Já abordamos, anteriormente, a questão entre instrução e educação, de Rohden, explanando que a primeira se atenta às questões profissionai e a segunda na formação de valores humanos. Lembremos, então, da frase de Einstein: "Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores". Assim, para Einstein, pela instrução Rohden não há formação de valor humano.
Pois bem, estava eu um dia em um congresso sobre educação médica e lá estavam, em uma determinada manhâ, coordenadores do curso de medicina das principais universidades paulistas (Unicamp, USP, UNESP, UNIFESP). O interesse era de explanar o currículo da graduação médica e evidenciar pontos positivos da "educação" desses centros universitários. Foi consenso, neste debate, que o processo "educacional" ocorre a partir da pesquisa universitária, ou seja, o ato de se pesquisar cientificamente permite ao aluno não apenas formar melhor teórica e praticamente, mas também humanamente (com valores). Em uma apresentação estava escrito: "A pesquisa como educação".
Aí, então, iniciaram-se as reflexões: como posso aprender a ser um ser humano em qualquer profissão com a pesquisa? Posso ser educado pelo mundo dos fatos? Ao saber o funcionamento dessa ou daquela droga, ao medir o metabolismo de ratos, desvendar leis matemáticas, o método científico, ou então, concertrar-me em estudos históricos de povos antigos ou apreender a formação de uma sociedade, eu poderei ser um ser humano melhor? Ganharei, assim, valores?
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