritor e professor de retórica do Império Romano) deriva do termo religare. Assumindo-se tal origem etimológica, a Religião é o religar-se com Deus, ou seja, o caminho que leva o filho ao seu Pai.
Sabemos, por sua vez, que o Espiritismo é uma reapresentação da Doutrina de Jesus, portanto a sua religiosidade é pautada nos princípios morais do Ensino do Cristo. Kardec trabalha em O Evangelho Segundo o Espiritismo justamente os principais ensinos que Jesus legou para a Humanidade, completando ensinamentos com mensagens de espíritos e principalmente esclarecendo partes alegóricas e de difícil interpretação. Nesta obra está a base da religião espírita e a continuação da religiosidade Cristã.
Todavia, podem nos ficar questões: Como nos religaremos ao Pai? Qual será o caminho para o encontro com Aquele que me Criou? Para esses questionamentos, os Espíritos superiores, em O Livro dos Espíritos retomam Jesus: “Desejai para os outros o que quereríeis para vós mesmos”. Logo em seguida, Kardec muito sabiamente nos diz: “O sublime da religião cristã tem sido de tomar o direito pessoal por base do direito do próximo”. Em síntese, o nosso religar perpassa pelo bem do próximo, como pré-requisito para Deus. E o Espiritismo traz aos seus seguidores totais condições para essa difícil caminhada, uma vez que oferta fundamentação para a formação de caráter humano, mediante o entendimento verdadeiro dos Ensinamentos de Jesus.
Desta forma, a Religião do Espiritismo não deve ser entendida de acordo com o senso comum sobre as religiões. Ela vai além justamente por convidar o ser humano ao seu reajuste consigo mesmo. Trata-se de uma Lei sobre a posição do ser humano em relação ao mundo que o rodeia, ou seja, é a própria natureza do espírito que o impede de avançar, sendo um efeito natural de sua inferioridade. Por isso, a Religião do Espiritismo é o convite à auto-renovação, por meio das máximas de Jesus: “Conheça a Verdade (quem realmente somos) e a Verdade o libertará” e “Amareis o vosso próximo como a vós mesmos”, sem necessidade de convenções e de dogmas.
A questão apresenta-se muito bem trabalhada na Revista Espírita de 1868, quando Kardec discorda do uso do termo Religião quando associada ao Espiritismo, não porque a Doutrina Espírita não apresenta a sua religiosidade, mas sim pelo mal uso pela sociedade daquele termo. Kardec afirma: "no sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos ufanamos disso, porque ele é a doutrina que funda os laços de fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre as mais sólidas bases: as próprias leis da Natureza". Todavia, alerta: "Porque só temos uma palavra para exprimir duas idéias diferentes e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da idéia de culto; desperta exclusivamente uma idéia de forma, coisa que o Espiritismo não tem."
Podemos associar, assim, a Religião do Espiritismo à Religiosidade do Espiritismo, com o único objetivo de segregar idéias, que na origem abordam o mesmo campo, mas pelo tempo se divergiram.
Fontes:
Wikipédia (online)
O Livro dos Espíritos (questão 876)
A Gênese (Cap. II- item 19)
O Evangelho Segundo o Espiritismo (Introdução-item I)
Revista Espírita- 1868 "É o espiritismo uma religião?"
Sem Amor
A música sem Amor é barulho;
A escultura sem Amor é molde;
O tecido sem Amor é remendo;
A poesia sem Amor é lisonja;
O texto sem Amor é rabisco;
O amor sem Amor é paixão;
O sorriso sem Amor é falsidade;
O pensar sem Amor é devaneio;
A vida, enfim, sem Amor é estéril;
Tudo o que eu fizer, senão com Amor e por Amor, nada mais será do que um ato sem sentido...
A escultura sem Amor é molde;
O tecido sem Amor é remendo;
A poesia sem Amor é lisonja;
O texto sem Amor é rabisco;
O amor sem Amor é paixão;
O sorriso sem Amor é falsidade;
O pensar sem Amor é devaneio;
A vida, enfim, sem Amor é estéril;
Tudo o que eu fizer, senão com Amor e por Amor, nada mais será do que um ato sem sentido...
domingo, 28 de março de 2010
A Filosofia do Espiritismo
Adentramos, aqui, um pouco em outra vertente do espiritismo: a filosofia espírita.
Primeiramente, o Espiritismo é a filosofia dos Espíritos, daquelas Entidades que assumiram a responsabilidade maior de transmitir ao mundo dos encarnados a Teoria Filosófica Universal, que é em essência a Filosofia do Amor e da Razão, capaz de elevar os habitantes da Terra a níveis maiores de conscientização espiritual. O Espiritismo ensina, assim, conforme ensinado pelos Espíritos e exemplificado por Kardec, a utilizar a razão e a lógica para responder muitas questões existentes em relação à vida humana: a origem e destino do ser humano; a relação homem e outros seres vivos; a possibilidade de evolução espiritual individual; a existência de Deus; entre outras.
Em O livro dos Espíritos, Kardec resume a idéia de Doutrina dos Espíritos: “Os Espíritos anunciam que os tempos marcados pela Providência, para uma manifestação universal, são chegados, e que, sendo os ministros de Deus e os agentes de sua vontade, sua missão é instruir e esclarecer os homens...”. Além disso, neste mesmo livro, o codificador esclarece a base da filosofia espírita: “Este livro... Foi escrito por ordem e sob o ditado dos Espíritos superiores para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, livre de preconceitos do espírito de sistema”. Vale ressaltar que esse livro foi o marco inicial do espiritismo, sendo a origem dos demais livros da codificação.
Todavia, há um motivo para que o espiritismo apresente sua parte filosófica. Assumindo que tudo que o espiritismo traz é universal, podemos concluir que há dentro de cada ser humano uma filosofia própria, ou seja, uma parcela dos aspectos emocionais, espirituais, físicos e mentais tem necessidade de ser direcionado por algo, o que pode ser chamado de filosofia de vida. Dessa forma, cada ser humano apresenta um modo particular de viver, uma vez que é um indivíduo consciente. Como Deus é também Filosofia, o próprio Universo apresenta um modo particular de viver, o que pode ser chamado de Filosofia Universal, regida pelo Amor e pela Razão.
