Por tudo o que passo
Ainda que pouco seja
O sofrimento árduo e ácido
Parece límpido quando sinto Amor
Que força é está que me acende?
O que é isso que muda a minha personalidade?
Será que eu o detenho e controlo?
Não sei...
Sinti Amor hoje, há poucos
Foi breve, durou pouco
Deve ser meu coração rouco
Que fala só para mim, baixinho:
- Eu não desisti de você, por favor
Não desista de você mesma...
Quem sabe ele tenha vergonha
Pode ser medo, quem sabe
Mas eu sei que nada sei
E o que eu não sei?
Talvez eu não saiba amar...
Desejo não é realidade...
Posso querer, mas é difícil...
Bem, enquanto isso
Bebo um chá
E algo surge:
- Ah! já sei..
É o medo de Amar.
Serão encontrados aqui versos e prosas de conteúdo também Espírita,além de psicografias, elaborados com respeito, sinceridade e Amor. Desejo contribuir, de alguma forma, para a realização de tarefas que todos nós temos perante os Desígnos de Deus.
sábado, 30 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Homeopatia e Espiritismo
Um fato que, já há algum tempo, chamou a minha atenção relaciona os princípios ativos e filosóficos da Homeopatia com os ensinamentos conquistados pela Doutrina Espírita, no que tange a cura, momentânea ou durável, do paciente. Explanarei sobre ambas, a seguir, de modo bem superficial, e posteriormente evidenciarei minha incógnita.
De modo geral, a Homeopatia vê a doença como uma alteração da energia vital do indivíduo, ou seja, um fator, ou a somatória de fatores, provoca, de acordo com a resposta do paciente, um desequilíbrio dessa energia, o qual inicia o processo de doença. Além disso, indica que há três diferentes “personalidades humanas”, existente cada uma desde o momento da união de gametas: psora, psicose e syfilis, sendo que cada uma tem uma característica peculiar de posicionamento perante a vida. Por exemplo: uma pessoa é geralmente psora, mas pode, em determinadas ocasiões, manifestar seu lado psicose. Desta forma, o remédio homeopático altera a energia do paciente, permitindo o seu fluxo normal e saudável, potencializando ou alterando as “personalidades humanas”, de acordo com o que é necessário para o indivíduo em determinado período ou momento da vida.
Por outro lado, o Espiritismo nos clareia sobre a existência do espírito encarnado, que possui um pensamento seu, uma experiência própria e que vive em um corpo com a finalidade de se adaptar no mundo material. Em adição, por se acoplar em um corpo material, esse espírito não se manifesta por completo, ou seja, toda a sua capacidade é limitada a certas particularidades tidas como essenciais para a vida material presente, por meio de estruturas corporais suas. (Comandadas por seu código genético). Vale ressaltar, ainda, sobre o perispírito, que é um “molde” semi-material, ou material menos denso que o corpo, do espírito, e por isso reflete todas as qualidades do mesmo (boas ou más), não manifestas em sua totalidade na vida analisada. O perispírito, por fim, é essencial para a vida do espírito no corpo material.
Chegamos, agora, na incompreensão minha. Se o remédio homeopático consegue alterar a personalidade do homem, será que 1) ele altera a estrutura perispiritual do indivíduo, permitindo que sejam manifestadas potencialidades do próprio espírito até aquele momento impedidas de serem manifestadas?; 2) atua no código genético (ver epigenética), possibilitando minuciosas alterações do soma as quais permitiriam as manifestações existentes no perispírito?; 3) altera a estrutura psicológica do indivíduo? (com a necessidade, aqui, de se avaliar qual é a natureza da psique humana (material, mistura entre matéria e perispírito, existente somente com a encarnação, ou propriedade intrínseca do espírito)); 4) age somente nos órgãos físicos, permitindo sua reabilitação?
De qualquer maneira, é fato que a Homeopatia possui aproximação visível com a Doutrina espírita, seja nesta questão abordada, seja em outras muitas não analisadas ou desconhecidas por mim. Porém, a questão aqui colocada é de suma importância, uma vez que anseia desvendar os mecanismos de ação dos medicamentos homeopáticos, ainda desconhecidos.
