Caminhando sobre a areia
Desviando das conchas e ostras
Nadando no sal e no mar
Vejo você, nua e só
Só para mim
Só para nós
Serão encontrados aqui versos e prosas de conteúdo também Espírita,além de psicografias, elaborados com respeito, sinceridade e Amor. Desejo contribuir, de alguma forma, para a realização de tarefas que todos nós temos perante os Desígnos de Deus.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Com você
Se eu soubesse sorrir
Abria a boca e mostraria meus dentes
Se eu soubesse abraçar
Meus braços a acolheriam, quentes
Se eu soubesse chorar
Lágrimas escorreriam em meu rosto
Se eu soubesse andar
Minhas pernas percorreriam o seu caminho
Se eu soubesse voar
Criaria fortes asas, penas leves e lindas
Mas como tenho você
Sou feliz assim, como sou...
terça-feira, 13 de setembro de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
vale a pena
Amo-a, especialmente a amo
O colorido de meu coração é sem piegas
O fruto de minha árvore é doce
E o desejo me invade
E mesmo assim, se o amor
Terminar em beijos, abraços, adeus
Nunca, jamais
Eu terei amado em vão
O colorido de meu coração é sem piegas
O fruto de minha árvore é doce
E o desejo me invade
E mesmo assim, se o amor
Terminar em beijos, abraços, adeus
Nunca, jamais
Eu terei amado em vão
Vivendo
Entreguei flores a uma flor
E dela recebi o doce néctar
A me inundar e lambuzar
Como a criança que brinca
O adulto que trabalha
E o senhor que medita
E dela recebi o doce néctar
A me inundar e lambuzar
Como a criança que brinca
O adulto que trabalha
E o senhor que medita
domingo, 31 de julho de 2011
Feliz
Carregue consigo a cruz que lhe pertença
Seja o estado que a ela deu
Não perca nunca de vista o seu horizonte
Uma vez que ele pode se tornar vertical
Jamais chame por alguém
Se em seu íntimo deseje a solidão
Mantenha-se firme em suas virtudes
E os seus defeitos rebaixados serão
Acrescente alegria em sua vida
Pois que a vida salga invariavelmente
Deseje voar o mais alto possível
Mas se contente se suas pernar o fazerem correr
Mestrue o quanto necessitar
Se o sangue derramado o torne mais completo
Jorre de prazer
Com aquilo que lhe dá prazer
Mas não corra daquilo que não goste
Muita vez isso lhe fará bem
Cresça com saúde
Não se aborreça
Invoque os deuses que lhe protejem
Os santos que lhe guiam
O Pai que o abençoa
Mas jamais perca a fé de ser feliz
Acredite que você pode ser feliz
Que a felicidade atinje você a qualquer momento
Que a vida é feita para dar certo
Que o mundo é aquele que lhe faz mais feliz
Que o Universo lhe entregou, numa caixinha surpresa
Tudo para você ser feliz....
Por favor, aceite-a
Seja o estado que a ela deu
Não perca nunca de vista o seu horizonte
Uma vez que ele pode se tornar vertical
Jamais chame por alguém
Se em seu íntimo deseje a solidão
Mantenha-se firme em suas virtudes
E os seus defeitos rebaixados serão
Acrescente alegria em sua vida
Pois que a vida salga invariavelmente
Deseje voar o mais alto possível
Mas se contente se suas pernar o fazerem correr
Mestrue o quanto necessitar
Se o sangue derramado o torne mais completo
Jorre de prazer
Com aquilo que lhe dá prazer
Mas não corra daquilo que não goste
Muita vez isso lhe fará bem
Cresça com saúde
Não se aborreça
Invoque os deuses que lhe protejem
Os santos que lhe guiam
O Pai que o abençoa
Mas jamais perca a fé de ser feliz
Acredite que você pode ser feliz
Que a felicidade atinje você a qualquer momento
Que a vida é feita para dar certo
Que o mundo é aquele que lhe faz mais feliz
Que o Universo lhe entregou, numa caixinha surpresa
Tudo para você ser feliz....