O que a filosofia espírita busca, assim, é trazer ao ser humano a Filosofia Universal, aproximando o modo de vida individual ao modo de Vida do Universo. Em resumo, é o convite do Mundo Maior para que vivamos de acordo com os princípios do Amor e da Razão, que regem todo e qualquer ser vivo e não vivo, abandonando nossos interesses particulares. Desta forma, assemelha-se aos postulados socráticos e crísticos, não sendo senão um modelo mais detalhado da filosofia de Sócrates e, principalmente, de Jesus Cristo.
Por fim, com a parte filosófica do espiritismo, que orbita sobre a máxima de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como Eu os Amei”, temos a teoria sobre como devemos agir e o caminho íntimo pelo qual devemos percorrer se desejamos realmente ampliar nossa capacidade para além de nossa ignorância e maldade.
Fontes:
- O livro dos espíritos (Prolegômenos)
- O Evangelho Segundo o Espiritismo (Introdução, item IV)
Primeiramente, o Espiritismo é a filosofia dos Espíritos, daquelas Entidades que assumiram a responsabilidade maior de transmitir ao mundo dos encarnados a Teoria Filosófica Universal, que é em essência a Filosofia do Amor e da Razão, capaz de elevar os habitantes da Terra a níveis maiores de conscientização espiritual. O Espiritismo ensina, assim, conforme ensinado pelos Espíritos e exemplificado por Kardec, a utilizar a razão e a lógica para responder muitas questões existentes em relação à vida humana: a origem e destino do ser humano; a relação homem e outros seres vivos; a possibilidade de evolução espiritual individual; a existência de Deus; entre outras.
Em O livro dos Espíritos, Kardec resume a idéia de Doutrina dos Espíritos: “Os Espíritos anunciam que os tempos marcados pela Providência, para uma manifestação universal, são chegados, e que, sendo os ministros de Deus e os agentes de sua vontade, sua missão é instruir e esclarecer os homens...”. Além disso, neste mesmo livro, o codificador esclarece a base da filosofia espírita: “Este livro... Foi escrito por ordem e sob o ditado dos Espíritos superiores para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, livre de preconceitos do espírito de sistema”. Vale ressaltar que esse livro foi o marco inicial do espiritismo, sendo a origem dos demais livros da codificação.
Todavia, há um motivo para que o espiritismo apresente sua parte filosófica. Assumindo que tudo que o espiritismo traz é universal, podemos concluir que há dentro de cada ser humano uma filosofia própria, ou seja, uma parcela dos aspectos emocionais, espirituais, físicos e mentais tem necessidade de ser direcionado por algo, o que pode ser chamado de filosofia de vida. Dessa forma, cada ser humano apresenta um modo particular de viver, uma vez que é um indivíduo consciente. Como Deus é também Filosofia, o próprio Universo apresenta um modo particular de viver, o que pode ser chamado de Filosofia Universal, regida pelo Amor e pela Razão.
O que a filosofia espírita busca, assim, é trazer ao ser humano a Filosofia Universal, aproximando o modo de vida individual ao modo de Vida do Universo. Em resumo, é o convite do Mundo Maior para que vivamos de acordo com os princípios do Amor e da Razão, que regem todo e qualquer ser vivo e não vivo, abandonando nossos interesses particulares. Desta forma, assemelha-se aos postulados socráticos e crísticos, não sendo senão um modelo mais detalhado da filosofia de Sócrates e, principalmente, de Jesus Cristo.
Por fim, com a parte filosófica do espiritismo, que orbita sobre a máxima de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como Eu os Amei”, temos a teoria sobre como devemos agir e o caminho íntimo pelo qual devemos percorrer se desejamos realmente ampliar nossa capacidade para além de nossa ignorância e maldade.
Fontes:
- O livro dos espíritos (Prolegômenos)
- O Evangelho Segundo o Espiritismo (Introdução, item IV)
sexta-feira, 19 de março de 2010
A Ciência do Espiritismo
Muitas pessoas crêem que o Espiritismo é apenas uma religião, algo como tantas outras manifestações do homem para com suas crenças e costumes. E está visão ganha peso com o apoio de grande parte do meio acadêmico, uma vez que a academia científica tem papel importantíssimo na formação do idealismo da sociedade ocidental.
Todavia, nós espíritas, temos a absoluta certeza de que a nossa Doutrina apresenta, como uma de suas vertentes, a ciência. Allan Kardec, exemplar figura humana, na codificação das obras básicas do espiritismo, nos diz em O Evangelho Segundo o Espiritismo:
“O Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual, e suas relações com o mundo corporal”. Em A Gênese, há a complementação: “Como meio de elaboração, o Espiritismo.... aplica o método experimental. Fatos de uma ordem nova se apresentam e não podem se explicar pelas leis conhecidas: observa-os, compara-os, analisa-os, e, dos efeitos remontando às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz suas conseqüências e procura as suas aplicações úteis.”
Todos os fenômenos espíritas disponíveis ao estudo na época de Kardec foram analisados e estudados a partir de princípios científicos, que, em essência, são divinos. A Ciência atual tornou-se cética e circunscrita em razão de sua má utilização por parte de seus adeptos, todavia, este fator é incapaz de alterar a sua natureza sagrada. Assim sendo, por que não o Espiritismo ser cientifico, uma vez que algumas manifestações de espíritos não tinham explicações na época de Kardec, e hoje têm, e tantas outras atuais que são desconhecidas? O que impede a razão humana de investigar aquilo que lhe circunda, visto que seu desejo é de ampliar o seu conhecimento e, conseqüentemente, tornar a sociedade humana mais justa e com mais qualidade de vida material e espiritual?
Allan Kardec, como exemplo de homem racional, investigou tais manifestações pelo método científico, compilando grande parte de seus conhecimentos no livro O Livro dos Médiuns. É nesse texto que estão as bases solidificadas da ciência espírita, destrinchada meticulosamente, desde o seu Método, de seu Sistema, até mesmo na identificação de possíveis embustes e fraudes medianímicas. Em síntese, é o guia do Espiritismo experimental, como está claro em seu segundo nome: Guia dos Médiuns e dos Evocadores.
