sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal (ass. P.B)

"O natal pode ser, aos olhos do homem comum, apenas mais uma festa dentre tantas outras de um calendário limitado. Porém, ao homem de bem, o Cristo marcou uma era que certamente causou-lhe profunda alteração, com o seu nascimento à vida espiritual, muito além daquela que vivia, sem o Cristo.

Jesus Cristo é a nossa fonte espiritual de luz e energia, atuante sobre nós de modo único, puro e indispensável ao nosso Bem. Jesus é o caminho da nossa regeneração e nos direciona na trajetória certa. Sem dúvida alguma, o natal é o evento mais importante por se apresentar tão admirável e respeitoso ao Mestre dos Mestres, Senhor de nossas vidas.

A fonte natalina ampara corações, edifica almas, solidariza sentimentos e ameniza tristezas. Por isso, merece toda nossa dedicação, sinceridade e amor diante de nossos irmãos, hoje encarnados temporariamente como filhos, pais, parentes e amigos.

Seja qual for a religião, a cultura e o país, Jesus é nosso Mestre e o nosso agradecimento é mediante o amor à sua vida, essencial para a formação da nossa.

Salvem as mães Maria, os pais José, os primos, filhos e sobrinhos neste dia, que a comunhão familiar seja a festa da harmonia, da paz e do amor, não simplesmente carnal, mas também Cristão.

Abençoado seja Jesus, Irmão Caridoso, tão além de nosso alcance, tão próximo de nossos corações".

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Um menino

Um menino, muito jovem ainda, imaturo de ideias, foi convidado por sua genitora a uma festa, em comemoração ao seu aniversário.
Eufórica, a mãe, como amante fiel de seu pequeno, percorreu sua destra sobre o cabelo do filho e lhe disse: “Que seja este o seu dia, meu bem amado!”

O filho, muito contente ficou após ouvir sua querida mãe dizer lhe. Confiante, esboçou um agradecimento, já que difícil lhe era falar, tamanha a emoção.
Foram ambos a um jardim, juntamente com todos os convidados, amigos próximos da região, pois ali, naquelas bandas, quem adiantava a idade, era acolhido por todos.

O jovem, feliz e alegre, junto daqueles amigos íntimos e de sua mãe, aproveitando cada segundo de seu dia, ouviu, refletiu e aprendeu com eles.
No término do dia, porém, em decorrência de um sono que lhe exigiu recolhimento, despediu-se de todos e ao seu recinto retornou, porque este era o seu espaço.

Ao acordar, de súbito se inquietou. Ninguém mais ali permanecera com ele. Todos já haviam retornado aos seus postos, porque os amigos todos tinham os seus deveres e com ele não poderiam ficar.
Continuou o jovem, porém, inquieto e sozinho. Parecia que o sono houvera consumido-lhe as energias. Todavia, levantou-se, limpou o rosto, vestiu-se e foi realizar os seus afazeres, brevemente interrompidos naquele dia, no mesmo local onde vivia, que tanto amava e gostava de estar.

sábado, 21 de novembro de 2009

“Renascer de água e espírito”

“Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não pode ver o Reino dos Céus.
“Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino dos Céus. O Espírito sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde vai.”
(João, III: 1-12)

Com estas frases, Jesus ensina a Nicodemos, então doutor da lei em Israel, da necessidade de uma nova vida, em outra circunstância, com novos valores e preceitos. E Allan Kardec, em o “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, explicita a lógica existente na oportunidade dada por nosso Pai a todos nós: a chance de reencarnarmos. No capítulo IV de sua obra, o codificador apresenta argumentos, existentes no próprio Evangelho (Bíblia), que ratificam a consciência, na época de Jesus, de poucos sobre a reencarnação, ainda não conhecida por Nicodemos. É interessante evidenciar a clareza com que tais ensinamentos tratam dessa real necessidade da alma humana, que, por interesses diminutos, não foi/é aceita por muitas doutrinas religiosas.

Como um homem, de natureza intelectual mediana, de moral questionável e ética ainda em desenvolvimento pode, com um curto período de 80 ou 90 anos, atingir um nível espiritual elevado, digno dos verdadeiros santos? Por que Deus permitiria a um Filho ainda imperfeito assumir localidades perfeitas no mundo dos espíritos? Quão seria ilógica a criação destes locais para não serem ocupados por ninguém, visto que na Terra não se encontra nenhuma alma digna de povoar tais ambientes. A reencarnação é, assim, a maneira pela qual o espírito consegue se desenvolver, tanto intelectual quanto moralmente, possibilitando-o o trabalhar sobre si mesmo, que, por meio de sua vontade, purifica-o.