Por favor, aceite-a
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Dama da noite
Mergulhando num mar escuro, lodoso e fétido
Nasce algo maravilhoso
Cujo poder retira do oxigênio escasso
E brilha aos raríssemos fios solares
É ela, a dama da noite, de vestido branco e pérolas
Na simplicidade de uma mulher
Na beleza de uma flor
A orar e rezar, amar e cultivar
Seja hoje, ontem ou amanhã...
Será sempre ela, a dama da noite, a estar aqui
Comigo
Nasce algo maravilhoso
Cujo poder retira do oxigênio escasso
E brilha aos raríssemos fios solares
É ela, a dama da noite, de vestido branco e pérolas
Na simplicidade de uma mulher
Na beleza de uma flor
A orar e rezar, amar e cultivar
Seja hoje, ontem ou amanhã...
Será sempre ela, a dama da noite, a estar aqui
Comigo
Chamados do chamado
Bebe-se do vinho o apreciador das uvas raras
Come-se dos mariscos o gozador dos mares
Envolve-se nas sintonias o sensível músico
Esforça-se nas guerras os fiéis soldados patriotas
Morre-se, enfim, o homem inútil, quando a vida lhe chama, clemente, ao amor ofertado...
Come-se dos mariscos o gozador dos mares
Envolve-se nas sintonias o sensível músico
Esforça-se nas guerras os fiéis soldados patriotas
Morre-se, enfim, o homem inútil, quando a vida lhe chama, clemente, ao amor ofertado...
O tempo das coisas
Em nosso cotidiano, muito se atenta ao tempo e o ser humano parece domesticado a obedecê-lo para realizar as suas atividades. Porém, se refletirmos mais profundamente, veremos que o tempo é um adicional em nossa vida, ou seja, uma ferramenta a mais na condição saudável de se viver e não um “sugador” de energias.
Ao concordarmos com o pensamento de que o tempo é uma dimensão, assim como a horizontalidade, a verticalidade e a profundidade, temos que o tempo é existente em nosso mundo e por isso atuante em nós, independente e constantemente. Todavia, ao mesmo tempo, essa idéia nos liberta da existência do tempo em nós mesmos, como seres humanos, pois que não somos também o tempo; ele não está em nós; não somos seres temporais, justamente porque o mesmo tem existência própria, é uma dimensão. E desta forma, há influência, e não similitude, do tempo enquanto estivermos em seu “interior”, com mais intensidade quanto maior forem as suas interdigitações conosco homens.
Por sua vez, grandes mestres nos ensinam sobre a atemporalidade. Muitos homens tiveram e ainda tem experiências atemporais, nas quais a dimensão tempo parece ter sido ultrapassada por sintonias mentais/espirituais maiores. Estes indivíduos, porém, mesmo com essa bagagem extra-tempo, continuam a viver sobre a influência da dimensão tempo, embora de um modo mais sutil, pois que ainda são seres humanos (senão o que seriam?). E é aqui que apresentamos algo muito interessante.
O contato com a atemporalidade na dimensão tempo parece clarear o ser humano a observar o tempo das coisas, o qual não parece estar cronometrado ou quantizado, mas sim percebido. É como se o homem alcançasse sintonia com a harmonia da natureza dos fatos que o cercam, que possuem uma “duração” própria, infindável até que se acabe, sentida e observada pelo “homem atemporalizado” no plano temporal. Não mais pressa ou atrasos, ansiedade ou passividade; há somente harmonia, sintonia com o tempo das coisas, nas “etapas” de início, prolongamento e extinção dos fatos. Neste sentido, as energias humanas não são mais “roubadas pelo tempo”; ao contrário, a própria sintonia harmônica com o tempo das coisas permite-nos absorver as boas energias, e repulsar as más, criadas pelos fatos que nos cercam.