Todavia, não podemos crer na finitude da nossa Doutrina, pensando que Kardec tudo fez e nós nada temos a fazer. Tal crença retira de nós a responsabilidade de atuarmos para o desenvolvimento do Espiritismo, ou seja, de aprofundarmos os aspectos da ciência espírita e, creio eu, de a expandirmos. De nossa parte, valem os estudos e a pesquisa cientifica baseados nos idéias do espiritismo. Se assim procedermos, com segurança conseguiremos trazer ao mundo material mais conhecimentos espirituais de planos mais sutis, porque, como diz Jesus, “De mim mesmo, eu nada posso fazer; é o Pai em mim que faz as obras”, ou seja, nosso trabalho é de servir algo maior e não os nossos interesses limitados.
Fontes:
- O livro dos médiuns
- O livro dos espíritos (Introdução; Conclusão)
- A Gênese (Caracteres da revelação espírita)
Todavia, nós espíritas, temos a absoluta certeza de que a nossa Doutrina apresenta, como uma de suas vertentes, a ciência. Allan Kardec, exemplar figura humana, na codificação das obras básicas do espiritismo, nos diz em O Evangelho Segundo o Espiritismo:
“O Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual, e suas relações com o mundo corporal”. Em A Gênese, há a complementação: “Como meio de elaboração, o Espiritismo.... aplica o método experimental. Fatos de uma ordem nova se apresentam e não podem se explicar pelas leis conhecidas: observa-os, compara-os, analisa-os, e, dos efeitos remontando às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz suas conseqüências e procura as suas aplicações úteis.”
Todos os fenômenos espíritas disponíveis ao estudo na época de Kardec foram analisados e estudados a partir de princípios científicos, que, em essência, são divinos. A Ciência atual tornou-se cética e circunscrita em razão de sua má utilização por parte de seus adeptos, todavia, este fator é incapaz de alterar a sua natureza sagrada. Assim sendo, por que não o Espiritismo ser cientifico, uma vez que algumas manifestações de espíritos não tinham explicações na época de Kardec, e hoje têm, e tantas outras atuais que são desconhecidas? O que impede a razão humana de investigar aquilo que lhe circunda, visto que seu desejo é de ampliar o seu conhecimento e, conseqüentemente, tornar a sociedade humana mais justa e com mais qualidade de vida material e espiritual?
Allan Kardec, como exemplo de homem racional, investigou tais manifestações pelo método científico, compilando grande parte de seus conhecimentos no livro O Livro dos Médiuns. É nesse texto que estão as bases solidificadas da ciência espírita, destrinchada meticulosamente, desde o seu Método, de seu Sistema, até mesmo na identificação de possíveis embustes e fraudes medianímicas. Em síntese, é o guia do Espiritismo experimental, como está claro em seu segundo nome: Guia dos Médiuns e dos Evocadores.
Todavia, não podemos crer na finitude da nossa Doutrina, pensando que Kardec tudo fez e nós nada temos a fazer. Tal crença retira de nós a responsabilidade de atuarmos para o desenvolvimento do Espiritismo, ou seja, de aprofundarmos os aspectos da ciência espírita e, creio eu, de a expandirmos. De nossa parte, valem os estudos e a pesquisa cientifica baseados nos idéias do espiritismo. Se assim procedermos, com segurança conseguiremos trazer ao mundo material mais conhecimentos espirituais de planos mais sutis, porque, como diz Jesus, “De mim mesmo, eu nada posso fazer; é o Pai em mim que faz as obras”, ou seja, nosso trabalho é de servir algo maior e não os nossos interesses limitados.
Fontes:
- O livro dos médiuns
- O livro dos espíritos (Introdução; Conclusão)
- A Gênese (Caracteres da revelação espírita)
sábado, 6 de março de 2010
Educação e Instrução
Tendo em vista o texto de Huberto Rohden (“Educação do homem integral”), clareou-se em minha mente o que é de responsabilidade da instrução e aquilo que cabe à educação, uma vez que o autor deixa nítido que: “A instrução tem por fim fornecer ao homem o conhecimento e uso dos objetos necessários para sua vida profissional. A educação”, ele diz, “tem por fim despertar e desenvolver no homem os valores da natureza humana”.
Pois bem, como a instrução permite que o ser humano atue profissionalmente, ela abrange o mundo material, físico e tangível, sendo natural do intelecto humano e, portanto, parte de seu ego. Já a educação, por se estruturar sobre princípios intrínsecos do homem, ou seja, seus valores, lapida o espírito. Rohden afirma, assim, que um homem pode ser extremamente inteligente, mas muito pouco educado. De outra forma, as habilidades mentais para atuação no mundo material não se associam ao que o espírito é realmente, o quanto de sua natureza divina está explicitada.
Está é a explicação para a frase de Einstein: “Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores, porque estes vêm de outra região”. Ao caminharmos na esfera da mente egóica do homem, apenas trilharemos a jornada da matéria, sem que alcancemos a esfera do espírito humano.
Porém, como conseguimos chegar nessa esfera espiritual? Rohden, assim como outros pensadores espiritualistas, diz-nos que o caminho dessa jornada está em nós, em nossa própria comunhão com o Pai, nos diferentes meios de experiências que temos, entre elas a meditação, a oração e, principalmente, a caridade, tal qual Paulo de Tarso ensina, “Ainda quando eu tivesse a linguagem dos anjos; quando eu tivesse o dom de profecia, e penetrasse todos os mistérios; quando eu tivesse toda fé possível até transportar as montanhas, se não tivesse caridade, eu nada seria”. O nosso real acesso ao Pai, portanto, é a caridade, o amor para com o próximo e para conosco mesmo, que deve permear todas as nossas atitudes, tais como a meditação e a oração, pois sem amor, trabalharíamos o ego, o intelecto, a instrução, não atingindo, assim, o mundo do espírito.
A educação, por sua vez, consegue divinizar o espírito, visto que eduz (“tira para fora”) aquilo que o ser humano é potencialmente (essência divina), por meio da caridade, da vivência harmônica entre o homem e todos os reinos. Jesus diz: “Vós sois deuses”. Não que somos como o Pai, mas O temos internamente, em potencial, e o papel da educação é justamente fazer com que o ser humano aprenda a manifestar a sua essência divina.
Assim, o ego é intelectualizável, instruindo-se com o mundo físico, mas não necessariamente torna o espírito melhor. Por outro lado, o espírito somente consegue se lapidar com a educação, ou seja, com a vivência com o Pai, que é, naturalmente, a relação homem-homem, homem-animal e homem-vegetal vivida com amor, com caridade. E isto, de fato, torna o ser humano melhor.