Somente quando assume, internamente, estruturas avançadas de moral e racionalidade, o espírito se torna digno de ocupar locais superiores no mundo dos espíritos, onde certamente ampliará seu campo de serviço, não atingindo senão mais responsabilidades e mais tarefas, pois conquistou capacidade para isso. Mas não será, unicamente, a reencarnação do espírito no plano físico, (“Água”) que o desenvolverá. É necessário o renascimento do Espírito sobre si mesmo, ou seja, a morte de sua inferioridade e o nascimento de sua superioridade, quase infinitas vezes. É essencial que o espírito adquira valores morais e intelectuais com a reencarnação, para que ela não seja praticamente perdida.

Quando encarnado, o espírito tem a chance da redução de sua memória espiritual e minimização de suas faculdades íntimas, com o intuito superior de aflorarem seus dilemas íntimos. É a encarnação que evidencia os fatores cruciais a serem purificados, pois com o “esquecimento” de sua história e a “inacessibilidade” momentânea de muitas habilidades, o espírito se focaliza em suas deficiências e naquilo que lhe cabe desenvolver naquele corpo.
O corpo renasce, a partir da matéria e entrega, ao espírito, a oportunidade de seu renascimento íntimo.



Fonte:
“O Evangelho Segundo o Espiritismo” Cap. IV-“Ninguém poderá ver o Reino dos Céus se não nascer de novo”
“O livro dos Espíritos” Cap. IV – “Pluralidade das existências”
Cap. VII – “Retorno à vida corporal”
“Jesus Nazareno” – Huberto Rohden – “Renascer de água e espírito” página 73

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Olhos

O que vejo é mesmo o que existe?;
Lá aonde aparece a solidão, o que vejo?;
Olho, mas não tenho certeza daquilo que vejo;
Olho, mas não tenho olhos para enxergar;

O que esperar, se meus olhos não vêem?;
O que fazer se eles não vêem além daquilo que querem ver?;

Ah!, olhos de complexo aperfeiçoamento;
Para que ver além daquilo que posso ver?;

Olhos, sempre os mesmos;
Quero me cegar;
E não ver mais aquilo que vejo;

Olhos, eu quero que se fechem, e abram-se;
Agora não mais para aquilo que se vê;
Mas para aquilo que se sente.

sábado, 10 de outubro de 2009

Em Deus

Na dificuldade da luta, abrace Deus;
Na tortuosidade do caminho, foque-se em Deus;
Na desgraça íntima, busque Deus;
Na dor pessoal, ame Deus;
No aflito insofismável, clame por Deus;
No âmago do ódio, lembre-se de Deus;
Na irreflexão de um ato, raciocine Deus;


Na prática do cotidiano, encontra a Deus;
Na semente do bom fruto, colhe Deus,
Na paciência da vida, Deus lhe auxilia, pois onde estiver,
Ele também está.

domingo, 4 de outubro de 2009

“A espada e o fogo de Cristo”

Em um de seus ensinamentos, Jesus nos diz: “Não penseis que vim trazer a paz a Terra. Não vim trazer a paz, mas a espada. Pois vim separar o homem do pai, a filha da mãe, e a nora da sogra; e os homens terão como inimigos os próprios familiares” – Mateus.

Uma vez sendo o maior defensor da paz, da misericórdia e do amor para com o semelhante, Jesus certamente deseja exprimir algo além das palavras e de seus significados usuais. Enfatiza o Mestre que “Eu vim para lançar o fogo a Terra – e que quero eu senão que arda?”.

Sabiamente, Jesus nos chama a guerra contra as atrocidades do mundo, contra aos irmãos ainda obstinados pela matéria, cegos a realidade espiritual. Esse conflito se estrutura na real vivência do Evangelho, da coragem de pô-lo em prática. Por ser um planeta de Expiação e Provas, o discípulo de Cristo não conseguirá atuar na Terra se não desafiar as estruturas milenares da ignorância e do orgulho, não somente da sociedade humana, mas principalmente de seu próprio íntimo.