Conseguindo, pois, a experiência atemporal, temos condições de enxergar além da dimensão tempo que nos permeia, inevitavelmente, fato que possibilita mais facilmente a leitura do tempo das coisas. Uma vez nos harmonizando com os fatos que nos cercam, paramos de gastar desnecessariamente nossa energia e aprendemos a selecionar vibrações que nos fazem bem daquelas que nos fazem mal.
Ao concordarmos com o pensamento de que o tempo é uma dimensão, assim como a horizontalidade, a verticalidade e a profundidade, temos que o tempo é existente em nosso mundo e por isso atuante em nós, independente e constantemente. Todavia, ao mesmo tempo, essa idéia nos liberta da existência do tempo em nós mesmos, como seres humanos, pois que não somos também o tempo; ele não está em nós; não somos seres temporais, justamente porque o mesmo tem existência própria, é uma dimensão. E desta forma, há influência, e não similitude, do tempo enquanto estivermos em seu “interior”, com mais intensidade quanto maior forem as suas interdigitações conosco homens.
Por sua vez, grandes mestres nos ensinam sobre a atemporalidade. Muitos homens tiveram e ainda tem experiências atemporais, nas quais a dimensão tempo parece ter sido ultrapassada por sintonias mentais/espirituais maiores. Estes indivíduos, porém, mesmo com essa bagagem extra-tempo, continuam a viver sobre a influência da dimensão tempo, embora de um modo mais sutil, pois que ainda são seres humanos (senão o que seriam?). E é aqui que apresentamos algo muito interessante.
O contato com a atemporalidade na dimensão tempo parece clarear o ser humano a observar o tempo das coisas, o qual não parece estar cronometrado ou quantizado, mas sim percebido. É como se o homem alcançasse sintonia com a harmonia da natureza dos fatos que o cercam, que possuem uma “duração” própria, infindável até que se acabe, sentida e observada pelo “homem atemporalizado” no plano temporal. Não mais pressa ou atrasos, ansiedade ou passividade; há somente harmonia, sintonia com o tempo das coisas, nas “etapas” de início, prolongamento e extinção dos fatos. Neste sentido, as energias humanas não são mais “roubadas pelo tempo”; ao contrário, a própria sintonia harmônica com o tempo das coisas permite-nos absorver as boas energias, e repulsar as más, criadas pelos fatos que nos cercam.
Conseguindo, pois, a experiência atemporal, temos condições de enxergar além da dimensão tempo que nos permeia, inevitavelmente, fato que possibilita mais facilmente a leitura do tempo das coisas. Uma vez nos harmonizando com os fatos que nos cercam, paramos de gastar desnecessariamente nossa energia e aprendemos a selecionar vibrações que nos fazem bem daquelas que nos fazem mal.
sábado, 7 de maio de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Neblina
Na neblina de uma visão
Onde as paredes se fecham mais
E os muros rígidos desaparecem
Ninguém os vê, mas lá estão
São muitos tijolos, feitos rígidos
Na neblina ninguém os vê
São invisíveis
Diga a eles para continuar, se quiserem
Na neblina eles não podem ser vistos
Mas se um dia eu os ver
Cheio do tédio que me assume
Eu os perguntarei
Se um dia eles me viram
Pois que, hoje, também estou na neblina
Onde as paredes se fecham mais
E os muros rígidos desaparecem
Ninguém os vê, mas lá estão
São muitos tijolos, feitos rígidos
Na neblina ninguém os vê
São invisíveis
Diga a eles para continuar, se quiserem
Na neblina eles não podem ser vistos
Mas se um dia eu os ver
Cheio do tédio que me assume
Eu os perguntarei
Se um dia eles me viram
Pois que, hoje, também estou na neblina
Cidades
Nas cidades, onde os céus são enegrecidos
Parecidos que estão com a fumaça que os rodeia
São como o pó sobre pó, massa sobre massa
Sem água
Nas cidades os feijões sem crescimento
O arroz pequenino
As frutas desfloridas
Os canteiros sem brilho
O que resta numa cidade destas,
Numa noite enamorada por falsidade,
A mais do que ser mais falso
Na tentativa de querer ser algoa mais
Poder crescer e ser grande
Florecer e desabrochar
Ter brilho e luz
Numa cidade fria e sem vida
Parecidos que estão com a fumaça que os rodeia
São como o pó sobre pó, massa sobre massa
Sem água
Nas cidades os feijões sem crescimento
O arroz pequenino
As frutas desfloridas
Os canteiros sem brilho
O que resta numa cidade destas,
Numa noite enamorada por falsidade,
A mais do que ser mais falso
Na tentativa de querer ser algoa mais
Poder crescer e ser grande
Florecer e desabrochar
Ter brilho e luz
Numa cidade fria e sem vida
quarta-feira, 23 de março de 2011
Por que não?