Fontes:
Huberto Rohden, “Educação do homem integral”
Allan Kardec, “O evangelho segundo o espiritismo” (Cap. XV)
Pois bem, como a instrução permite que o ser humano atue profissionalmente, ela abrange o mundo material, físico e tangível, sendo natural do intelecto humano e, portanto, parte de seu ego. Já a educação, por se estruturar sobre princípios intrínsecos do homem, ou seja, seus valores, lapida o espírito. Rohden afirma, assim, que um homem pode ser extremamente inteligente, mas muito pouco educado. De outra forma, as habilidades mentais para atuação no mundo material não se associam ao que o espírito é realmente, o quanto de sua natureza divina está explicitada.
Está é a explicação para a frase de Einstein: “Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores, porque estes vêm de outra região”. Ao caminharmos na esfera da mente egóica do homem, apenas trilharemos a jornada da matéria, sem que alcancemos a esfera do espírito humano.
Porém, como conseguimos chegar nessa esfera espiritual? Rohden, assim como outros pensadores espiritualistas, diz-nos que o caminho dessa jornada está em nós, em nossa própria comunhão com o Pai, nos diferentes meios de experiências que temos, entre elas a meditação, a oração e, principalmente, a caridade, tal qual Paulo de Tarso ensina, “Ainda quando eu tivesse a linguagem dos anjos; quando eu tivesse o dom de profecia, e penetrasse todos os mistérios; quando eu tivesse toda fé possível até transportar as montanhas, se não tivesse caridade, eu nada seria”. O nosso real acesso ao Pai, portanto, é a caridade, o amor para com o próximo e para conosco mesmo, que deve permear todas as nossas atitudes, tais como a meditação e a oração, pois sem amor, trabalharíamos o ego, o intelecto, a instrução, não atingindo, assim, o mundo do espírito.
A educação, por sua vez, consegue divinizar o espírito, visto que eduz (“tira para fora”) aquilo que o ser humano é potencialmente (essência divina), por meio da caridade, da vivência harmônica entre o homem e todos os reinos. Jesus diz: “Vós sois deuses”. Não que somos como o Pai, mas O temos internamente, em potencial, e o papel da educação é justamente fazer com que o ser humano aprenda a manifestar a sua essência divina.
Assim, o ego é intelectualizável, instruindo-se com o mundo físico, mas não necessariamente torna o espírito melhor. Por outro lado, o espírito somente consegue se lapidar com a educação, ou seja, com a vivência com o Pai, que é, naturalmente, a relação homem-homem, homem-animal e homem-vegetal vivida com amor, com caridade. E isto, de fato, torna o ser humano melhor.
Fontes:
Huberto Rohden, “Educação do homem integral”
Allan Kardec, “O evangelho segundo o espiritismo” (Cap. XV)
quinta-feira, 4 de março de 2010
Meu amigo
Caro amigo:
Apesar de você não estar aqui, sentado conosco,
Apesar de você já habitar o reino das fagulhas celestes,
Tenho certeza de que está mais vivo do que nós,
Pois que leve e livre anda e pensa,
E nós, escravos, caminhamos sobre a terra.
Apesar de não poder lhe ver,
Apesar de não poder lhe abraçar,
Eu lhe agradeço por, mesmo assim,
Ser tão bom tê-lo em pensamento!
Apesar de você não estar aqui, sentado conosco,
Apesar de você já habitar o reino das fagulhas celestes,
Tenho certeza de que está mais vivo do que nós,
Pois que leve e livre anda e pensa,
E nós, escravos, caminhamos sobre a terra.
Apesar de não poder lhe ver,
Apesar de não poder lhe abraçar,
Eu lhe agradeço por, mesmo assim,
Ser tão bom tê-lo em pensamento!
terça-feira, 2 de março de 2010
"Fim dos tempos"
Nos dias atuais, muito se tem dito que daqui a alguns anos o planeta Terra irá passar por um processo de regeneração (no ambiente espírita usa-se este termo), ou então, pelo “fim dos tempos” para algumas religiões, e como está escrito na Bíblia. Mas o que será este “fim”? Por que deverá ocorrer?
Na Bíblia, em especial no Apocalipse, há total predição desse período pelo qual passaremos, o “Juízo final”. João nos diz, em detalhes alegóricos, o processo da Regeneração. Jesus, por sua vez, afirma sobre a separação do "joio e do trigo”, a passagem pela “porta estreita” e também sobre aqueles que se sentarão “à direita e à esquerda do Pai”.
Pois bem, toda a linguagem figurada e as predições feitas referem-se a um processo evolutivo da Humanidade, planejado a imensurável tempo pelas Mentes Sublimes do Senhor, que, uma vez que os homens ainda se desregram e se distanciam das Leis, necessitar-se-á iniciar um novo período de existência na Terra, agora não mais predominante no Mal, mas sim no Bem.
O apóstolo Paulo nos diz: “... para que sejam condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas assentiram à iniquidade”, ou seja, todos aqueles espíritos que psiquicamente e espiritualmente ainda não reconheceram o Bem (a honestidade, a tolerância, o respeito, o amor, a caridade, entre outras virtudes) irão ser direcionados a outro planeta, primitivo e que se afina com tais vibrações. A Terra, por sua vez, irá vibracionalmente elevar-se, não mais comportando a negligência humana perante as responsabilidades espirituais, o que permitirá que mentes afins com o Pai convivam nela com outras mentes afins com o Pai, prevalecendo o Bem. Porém, ainda não haverá espíritos Bons, mas bem intencionados rumo às Esferas Superiores. São aqueles da “direita do Pai”, o “trigo” e os “poucos escolhidos”.
A razão desta alteração está na Lei do Progresso que impulsiona a todos a evolução de suas faculdades morais e intelectuais, visto que o Homem moderno se direciona ao precipício de suas paixões. A mudança, assim, segue de acordo com Planos Maiores que direcionam tanto o mundo físico quanto o mundo espiritual a estágios evolutivos. Desta forma, a Terra passará para um novo nível divino, abrigando espíritos mais bem intencionados e conscientes de sua posição universal.