Aquele que desejar combater o mundo iníquo, sem, entretanto, ter trabalhado em sua auto-renovação, não conseguirá ter a solidez necessária para a labuta rotineira e árdua de um seareiro. A batalha primeira é a íntima, a qual leva o indivíduo a julgar seus próprios valores e crenças, sob a luz do Evangelho, com o intuito de remover as “ervas daninhas” de seu próprio jardim. Se assim não fosse, como seria possível apontar, com amor, o erro de alguém havendo dentro de si erros muito piores e inconscientes? O orgulhoso e o injusto assim o fazem, por isso que suas atitudes não coincidem com a moral cristã.

A consciência livre é o campo de cultivo para o seareiro, que a partir da vitória sobre si mesmo, está apto a defender aquilo que não é de sua criação e muito menos lhe cabe subverter, a Doutrina de Cristo. E com ela estruturada dentro de si mesmo, é capaz o discípulo de suportar qualquer tipo de manifestação contrária, com coragem e sabedoria, sem se distanciar do respeito, da humildade e do amor.


Fontes:
- O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XXIII. “Moral Estranha” – “Eu não vim trazer a paz, mas a divisão”.
- Jesus Nazareno – Huberto Rohden- editora Martim Claret - parte “A espada e o fogo do Cristo”

domingo, 6 de setembro de 2009

Comentários - "O juiz iníquo"

Essa passagem de Jesus nos ensina algo que nos parece muito lógico e sensato quando a lemos, mas que dificilmente teríamos tal pensamento antes de conhecê-la. Muito simples e didático, Jesus nos ensina que é a Fé a base realizadora das atividades do homem, sendo mediada pela real vontade para efetivá-las. Se nós, seres humanos, conseguimos realizações pela insistência diante de outros seres humanos, o que não crer que o Pai, divino Criador, nos oferte daquilo que realmente desejamos e necessitamos?

A Fé é a crença real em algo imaginário, que possibilita a materialização de desejos íntimos do espírito, convicto em si mesmo e na força divina que o rege. Ao atingir a Fé íntima, o espírito transcende seus medos e inseguranças e inicia um processo de ligação espiritual com as entidades que o circunda e que querem o seu bem. Convicto desse apoio e alimentado de boas vibrações, o espírito tem total capacidade de desenvolver as suas potencialidades espirituais.

Por que Deus rejeitaria um pedido, uma súplica ou uma oração de seus Filhos amados, que possuem em si o gérmen de Sua própria natureza? Deus não rejeita, nós é que necessitamos atingir a força essencial para a construção de nossos intuitos.

sábado, 5 de setembro de 2009

"O juiz iníquo"

Disse Jesus, em uma de suas histórias: “Vivia em uma cidade um juiz, que não temia a Deus nem respeitava homem algum. Havia na mesma cidade uma viúva, que foi ter com ele e lhe disse: Reivindico os meus direitos contra meu adversário! Negou-se ele a atendê-la por algum tempo. No fim de contas, porém, disse consigo mesmo: “Verdade é que não temo a Deus nem respeito homem algum; mas essa viúva tanto me importuna, que lhe farei justiça, para que não acabe por vir cá meter-me as unhas na cara”...

“Mas essa mulher tinha as suas armas: tenacidade e perseverança sem limites. Todo mundo temia o juiz - ela não! O medo nos outros era audácia nessa mulher.
Meses seguidos se dirigia a infeliz à casa do juiz; pedia, rogava, suplicava, e ele não a atendia.

Ela, porém, não sabia o que fosse desânimo, e por vezes eram tão veementes as suas palavras, tão expressivos os seus gestos, que o juiz receava um encontro desagradável com aquela mulher tão persistente.
Rendeu-se finalmente...”

E Deus não faria justiça a seus eleitos quando dia e noite clamarem a ele? Deixá-lo-ia esperar muito tempo? Digo-vos que bem depressa lhes fará justiça.
Pois, se até mesmo um juiz injusto resolve fazer justiça a quem lhe pede com perseverança, como deixaria o Deus da justiça e do amor de atender às súplicas de seus filhos?”.