Se tenho pernas, musculos e tornozelos..
Se tenho braços, articulações e nervos...
Se tenho orgãos, sangue e espaço...
Se tenho pensamentos, sensações e emoções...
Por que não ser feliz?
Se tenho braços, articulações e nervos...
Se tenho orgãos, sangue e espaço...
Se tenho pensamentos, sensações e emoções...
Por que não ser feliz?
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Senão aquilo
Não desejo senão aquilo que sinto e penso
Aquilo que urge nas entranhas
Geme com a garganta
Retumba nos pulmões
Queima o esôfago e explode no estômago
Não senão aquilo que faz o sangue fluir
Carregando o fogo de uma chama
Ou o clarão de uma tocha
E ventilando uma fumaça transparente
Da cor de meu olho
Não senão aquilo que torre neurônios
Consuma atp's
Queime proteínas, carboidratos e gorduras
E estoque o fim das energias
Não senão aquilo que abala as emoções
Coloca em cheque meu cérebro
Transtorne o meu espírito
Reformule a minha vida
Aquilo que urge nas entranhas
Geme com a garganta
Retumba nos pulmões
Queima o esôfago e explode no estômago
Não senão aquilo que faz o sangue fluir
Carregando o fogo de uma chama
Ou o clarão de uma tocha
E ventilando uma fumaça transparente
Da cor de meu olho
Não senão aquilo que torre neurônios
Consuma atp's
Queime proteínas, carboidratos e gorduras
E estoque o fim das energias
Não senão aquilo que abala as emoções
Coloca em cheque meu cérebro
Transtorne o meu espírito
Reformule a minha vida
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Sexo
Ao Princípio que com a mônada nasce
Desde os primórdios passados
Desde a imorredoura inconsciência
Antes mesmo de você
À Força cósmica pulsante
Que da grandeza que insere
É divina em sua manifestação
Ontem, hoje e sempre
Ao passo do Amor verdadeiro
Do carinho à atenção
Da sensação à emoção
Do contato ao afeto
Seja, cara Potência
Abra-se sinceramente em mim
Percorrendo todo o meu corpo
Porque hoje sinto-me completo
Inteiro e Vivo
Desde os primórdios passados
Desde a imorredoura inconsciência
Antes mesmo de você
À Força cósmica pulsante
Que da grandeza que insere
É divina em sua manifestação
Ontem, hoje e sempre
Ao passo do Amor verdadeiro
Do carinho à atenção
Da sensação à emoção
Do contato ao afeto
Seja, cara Potência
Abra-se sinceramente em mim
Percorrendo todo o meu corpo
Porque hoje sinto-me completo
Inteiro e Vivo
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
O homem e o ambiente
Um pensamento que muito me intriga foi e ainda é fonte de muitas reflexões por diferentes profissionais e pensadores ao longo dos tempos: qual o nível de influência que o ambiente causa no modo como o homem age?