Fontes:
- Mensagens do Astral, Ramatís;
- O livro dos espíritos, A. Kardec (Cap. VIII, livro III)
Na Bíblia, em especial no Apocalipse, há total predição desse período pelo qual passaremos, o “Juízo final”. João nos diz, em detalhes alegóricos, o processo da Regeneração. Jesus, por sua vez, afirma sobre a separação do "joio e do trigo”, a passagem pela “porta estreita” e também sobre aqueles que se sentarão “à direita e à esquerda do Pai”.
Pois bem, toda a linguagem figurada e as predições feitas referem-se a um processo evolutivo da Humanidade, planejado a imensurável tempo pelas Mentes Sublimes do Senhor, que, uma vez que os homens ainda se desregram e se distanciam das Leis, necessitar-se-á iniciar um novo período de existência na Terra, agora não mais predominante no Mal, mas sim no Bem.
O apóstolo Paulo nos diz: “... para que sejam condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas assentiram à iniquidade”, ou seja, todos aqueles espíritos que psiquicamente e espiritualmente ainda não reconheceram o Bem (a honestidade, a tolerância, o respeito, o amor, a caridade, entre outras virtudes) irão ser direcionados a outro planeta, primitivo e que se afina com tais vibrações. A Terra, por sua vez, irá vibracionalmente elevar-se, não mais comportando a negligência humana perante as responsabilidades espirituais, o que permitirá que mentes afins com o Pai convivam nela com outras mentes afins com o Pai, prevalecendo o Bem. Porém, ainda não haverá espíritos Bons, mas bem intencionados rumo às Esferas Superiores. São aqueles da “direita do Pai”, o “trigo” e os “poucos escolhidos”.
A razão desta alteração está na Lei do Progresso que impulsiona a todos a evolução de suas faculdades morais e intelectuais, visto que o Homem moderno se direciona ao precipício de suas paixões. A mudança, assim, segue de acordo com Planos Maiores que direcionam tanto o mundo físico quanto o mundo espiritual a estágios evolutivos. Desta forma, a Terra passará para um novo nível divino, abrigando espíritos mais bem intencionados e conscientes de sua posição universal.
Fontes:
- Mensagens do Astral, Ramatís;
- O livro dos espíritos, A. Kardec (Cap. VIII, livro III)
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Frases
- “O mais perfeito ato do homem é a paz; e por ser tão completo; tão pleno em si mesmo, é o mais difícil”.
Gandhi
- “Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente! Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois a vida é construída de sonhos e concretizada no amor”.
Chico Xavier
- “Ninguém faz nada com o propósito de ser infeliz, mas porque não sabe fazer melhor”.
Hammed
- “Age de tal modo que o motivo que te levou a agir possa tornar-se lei universal”
Immanuel Kant
- “O homem intelectual (o ego) não compreende as coisas do espírito, que lhe parecem estultícia (tolice), nem as pode compreender, porque as coisas do espírito devem ser compreendidas espiritualmente”.
Paulo de Tarso
- “Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores, porque estes vêm de outra região”.
Einstein
- “Conhece-te a ti mesmo”
Sócrates
- “Conhece a Verdade (você mesmo), e a Verdade o libertará”
Jesus
Gandhi
- “Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente! Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois a vida é construída de sonhos e concretizada no amor”.
Chico Xavier
- “Ninguém faz nada com o propósito de ser infeliz, mas porque não sabe fazer melhor”.
Hammed
- “Age de tal modo que o motivo que te levou a agir possa tornar-se lei universal”
Immanuel Kant
- “O homem intelectual (o ego) não compreende as coisas do espírito, que lhe parecem estultícia (tolice), nem as pode compreender, porque as coisas do espírito devem ser compreendidas espiritualmente”.
Paulo de Tarso
- “Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores, porque estes vêm de outra região”.
Einstein
- “Conhece-te a ti mesmo”
Sócrates
- “Conhece a Verdade (você mesmo), e a Verdade o libertará”
Jesus
domingo, 31 de janeiro de 2010
Que bom
Quando eu não mais tiver corpo
Você não mais no corpo
Nós não mais na carne
Ah que bom será
Nós em espírito
Eu e meu espírito
Você e seu espírito
Que bom será
Nós em outra dimensão
Aprendendo novas orientações
Eu e você, vivos ainda
Que bom será
Mas, uma vez no corpo.
Eu e você, no corpo.
Mesmo na carne.
Ah que bom que ainda é
Você não mais no corpo
Nós não mais na carne
Ah que bom será
Nós em espírito
Eu e meu espírito
Você e seu espírito
Que bom será
Nós em outra dimensão
Aprendendo novas orientações
Eu e você, vivos ainda
Que bom será
Mas, uma vez no corpo.
Eu e você, no corpo.
Mesmo na carne.
Ah que bom que ainda é
Eu vou
Se um dia, meu Senhor,
Incitar que eu me esforce
Mesmo que eu não mais tenha força
Eu vou
Se um dia, meu Senhor,
Desejar que eu ame
Mesmo que corroída seja minha alma
Eu vou
Se um dia, meu Senhor,
Exigir de mim o sacrifício
Mesmo que para eu observar o céu
Eu vou
Se um dia, meu Senhor,
Quiser me indicar o caminho
Mesmo que eu tenha que permanecer
Eu vou
E, meu Senhor, como sou Seu
Faça de mim a Sua Vontade
Mesmo que eu não queira
Eu vou.
Incitar que eu me esforce
Mesmo que eu não mais tenha força
Eu vou
Se um dia, meu Senhor,
Desejar que eu ame
Mesmo que corroída seja minha alma
Eu vou
Se um dia, meu Senhor,
Exigir de mim o sacrifício
Mesmo que para eu observar o céu
Eu vou
Se um dia, meu Senhor,
Quiser me indicar o caminho
Mesmo que eu tenha que permanecer
Eu vou
E, meu Senhor, como sou Seu
Faça de mim a Sua Vontade
Mesmo que eu não queira
Eu vou.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A imoralidade do mal
É necessário abordar, primeiramente, o que significa “moral”. Abordar-lha-ei sob a luz do Espiritismo e de outras correntes filosóficas espiritualistas. Assim temos que a moral é a adequação do ser humano à Lei Natural Universal, dividida aqui como o fez Moises, exemplificada completamente por Jesus, e não criada por eles.
A Lei de Justiça, por exemplo, diz para desejarmos aos outros aquilo que quereríamos para nós mesmos. Assim, aquele que mata, um assassino qualquer, descumpre com essa lei, uma vez que naturalmente não deseja para si mesmo uma morte forçada e violenta, como em um assassinato, salvo exceções originais de distúrbios físicos, emocionais e ou espirituais.