Fonte: "Jesus Nazareno" - Huberto Rohden

domingo, 19 de julho de 2009

Querido Amigo

Amigo, deixarás saudades
Lembranças que não serão jamais suprimidas
Pois que com sua alegria, seu carinho e sinceridade
Cultivou em mim a semente do Amor
Cultivou em mim o respeito pelo diferente
Cultivou em mim o seu sorriso

Amigo, muito me entristece em deixarmos de
Ao seu lado caminharmos nesta estrada que
Agora sem a sua presença, se torna menos alegre

Mas, meu amigo, jamais desejo alterar os desígnos de nosso Pai
Se tão bom foi Ele em permitir que nós nos conhecessemos
Ah! meu amigo, a isto tenho que O agradecer

Rogo aos céus, aos Irmãos queridos
Filhos da Piedade Celestial, para que o carreguem e o segurem
Pelas mãos de um Pai amável e carinhoso

Pai, nosso Pai, ampara-nos nesta jornada
Dá-nos a força que não temos sem o Senhor
Dá-nos a segurança de prosseguirmos mais um dia
No relógio do tempo, nunca a parar

sábado, 23 de maio de 2009

Amigo

Venha, eu lhe rogo, meu amigo;
Vamos nós para algum lugar melhor;
Para onde nós possamos sentir;
Aquilo que sozinhos não podemos.

Venha, você, meu amigo;
Eu que lhe espero a tanto tempo;
Vamos nós;
Para sofrermos juntos, chorarmos juntos, caminharmos juntos;

Mas tenha certeza de que você é especial;
Mais do que alguém, você é você!;

Eu lhe sinto, eu lhe amo;
Por favor, vamos nós, eu lhe rogo;

Pois, no início de tudo, você é mais do que um amigo;
É meu Irmão!;

domingo, 19 de abril de 2009

Direito e Dever

No capítulo 16 de “Os Missionários da Luz”, da série de André Luiz e Chico Xavier, o instrutor deste espírito, Alexandre, faz uma reflexão muito interessante, dotada de sabedoria e atualidade.

Ensina-nos Alexandre: “Quase todas as pessoas terrestres, que se valem de nossa cooperação, se sentem no direito de duvidar. É muito raro surgir um companheiro que se sinta com o dever de ajudar”.

Transpondo suas palavras a nossa sociedade atual e generalizando seu pensamento, quantos e quantos de nós reclamam pelos seus direitos: o de se alimentar bem, o de repousar o corpo e a mente, o do lazer, o de cidadania,o direito de cometer erros e de se enganar, entre tantos outros. Sim, sem dúvida nenhuma nós, na qualidade de seres humanos imperfeitos que somos e envoltos por um corpo material, podemos ansiar por nosso próprio bem-estar e pela melhoria de nossa qualidade de vida, mental, corporal e espiritual. Entretanto, assim como Alexandre diz, são raros aqueles que se atentam no posicionamento de seus Deveres morais acima de seus direitos mundanos.

No livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, em seu capítulo XVII “Sede Perfeitos”, o Espírito Lázaro discorre sobre o Dever moral e o classifica como uma obrigação, e quem o cumpre, demonstra seu Amor perante Deus, acima de tudo, e perante aos irmãos, acima do amor próprio.

A busca primordial e inadiável de nossos direitos, tantas vezes fonte de guerras, inimizades, ódio e raiva, são profundos reflexos de nossa inferioridade moral. O Dever de ser cristão eleva-nos, torna-nos mais capazes para a realização de obras divinas e nos possibilita maior aproveitamento da providencial encarnação presente. O Dever é, em resumo, a bússola de nossa vida, existente em nós mesmos. Os direitos são conseqüências de nossos atos, não finalidade.

Se prestarmos atenção em nosso cotidiano, perceberemos que algo nos incita ao cumprimento de determinadas atividades que sabemos serem benéficas, e que nos alerta sobre nossas práticas não sublimes. É o nosso íntimo se emancipando, essência divina em nós, que, uma vez natural de Deus, conhece todos os caminhos a serem traçados e que nos levam até Deus. É a Razão do ser humano, fonte de luz e sabedoria. Lázaro enfatiza que por sermos ainda susceptíveis às fraquezas humanas e aos vícios animais, ignoramos a nossa intuição, e, com isso, descumprimos com nosso Dever moral. Ambos estão unidos, sendo o Dever a materialização de nossa Razão.

O nosso sofrimento não terá fim se continuarmos exigindo direitos, mas descumprindo Deveres. Muitos exigem, muitos sofrem.

sábado, 4 de abril de 2009

Comentários - Francisco de Assis

Muito me impressiona esta oração, de estrutura simples e fácil, mas com profundo conhecimento moral e espiritual.

Francisco de Assis, com sua oração, evidencia toda a sua disponibilidade ao Senhor, a sua entrega total ao Pai e abdicação de si mesmo.