A princípio, muitos dirão, de acordo com distintas linhas filosóficas e sociais, que o ambiente molda, definitivamente, o caráter das pessoas que o compõe. Essa força ambiental estrutura, nesta linha, o modo como a pessoa se relaciona consigo mesma e com os outros, o modelo mental do qual se utiliza, além de gostos e cultura.
Quando analisamos apenas uma vida, faz muito sentido pensarmos desta forma em razão do esquecimento que temos de vivências passadas, uma vez que abrimos nossa mente e espírito para novas experiências, aqui existentes na Terra,o que de fato auxilia no aprendizado do encarnado. De modo mais amplo, por outro lado, sabendo que o espírito nasce simples e ignorante, como é que ele iria aprender a vivenciar suas potencialidades se o ambiente não o “construísse”? Pode-se deduzir, então, que, ao longo de inúmeras vidas, até certo ponto embrionárias, o homem seria um fruto do ambiente que o molda, nas diferentes atividades que realizou.
Mas penso que a partir de certo instante da vida evolutiva do espírito, de um momento que é aceso algo interno, o que desconheço, o espírito deixa de ser um produto do ambiente ao qual está inserido, e passa a agir de modo ativo, sendo o ambiente mero cenário de sua postura, como se direcionasse apenas o modo da postura, e não a própria postura. De outro modo, o espírito possuiria uma estrutura íntima suficientemente sólida para realizar qualquer coisa, dentro de qualquer ambiente. Com este pensamento, o homem, novamente a partir de certo nível, exerceria ao máximo o seu livre arbítrio, manifestando aquilo que realmente pensa e sente, independente de questões externas.
Em suma, parece-me que o homem necessita, a priori, do ambiente, uma vez que a potencialidade inicial de seu processo evolutivo somente se manifesta por estímulos externos. Todavia, quando armazena certa bagagem espiritual, o ambiente deixa de ser fator limitante, e o homem age por estímulos internos, conectados a sua essência.
A princípio, muitos dirão, de acordo com distintas linhas filosóficas e sociais, que o ambiente molda, definitivamente, o caráter das pessoas que o compõe. Essa força ambiental estrutura, nesta linha, o modo como a pessoa se relaciona consigo mesma e com os outros, o modelo mental do qual se utiliza, além de gostos e cultura.
Quando analisamos apenas uma vida, faz muito sentido pensarmos desta forma em razão do esquecimento que temos de vivências passadas, uma vez que abrimos nossa mente e espírito para novas experiências, aqui existentes na Terra,o que de fato auxilia no aprendizado do encarnado. De modo mais amplo, por outro lado, sabendo que o espírito nasce simples e ignorante, como é que ele iria aprender a vivenciar suas potencialidades se o ambiente não o “construísse”? Pode-se deduzir, então, que, ao longo de inúmeras vidas, até certo ponto embrionárias, o homem seria um fruto do ambiente que o molda, nas diferentes atividades que realizou.
Mas penso que a partir de certo instante da vida evolutiva do espírito, de um momento que é aceso algo interno, o que desconheço, o espírito deixa de ser um produto do ambiente ao qual está inserido, e passa a agir de modo ativo, sendo o ambiente mero cenário de sua postura, como se direcionasse apenas o modo da postura, e não a própria postura. De outro modo, o espírito possuiria uma estrutura íntima suficientemente sólida para realizar qualquer coisa, dentro de qualquer ambiente. Com este pensamento, o homem, novamente a partir de certo nível, exerceria ao máximo o seu livre arbítrio, manifestando aquilo que realmente pensa e sente, independente de questões externas.
Em suma, parece-me que o homem necessita, a priori, do ambiente, uma vez que a potencialidade inicial de seu processo evolutivo somente se manifesta por estímulos externos. Todavia, quando armazena certa bagagem espiritual, o ambiente deixa de ser fator limitante, e o homem age por estímulos internos, conectados a sua essência.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Suicídio
Vá, corpo inerte, morrendo aos poucos
Porque na minha naturalidade, não o suporto mais
Vá para longe de mim, mente insensata
Assim como meu coração falido
Não os suporto mais...