A Lei do Amor e da Caridade, evidencia que devemos amarmos uns aos outros como irmãos, o que é uma vertente ou talvez a origem da máxima anterior. Desta forma, independentemente, os sentimentos e atos do ser humano que explicitam a ferocidade para com o próximo são antagônicos a essa lei. A indiferença, a ira e o egoísmo são passos contrários à direção divina, ou seja, entravam a nossa evolução, assim como a violência, a corrupção e a usura também o são.
A Lei de Liberdade, por sua vez, indica que cada ser humano possui o livre-arbítrio (liberdade de agir) e a liberdade de pensar. Pois bem, toda ação ou sentimento que interfere na liberdade alheia é uma infração dessa lei, assim como o abuso exagerado desta faculdade também é prejudicial ao indivíduo e à sociedade. A liberdade individual é um direito natural intrínseco ao Homem, portanto todos a tem. Todavia, o seu uso deve beneficiar a si próprio, a sociedade e o Universo.
Enfim, todas as leis citadas, e outras que não foram abordadas, integram a Lei Natural, que direciona a moral do ser humano. O Homem que cumprir com seus deveres morais, incorporando os processos divinos dessa lei, viverá feliz, fazendo o seu próximo também feliz. O mal, que agride a todos, é imoral, pois afeta negativamente a relação homem-homem, e, além disso, ignora e desmerece a relação homem-Deus. O seu praticante, assim, responderá por seus atos para Deus, perante o Universo, e não necessariamente para a sociedade, uma vez que as legislações humanas são reflexos ainda imperfeitos da Lei Universal.
Fonte:
- "O Livro dos Espíritos" - Cap. 1, 10 e 11 (livro 3)
- "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. XI- "A lei do Amor"
A Lei de Justiça, por exemplo, diz para desejarmos aos outros aquilo que quereríamos para nós mesmos. Assim, aquele que mata, um assassino qualquer, descumpre com essa lei, uma vez que naturalmente não deseja para si mesmo uma morte forçada e violenta, como em um assassinato, salvo exceções originais de distúrbios físicos, emocionais e ou espirituais.
A Lei do Amor e da Caridade, evidencia que devemos amarmos uns aos outros como irmãos, o que é uma vertente ou talvez a origem da máxima anterior. Desta forma, independentemente, os sentimentos e atos do ser humano que explicitam a ferocidade para com o próximo são antagônicos a essa lei. A indiferença, a ira e o egoísmo são passos contrários à direção divina, ou seja, entravam a nossa evolução, assim como a violência, a corrupção e a usura também o são.
A Lei de Liberdade, por sua vez, indica que cada ser humano possui o livre-arbítrio (liberdade de agir) e a liberdade de pensar. Pois bem, toda ação ou sentimento que interfere na liberdade alheia é uma infração dessa lei, assim como o abuso exagerado desta faculdade também é prejudicial ao indivíduo e à sociedade. A liberdade individual é um direito natural intrínseco ao Homem, portanto todos a tem. Todavia, o seu uso deve beneficiar a si próprio, a sociedade e o Universo.
Enfim, todas as leis citadas, e outras que não foram abordadas, integram a Lei Natural, que direciona a moral do ser humano. O Homem que cumprir com seus deveres morais, incorporando os processos divinos dessa lei, viverá feliz, fazendo o seu próximo também feliz. O mal, que agride a todos, é imoral, pois afeta negativamente a relação homem-homem, e, além disso, ignora e desmerece a relação homem-Deus. O seu praticante, assim, responderá por seus atos para Deus, perante o Universo, e não necessariamente para a sociedade, uma vez que as legislações humanas são reflexos ainda imperfeitos da Lei Universal.
Fonte:
- "O Livro dos Espíritos" - Cap. 1, 10 e 11 (livro 3)
- "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. XI- "A lei do Amor"
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
A irracionalidade do mal
Ao observarmos todas as nossas atitudes e sentimentos maus, ou seja, aqueles que causam prejuízo tanto para quem os recebe quanto a nós mesmos, perceberemos que eles não possuem um fundamento lógico que os sustente. Embora sejam racionalmente explicados, com a razão analisando-os, eles não possuem embasamento racional; são ilógicos.
Quando sentimos ódio, por exemplo, que é também um sentimento de extrema repulsa perante alguém, alimentamos apenas a dissonância entre nós e determinada pessoa, porém não resolvemos aquilo que causa o ódio. Manteremos o ódio até que permitamos que a razão evidencie a sua ineficácia. De outra maneira, ter ódio de alguém não auxilia a convivência, apenas a prejudica, e se nós alimentamos tal sentimento, estamos impulsionando o nosso próprio mal estar, o que é irracional, uma vez que o indivíduo deveria ser é o primeiro a se preocupar consigo mesmo.
Por sua vez, o mesmo ocorre com o ciúme, que também é a poda do direito de liberdade do outro. Este sentimento atrofia as relações pessoais e inibe as potencialidades de determinada pessoa, em decorrência de um controle exagerado de seu parceiro. Como nos foi dado apenas o controle sobre nós mesmos, em virtude da individualidade, não temos o direito de interferir na liberdade alheia. A intervenção é irracional, sem lógica divina, já que para “controlarmos de modo salutar” alguém, teríamos que conhecer toda a história do indivíduo, seus pensamentos, sentimentos e conhecimentos. A razão indica que tais informações são acessíveis apenas a própria pessoa que as possui.
Ao utilizarmos a razão, então, perceberemos que a lógica divina atua em todas as relações pessoais, de modo universal, uma vez que incita ao nosso bem sempre. Ao nos distanciarmos da lógica universal, sentindo e agindo no mal, estamos na verdade ferindo outros seres, além de nós mesmos, porque não temos a chance de alterarmos as leis que possibilitam a Alegria e a Felicidade Humana, já que são divinas e nós, por sua vez, filhos da divindade.
Por fim, esse é o motivo pelo qual se denomina “seres primitivos” e “seres evoluídos”. Os primeiros, por não terem a razão desenvolvida, agem de modo semelhante aos animais selvagens, desprovidos da mesma e antecessores na escala evolutiva do Homem. Isso significa que esses espíritos estão no início do processo ascensional, aprimorando a sua primeira conquista: a razão. O segundo grupo tem a razão desenvolvida, o que significa sobreposição do livre-arbítrio com a lógica divina, fato que evidencia o seu estágio relativamente avançado nessa mesma escala.