De modo geral, a Homeopatia vê a doença como uma alteração da energia vital do indivíduo, ou seja, um fator, ou a somatória de fatores, provoca, de acordo com a resposta do paciente, um desequilíbrio dessa energia, o qual inicia o processo de doença. Além disso, indica que há três diferentes “personalidades humanas”, existente cada uma desde o momento da união de gametas: psora, psicose e syfilis, sendo que cada uma tem uma característica peculiar de posicionamento perante a vida. Por exemplo: uma pessoa é geralmente psora, mas pode, em determinadas ocasiões, manifestar seu lado psicose. Desta forma, o remédio homeopático altera a energia do paciente, permitindo o seu fluxo normal e saudável, potencializando ou alterando as “personalidades humanas”, de acordo com o que é necessário para o indivíduo em determinado período ou momento da vida.
Por outro lado, o Espiritismo nos clareia sobre a existência do espírito encarnado, que possui um pensamento seu, uma experiência própria e que vive em um corpo com a finalidade de se adaptar no mundo material. Em adição, por se acoplar em um corpo material, esse espírito não se manifesta por completo, ou seja, toda a sua capacidade é limitada a certas particularidades tidas como essenciais para a vida material presente, por meio de estruturas corporais suas. (Comandadas por seu código genético). Vale ressaltar, ainda, sobre o perispírito, que é um “molde” semi-material, ou material menos denso que o corpo, do espírito, e por isso reflete todas as qualidades do mesmo (boas ou más), não manifestas em sua totalidade na vida analisada. O perispírito, por fim, é essencial para a vida do espírito no corpo material.
Chegamos, agora, na incompreensão minha. Se o remédio homeopático consegue alterar a personalidade do homem, será que 1) ele altera a estrutura perispiritual do indivíduo, permitindo que sejam manifestadas potencialidades do próprio espírito até aquele momento impedidas de serem manifestadas?; 2) atua no código genético (ver epigenética), possibilitando minuciosas alterações do soma as quais permitiriam as manifestações existentes no perispírito?; 3) altera a estrutura psicológica do indivíduo? (com a necessidade, aqui, de se avaliar qual é a natureza da psique humana (material, mistura entre matéria e perispírito, existente somente com a encarnação, ou propriedade intrínseca do espírito)); 4) age somente nos órgãos físicos, permitindo sua reabilitação?
De qualquer maneira, é fato que a Homeopatia possui aproximação visível com a Doutrina espírita, seja nesta questão abordada, seja em outras muitas não analisadas ou desconhecidas por mim. Porém, a questão aqui colocada é de suma importância, uma vez que anseia desvendar os mecanismos de ação dos medicamentos homeopáticos, ainda desconhecidos.
domingo, 24 de outubro de 2010
Senilidade
Em meus 80 anos
Quando velho estiver
Não quero ver a vida que deixei de viver
Observando e sofrendo os acontecimentos
Irrealisados
Quando velho estiver
Não quero acabar em uma cadeira
Paralisado e cheirando mal
Como um reflexo de uma vida
Fétida e inerte
Quando velho estiver
Quero relembrar a vida que vivi
Daquilo que se realizou
No benefício mútuo do Amor
Em paz
Quando velho estiver
Mesmo que fétido e inerte
Quero me alegrar com aquilo que fiz
E me acabar junto com o corpo
Em uma despedida feliz
Quando velho estiver
Não quero ver a vida que deixei de viver
Observando e sofrendo os acontecimentos
Irrealisados
Quando velho estiver
Não quero acabar em uma cadeira
Paralisado e cheirando mal
Como um reflexo de uma vida
Fétida e inerte
Quando velho estiver
Quero relembrar a vida que vivi
Daquilo que se realizou
No benefício mútuo do Amor
Em paz
Quando velho estiver
Mesmo que fétido e inerte
Quero me alegrar com aquilo que fiz
E me acabar junto com o corpo
Em uma despedida feliz
Letras
Juntam-se as letras
Organizadas e direcionadas
Falam por meio do texto
Aquilo que quero dizer
Penso, argumento, raciocino
E elas se organizam e se direcionam
Tentando traduzir
Aquilo que quero dizer
Posso estar longe
Em um local distante
Mas tento me comunicar pelas letras
Aquilo que quero dizer
Você pode ler as letras
Pois que estão organizadas e direcionadas
Por aquilo que quero dizer
Mas, pense bem....
Que tal um dia uma conversa pessoal?
Organizadas e direcionadas
Falam por meio do texto
Aquilo que quero dizer
Penso, argumento, raciocino
E elas se organizam e se direcionam
Tentando traduzir
Aquilo que quero dizer
Posso estar longe
Em um local distante
Mas tento me comunicar pelas letras
Aquilo que quero dizer
Você pode ler as letras
Pois que estão organizadas e direcionadas
Por aquilo que quero dizer
Mas, pense bem....
Que tal um dia uma conversa pessoal?
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