Para longe almas corruptas, que me assaltam frequentemente
Assim como as pessoas que me odeiam, e que não as suporto
Então por que não a morte, que me isolaria de tudo isso?
Mas, lembrando-me de mim mesmo,
Eu já morro todos os dias
Fecho meus olhos e os abro, a cada momento que desejo
Morro quando quero e nasço quando quero
Basta desconcentrar e concentrar, dormir e acordar, abrir e fechar
O que seria, então, esse ato chamado suicídio?
Ah!, meu caro, será apenas a mudança do cenário
Porque não mais estará entre nós, mas continuará vivo, em partes
E morto, em partes
Basta querer e não querer
Pensar e não pensar
Sentir e não sentir
Viva e morra, no cotidiano
Inspire e expire; coma e defeque; transpire e seque; fale e se cale
Corra e descanse; pule e sente; mergulhe e respire; ensine e aprenda
Esta é a vida e é a morte; esta é a dinâmica
Independente do desejo de querer acabar com ela
Você não tem este poder, Graças a Deus!
Porque na minha naturalidade, não o suporto mais
Vá para longe de mim, mente insensata
Assim como meu coração falido
Não os suporto mais...
Para longe almas corruptas, que me assaltam frequentemente
Assim como as pessoas que me odeiam, e que não as suporto
Então por que não a morte, que me isolaria de tudo isso?
Mas, lembrando-me de mim mesmo,
Eu já morro todos os dias
Fecho meus olhos e os abro, a cada momento que desejo
Morro quando quero e nasço quando quero
Basta desconcentrar e concentrar, dormir e acordar, abrir e fechar
O que seria, então, esse ato chamado suicídio?
Ah!, meu caro, será apenas a mudança do cenário
Porque não mais estará entre nós, mas continuará vivo, em partes
E morto, em partes
Basta querer e não querer
Pensar e não pensar
Sentir e não sentir
Viva e morra, no cotidiano
Inspire e expire; coma e defeque; transpire e seque; fale e se cale
Corra e descanse; pule e sente; mergulhe e respire; ensine e aprenda
Esta é a vida e é a morte; esta é a dinâmica
Independente do desejo de querer acabar com ela
Você não tem este poder, Graças a Deus!
sábado, 22 de janeiro de 2011
Saudade de você
Ah! que saudade que tenho
De lhe ter aos braços
Envolver-me em você
Ah! que saudade que estou
De pentear seus cabelos
Fios a desenrolar em minhas mãos
Ah! que saudade que sinto
De olhar em seus olhos
E em seu fundo sentir algo especial
Ah! que saudade que me atinge
De seu toque em mim
E do meu toque em você
Ah! que saudade que me inunda
De conversar e falar
Despreocupado com as horas
Ah! que saudade tenho hoje
Que já tive ontem
E que terei amanhã
De lhe ter aos braços
Envolver-me em você
Ah! que saudade que estou
De pentear seus cabelos
Fios a desenrolar em minhas mãos
Ah! que saudade que sinto
De olhar em seus olhos
E em seu fundo sentir algo especial
Ah! que saudade que me atinge
De seu toque em mim
E do meu toque em você
Ah! que saudade que me inunda
De conversar e falar
Despreocupado com as horas
Ah! que saudade tenho hoje
Que já tive ontem
E que terei amanhã
Unicidade e diversidade
Uma questão que há certo tempo me faz pensar e refletir é especificamente esta: Se o ser humano apresenta tanta variação entre si, seja em vertentes externas, como cultura, aspectos físicos, linguagem, entre outras, seja em âmbitos internos, tais como mente, emoções e desejos, por que há, dentro do ensinamento cristão, ou melhor, de Jesus Cristo, linhas únicas e diretas que indicam a um caminho único ao ser que deseja ser feliz?