Quando sentimos ódio, por exemplo, que é também um sentimento de extrema repulsa perante alguém, alimentamos apenas a dissonância entre nós e determinada pessoa, porém não resolvemos aquilo que causa o ódio. Manteremos o ódio até que permitamos que a razão evidencie a sua ineficácia. De outra maneira, ter ódio de alguém não auxilia a convivência, apenas a prejudica, e se nós alimentamos tal sentimento, estamos impulsionando o nosso próprio mal estar, o que é irracional, uma vez que o indivíduo deveria ser é o primeiro a se preocupar consigo mesmo.
Por sua vez, o mesmo ocorre com o ciúme, que também é a poda do direito de liberdade do outro. Este sentimento atrofia as relações pessoais e inibe as potencialidades de determinada pessoa, em decorrência de um controle exagerado de seu parceiro. Como nos foi dado apenas o controle sobre nós mesmos, em virtude da individualidade, não temos o direito de interferir na liberdade alheia. A intervenção é irracional, sem lógica divina, já que para “controlarmos de modo salutar” alguém, teríamos que conhecer toda a história do indivíduo, seus pensamentos, sentimentos e conhecimentos. A razão indica que tais informações são acessíveis apenas a própria pessoa que as possui.
Ao utilizarmos a razão, então, perceberemos que a lógica divina atua em todas as relações pessoais, de modo universal, uma vez que incita ao nosso bem sempre. Ao nos distanciarmos da lógica universal, sentindo e agindo no mal, estamos na verdade ferindo outros seres, além de nós mesmos, porque não temos a chance de alterarmos as leis que possibilitam a Alegria e a Felicidade Humana, já que são divinas e nós, por sua vez, filhos da divindade.
Por fim, esse é o motivo pelo qual se denomina “seres primitivos” e “seres evoluídos”. Os primeiros, por não terem a razão desenvolvida, agem de modo semelhante aos animais selvagens, desprovidos da mesma e antecessores na escala evolutiva do Homem. Isso significa que esses espíritos estão no início do processo ascensional, aprimorando a sua primeira conquista: a razão. O segundo grupo tem a razão desenvolvida, o que significa sobreposição do livre-arbítrio com a lógica divina, fato que evidencia o seu estágio relativamente avançado nessa mesma escala.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Explicações- "Uma Pedra (Ass. José)
"Enfim, irmãos, saibamos que os obstáculos não são como os vemos. O desafio é relativo e o esforço íntimo é essencial para superar as dificuldades, sejam elas tidas por nós como impossíveis. São, na realidade, pequenas pedras, caroços e sementes, uma vez que a doutrina Cristã é infinita e tem a força, pela fé, que pode retirar as pedras e solucionar problemas, quando ungida pelo amor ao próximo e pela energia íntima.
Vamos nos banhar no Amor de Jesus e enfrentar as nossas limitações, pois somos nós mesmos que impedimos o nosso próprio caminho da evolução. Consertemo-nos e o caminho será limpo, mesmo que aparente ser difícil."
Vamos nos banhar no Amor de Jesus e enfrentar as nossas limitações, pois somos nós mesmos que impedimos o nosso próprio caminho da evolução. Consertemo-nos e o caminho será limpo, mesmo que aparente ser difícil."
Uma pedra
"Em uma estrada de terra, aonde o asfalto ainda não chegara, havia uma pedra, pedregulho este que ainda incomodava quase todos os carros e pessoas que ali passavam, sem perdão até mesmo para os veículos mais delicados.
Uma vez chegou um homem, muito rico, de fortuna questionável e de natureza incoerente. O homem, então, buscou ali tirar a pedra, pois que não desejava riscar seu carro novo, recém retirado da fábrica, brilhante como um cristal. Tentou e tentou, mas não conseguiu retirá-la. Pelo medo que tinha, recolheu seu carro, já que para ele tomar outro caminho e manter intacta sua obra prima seria melhor que avançar para o outro lado da estrada.
No outro dia, chegou um idoso. Já cansado da experiência física, desejou atravessar a estrada a pé. Ao observar o pedregulho a sua frente, já temeroso de cair e se machucar, buscou retirá-la com um chute, posteriormente com os braços e, por fim, com a inteligência que lhe restava, com uma ferramenta, o que pouco deu resultado. Após tentar, foi-se embora, e desistiu de atravessar a estrada, pois muito queria se poupar. Já era velho e temia sofrer com o excesso de exercício necessário para retirar a pedra.
Por fim, chegou uma jovem, ainda menina, que ao atingir a estrada a pé, caminhando confiante e alegre, fitou a região onde ouvira que era impossível a passagem. Porém, pouco se esforçou para enxergar a pedra, e com esforço, retirou o obstáculo e resolveu atravessar a estrada, pois o seu objetivo era o outro lado. Passou pela pedra e foi ao encontro da cachoeira que ali existia, com o intuito de se banhar, retirar a poeira da estrada e aproveitar a água. Logo após, alegre e confiante, retornou para o outro lado da estrada, e continuou a viver o seu dia."
Uma vez chegou um homem, muito rico, de fortuna questionável e de natureza incoerente. O homem, então, buscou ali tirar a pedra, pois que não desejava riscar seu carro novo, recém retirado da fábrica, brilhante como um cristal. Tentou e tentou, mas não conseguiu retirá-la. Pelo medo que tinha, recolheu seu carro, já que para ele tomar outro caminho e manter intacta sua obra prima seria melhor que avançar para o outro lado da estrada.
No outro dia, chegou um idoso. Já cansado da experiência física, desejou atravessar a estrada a pé. Ao observar o pedregulho a sua frente, já temeroso de cair e se machucar, buscou retirá-la com um chute, posteriormente com os braços e, por fim, com a inteligência que lhe restava, com uma ferramenta, o que pouco deu resultado. Após tentar, foi-se embora, e desistiu de atravessar a estrada, pois muito queria se poupar. Já era velho e temia sofrer com o excesso de exercício necessário para retirar a pedra.