Como disse Jesus: "Não é possível servir a Deus e a Mamon", não é possível agir desta forma perante Deus sem desejar-se "morrer", perder o ego, se livrar de si mesmo, ser deus. Francisco de Assis não é mais Francisco de Assis. O homem italiano já não mais vive por si, mas por Deus, o que significa não ser mais do ego, ser servo de Jesus.

A oração, para mim, supera a humanidade e está níveis acima da Terra. Muitas vezes ainda penso que não sou digno de orá-la, pois quem sou eu para servir ao Cristo desta forma. Ou então, que estaria sendo arrogante em pensar em servir, com toda a esfera negativa que possuo.

Mas não, Jesus mesmo nos ensinou: "Vós sois deuses". Não seremos iguais a Deus, mas ser deus é ser Francisco de Assis, entregar-se ao Pai, findar com o ego e auxiliar os Irmãos de jornada.


Sugestão de leitura: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" Cap. XVI

domingo, 29 de março de 2009

Comentarários- Oração de Francisco de Assis

Muito me impressiona esta oração, de estrutura simples e fácil, mas com profundo conhecimento moral e espiritual.
Francisco de Assis, com sua oração, evidencia toda a sua disponibilidade ao Senhor, a sua entrega total ao Pai e abdicação de si mesmo.
Como disse Jesus: "Não é possivél servir a Deus e a Mamon", não é possível agir desta forma perante Deus sem desejar "morrer", perder o ego, se livrar de si mesmo, ser deus. Francisco de Assis não é mais Francisco de Assis. O homem italiano já não mais vive por si, mas por Deus, o que significa não ser mais do ego, ser servo de Jesus.
Esta oração, para mim, supera a humanidade, está níveis acima da Terra. Muitas vezes ainda penso que não sou digno de orá-la pois quem sou eu para servir ao Cristo desta forma. Ou então, que estaria sendo arrogante em pensar em servir, com toda a esfera negativa que possuo.
Mas não, Jesus mesmo nos ensinou; " Vós sois deuses". Não seremos iguais a Deus, mas ser deus é ser Francisco de Assis, entregar-se ao Pai, findar com o ego e auxiliar aos Irmãos de jornada.

Oração de Francisco de Assis

Senhor
Faze de mim um instrumento de tua paz,
Onde hourver ódio, faze que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre.
Faze que eu procure mais
consolar, que ser consolado,
compreender que ser compreendido,
amar que ser amado...
pois:
é dando que se recebe.
é perdoando que se é perdoado.
e é morrendo que se vive para a Vida Eterna.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Do amor terreno

Linda morena, cujos traços relembram Eva;
Oh! bela menina, juvenil e sadia;
Não te deixes levar nos caminhos,
Cujas dificuldades se assolam;
A beleza, para eles, de nada ajuda;
Não sejamos capturados pela rede escura;
Escuridão de nossas vilesas;

Linda morena, de mais valia te chamo de amiga;
Irmã, certamente, se um dia te reencontrar;
Se Deus assim permitir;
Que seja em Luz, sobre Luz e para a Luz;

De qualquer forma, é enorme a alegria;
Em te ver, minha querida;
Em teu rosto repousar minhas mãos;
Em tua pele sentir teu Coração;
E olhar nos teus olhos e dizer:
Senhor, como é bom Amar!

domingo, 1 de março de 2009

A poesia aos meus sentimentos

Não há poesia, senão aquela que existe em cada ser;
Como a impressão digital, única e própria;
O poema é um, único.

Ele brota do Coração em mim;
Mas brotará, talvez, da mente ou dos sentidos;
Naquele que ao meu lado respira.

Não sou um poeta, mas o poema vive em mim;
Ele é o próprio ser que vive, nas suas disposições;
Essência, sem preconceitos egóicos.

Deus criou infinitos Filhos;
Cada um idêntico na origem, mas de personalidade única;
Por quê o poema deve ser padronizado?

Sim, ele é o que se cria, em você;
Não errado, não certo aos meus olhos, mas seu;
De sua Essência e Brilho, Filho de Deus.

A matéria e o Espírito

A matéria brota;
O Espírito Emana...

A matéria morre;
O Espírito Nasce...

A matéria obedece;
O Espírito Vive...

A matéria se transforma;
O Espírito se Aperfeiçoa...

A matéria sofre;
O Espírito Rejubila...

A matéria tem sensação;
O Espírito tem Sentimento...

A matéria é rastejante;
O Espírito é Ascencionavél...

A matéria é espelho;
O Espírito é Luz...

A matéria é intelectual instintiva;
O Espírito é Razão Divina!