Aparentemente, essa questão é fácil de ser respondida, tendo em vista a origem comum de todo ser humano. Neste sentido, cada indivíduo, independentemente de suas características internas e externas, proveio da Natureza divina, e portanto, em essência é igual a todas as demais criaturas, e por isso a mensagem serve a todos. Todavia, ao aprofundarmos o raciocínio, perceberemos que há aqui um ponto chave a todos nós e que pode gerar dúvidas e distúrbios interpretativos.
Cada indivíduo apresenta um microcosmo único, seu, e por isso, tem impulsos e melhorias a realizar diferentes, ou melhor, únicas, uma vez que um microcosmo jamais é igual a outro, pois que de outro modo, Deus seria repetitivo em sua criação. Imaginemos, assim, bilhões de microcosmos distintos, pulsando em diferentes frequências e exigindo processos mil. Será que uma única mensagem pode abranger o momento de cada um desses seres, exatamente naquilo que lhes está impedindo o desenvolvimento?
A resposta é positiva. Mas a sua consequência nos leva a crer que cada microcosmo irá se desenvolver em seu próprio caminho, percorrendo a sua própria estrutura de ser, obedecendo, porém, a um mesmo princípio, a uma mesma mensagem. Ou seja, cada criatura divina jamais sofrerá dissolução de sua estrutura íntima por ser guiada pela mesma linha que todas as outras criaturas também serão. Assim, a mensagem do Cristo, em hipótese alguma, torna-nos indiferenciados; pelo contrário, ela fundamenta, molda e dá suporte ao desenvolvimento de nossas próprias características, existentes unicamente em nosso complexo foro individualizado. Caso assim não o fosse, o nosso futuro seria idêntico ao de todas as demais criaturas de caminho evolutivo, com o mesmo “cume” espiritual, o que logicamente contradiz a Grandeza Divina.
Por fim, em resumo, cada ser humano cresce de acordo com si mesmo e se tornará, em seus sucessivos períodos futuros, um ser cada vez mais individualizado, ou seja, mais único. Porém, para que isso ocorra, é essencial a assimilação de princípios gerais, válidos a todos, pois que são o fundamento de toda e qualquer obra individual e coletiva (assumindo-se que a obra coletiva é realizada por indivíduos dispostos a unir ideais).
Aparentemente, essa questão é fácil de ser respondida, tendo em vista a origem comum de todo ser humano. Neste sentido, cada indivíduo, independentemente de suas características internas e externas, proveio da Natureza divina, e portanto, em essência é igual a todas as demais criaturas, e por isso a mensagem serve a todos. Todavia, ao aprofundarmos o raciocínio, perceberemos que há aqui um ponto chave a todos nós e que pode gerar dúvidas e distúrbios interpretativos.
Cada indivíduo apresenta um microcosmo único, seu, e por isso, tem impulsos e melhorias a realizar diferentes, ou melhor, únicas, uma vez que um microcosmo jamais é igual a outro, pois que de outro modo, Deus seria repetitivo em sua criação. Imaginemos, assim, bilhões de microcosmos distintos, pulsando em diferentes frequências e exigindo processos mil. Será que uma única mensagem pode abranger o momento de cada um desses seres, exatamente naquilo que lhes está impedindo o desenvolvimento?
A resposta é positiva. Mas a sua consequência nos leva a crer que cada microcosmo irá se desenvolver em seu próprio caminho, percorrendo a sua própria estrutura de ser, obedecendo, porém, a um mesmo princípio, a uma mesma mensagem. Ou seja, cada criatura divina jamais sofrerá dissolução de sua estrutura íntima por ser guiada pela mesma linha que todas as outras criaturas também serão. Assim, a mensagem do Cristo, em hipótese alguma, torna-nos indiferenciados; pelo contrário, ela fundamenta, molda e dá suporte ao desenvolvimento de nossas próprias características, existentes unicamente em nosso complexo foro individualizado. Caso assim não o fosse, o nosso futuro seria idêntico ao de todas as demais criaturas de caminho evolutivo, com o mesmo “cume” espiritual, o que logicamente contradiz a Grandeza Divina.