Por fim, chegou uma jovem, ainda menina, que ao atingir a estrada a pé, caminhando confiante e alegre, fitou a região onde ouvira que era impossível a passagem. Porém, pouco se esforçou para enxergar a pedra, e com esforço, retirou o obstáculo e resolveu atravessar a estrada, pois o seu objetivo era o outro lado. Passou pela pedra e foi ao encontro da cachoeira que ali existia, com o intuito de se banhar, retirar a poeira da estrada e aproveitar a água. Logo após, alegre e confiante, retornou para o outro lado da estrada, e continuou a viver o seu dia."
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Auto- análise
Por que temer? Se os outros souberem irão gargalhar de minha fraqueza? Vão assumir uma posição indiferente diante de mim? Irão me ignorar pela minha sinceridade?
Eu sou fraco. Não falo “todos” porque não conheço a todos. Falo por mim. Tenho fraquezas...
Por que as esconderia?
Quando queremos esconder algo em nós, isso aflora mais... Quanto mais ignoramos a nós mesmos, mais os outros nos conhecem... Quanto mais queremos nos esconder, mais os outros nos observam, e mais ignorantes nos tornamos sobre nós próprios.
Eu não sou especial. Por que viver sozinho, enclausurado? Para quê?
Sou um ser humano, como todos. Então serei humano: emotivo e racional, sentimentalista e intelectual, medroso e corajoso, masculino e feminino, sexual e celibatário, nu e coberto... Mas não perderei a chance de viver!
Viverei! Libertar-me-ei para mim mesmo! Os outros que acham, com suas opiniões muitas vezes incorretas... E se corretas, que bom, terei mais um professor que me ensine a viver...
Ninguém conquista a liberdade se não vive livre... Ninguém alcança o amor se não aprendeu a amar a si mesmo... Ninguém faz caridade se ainda não se doou para si mesmo... Ninguém tem paciência se ainda não é tolerante para si mesmo...
Todos querem o melhor para o mundo, mas poucos desejam o bem para si mesmo... E o meu bem somente é alcançado se me aceito e vivo comigo mesmo, Bem.
Não será o Espiritismo, nem a Filosofia, nem a Matemática e nem as Línguas que me farão feliz!
A felicidade está em mim mesmo, é íntima ... Se a porta é fechada, como acessar a felicidade? Nem Jesus pode quando não queremos...
Deus me ama e por isso me conhece... Sabe sobre meus segredos, minhas fraquezas, meus temores, por mais que queira eu esconder... Ele está em mim! Ele é parte de mim! Se eu sei, Deus sabe... E até mesmo o que não sei...
Se fraco, enfim, nasci simples e ignorante... Angelical ainda está distante... Paciência...
E Trabalho, porque Trabalho é externo e interno... É Luz e Vida... É Ferramenta e Instrumento... Matéria Prima e Escultura... É Terra e Céu... calmaria e tempestade... Vida e.....
Mais vida... não há morte...
Não poderei destruir o espírito... Deus cria e não descria mais... Para uns é um fardo... Para outros, indiferente... Para outros, uma chance de aprender... Para outros, enfim, possibilidade de Amar...
Eu sou fraco. Não falo “todos” porque não conheço a todos. Falo por mim. Tenho fraquezas...
Por que as esconderia?
Quando queremos esconder algo em nós, isso aflora mais... Quanto mais ignoramos a nós mesmos, mais os outros nos conhecem... Quanto mais queremos nos esconder, mais os outros nos observam, e mais ignorantes nos tornamos sobre nós próprios.
Eu não sou especial. Por que viver sozinho, enclausurado? Para quê?
Sou um ser humano, como todos. Então serei humano: emotivo e racional, sentimentalista e intelectual, medroso e corajoso, masculino e feminino, sexual e celibatário, nu e coberto... Mas não perderei a chance de viver!
Viverei! Libertar-me-ei para mim mesmo! Os outros que acham, com suas opiniões muitas vezes incorretas... E se corretas, que bom, terei mais um professor que me ensine a viver...
Ninguém conquista a liberdade se não vive livre... Ninguém alcança o amor se não aprendeu a amar a si mesmo... Ninguém faz caridade se ainda não se doou para si mesmo... Ninguém tem paciência se ainda não é tolerante para si mesmo...
Todos querem o melhor para o mundo, mas poucos desejam o bem para si mesmo... E o meu bem somente é alcançado se me aceito e vivo comigo mesmo, Bem.
Não será o Espiritismo, nem a Filosofia, nem a Matemática e nem as Línguas que me farão feliz!
A felicidade está em mim mesmo, é íntima ... Se a porta é fechada, como acessar a felicidade? Nem Jesus pode quando não queremos...
Deus me ama e por isso me conhece... Sabe sobre meus segredos, minhas fraquezas, meus temores, por mais que queira eu esconder... Ele está em mim! Ele é parte de mim! Se eu sei, Deus sabe... E até mesmo o que não sei...
Se fraco, enfim, nasci simples e ignorante... Angelical ainda está distante... Paciência...
E Trabalho, porque Trabalho é externo e interno... É Luz e Vida... É Ferramenta e Instrumento... Matéria Prima e Escultura... É Terra e Céu... calmaria e tempestade... Vida e.....
Mais vida... não há morte...
Não poderei destruir o espírito... Deus cria e não descria mais... Para uns é um fardo... Para outros, indiferente... Para outros, uma chance de aprender... Para outros, enfim, possibilidade de Amar...
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Eu e o ego
Eu planejo, ele executa;
Eu penso, ele age;
Eu quero, ele faz;
Eu sinto, ele respira;
Tudo aquilo que idealizo, de meu interior natural, é feito por ele, na matéria;
Querido amigo, sei que me considera seu maior inimigo;
Mas, por favor, façamos juntos nossa jornada
A caminhada, a dois;
Não quero que se perca, por aí sozinho no mundo;
Porém, mantenha-se atento, ao meu lado;
Meu querido amigo ego.
Eu penso, ele age;
Eu quero, ele faz;
Eu sinto, ele respira;
Tudo aquilo que idealizo, de meu interior natural, é feito por ele, na matéria;
Querido amigo, sei que me considera seu maior inimigo;
Mas, por favor, façamos juntos nossa jornada
A caminhada, a dois;
Não quero que se perca, por aí sozinho no mundo;
Porém, mantenha-se atento, ao meu lado;
Meu querido amigo ego.
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