Por fim, em resumo, cada ser humano cresce de acordo com si mesmo e se tornará, em seus sucessivos períodos futuros, um ser cada vez mais individualizado, ou seja, mais único. Porém, para que isso ocorra, é essencial a assimilação de princípios gerais, válidos a todos, pois que são o fundamento de toda e qualquer obra individual e coletiva (assumindo-se que a obra coletiva é realizada por indivíduos dispostos a unir ideais).
sábado, 8 de janeiro de 2011
Tempo
Passam-se os segundos
Imensuráveis eras vivi na mente
Eram os minutos
Percorri o infinito imaginando
Entram e saem as horas
Vivi e morri inumeráveis vezes
A luz apaga e acende
Os passáros falam e se calam
A Terra circunda-se, translada
A pedra se forma e logo se torna pó
A aguá brota e imensura, após de se eterizar
Jorram-se as glórias, as venturas
Vangloriam-se os vitoriosos
Decantados ficam os derrotados
A guerra começada já retorna
O crime se vai, a Paz surge e morre
A cidade cresce, desenvolve
E ao decrépito se reduz
Vai com as asas voar, porém,
Na imensidão do desejo de ser livre
Percorra as letras, as folhas, as artes
Adentre as tintas, os cheiros, os cantos
Torne-se jovem, criança, idoso, adulto e retorne depois
A ser sempre aquilo que sente
Aqui e lá, o tempo é inexistente...
Imensuráveis eras vivi na mente
Eram os minutos
Percorri o infinito imaginando
Entram e saem as horas
Vivi e morri inumeráveis vezes
A luz apaga e acende
Os passáros falam e se calam
A Terra circunda-se, translada
A pedra se forma e logo se torna pó
A aguá brota e imensura, após de se eterizar
Jorram-se as glórias, as venturas
Vangloriam-se os vitoriosos
Decantados ficam os derrotados
A guerra começada já retorna
O crime se vai, a Paz surge e morre
A cidade cresce, desenvolve
E ao decrépito se reduz
Vai com as asas voar, porém,
Na imensidão do desejo de ser livre
Percorra as letras, as folhas, as artes
Adentre as tintas, os cheiros, os cantos
Torne-se jovem, criança, idoso, adulto e retorne depois
A ser sempre aquilo que sente
Aqui e lá, o tempo é inexistente...
Coração
Caro coração,
perdoe-me por negligenciar-lhe
por tanto tempo
Agora que deseja falar
é me difícil ouvir
mesmo que falesse bem alto
estava surdo
Hoje quero ouvir
quero abrir as suas portas
deixar penetrar o Sol
sacudir as sandálias
E, meu caro, sei que
apesar de muito sofrer
não há dor
perdoe-me por negligenciar-lhe
por tanto tempo
Agora que deseja falar
é me difícil ouvir
mesmo que falesse bem alto
estava surdo
Hoje quero ouvir
quero abrir as suas portas
deixar penetrar o Sol
sacudir as sandálias
E, meu caro, sei que
apesar de muito sofrer
não há dor
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Silêncio (minha citação)
"Conheci o bem e o mal
o pecado e a virtude, o certo e o errado,
julguei e fui julgado,
passei pelo nascimento e pela morte,
pela alegria e pelo sofrimento, pelo céu e pelo inferno,
e no final reconheci
que estou em tudo
e que tudo vive em mim"
Hazrat Inayat Khan
o pecado e a virtude, o certo e o errado,
julguei e fui julgado,
passei pelo nascimento e pela morte,
pela alegria e pelo sofrimento, pelo céu e pelo inferno,
e no final reconheci
que estou em tudo
e que tudo vive em mim"
Hazrat Inayat Khan
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