Um menino, muito jovem ainda, imaturo de ideias, foi convidado por sua genitora a uma festa, em comemoração ao seu aniversário.
Eufórica, a mãe, como amante fiel de seu pequeno, percorreu sua destra sobre o cabelo do filho e lhe disse: “Que seja este o seu dia, meu bem amado!”
O filho, muito contente ficou após ouvir sua querida mãe dizer lhe. Confiante, esboçou um agradecimento, já que difícil lhe era falar, tamanha a emoção.
Foram ambos a um jardim, juntamente com todos os convidados, amigos próximos da região, pois ali, naquelas bandas, quem adiantava a idade, era acolhido por todos.
O jovem, feliz e alegre, junto daqueles amigos íntimos e de sua mãe, aproveitando cada segundo de seu dia, ouviu, refletiu e aprendeu com eles.
No término do dia, porém, em decorrência de um sono que lhe exigiu recolhimento, despediu-se de todos e ao seu recinto retornou, porque este era o seu espaço.
Ao acordar, de súbito se inquietou. Ninguém mais ali permanecera com ele. Todos já haviam retornado aos seus postos, porque os amigos todos tinham os seus deveres e com ele não poderiam ficar.
Continuou o jovem, porém, inquieto e sozinho. Parecia que o sono houvera consumido-lhe as energias. Todavia, levantou-se, limpou o rosto, vestiu-se e foi realizar os seus afazeres, brevemente interrompidos naquele dia, no mesmo local onde vivia, que tanto amava e gostava de estar.
Serão encontrados aqui versos e prosas de conteúdo também Espírita,além de psicografias, elaborados com respeito, sinceridade e Amor. Desejo contribuir, de alguma forma, para a realização de tarefas que todos nós temos perante os Desígnos de Deus.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
“Renascer de água e espírito”
“Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não pode ver o Reino dos Céus.
“Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino dos Céus. O Espírito sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde vai.”
(João, III: 1-12)
Com estas frases, Jesus ensina a Nicodemos, então doutor da lei em Israel, da necessidade de uma nova vida, em outra circunstância, com novos valores e preceitos. E Allan Kardec, em o “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, explicita a lógica existente na oportunidade dada por nosso Pai a todos nós: a chance de reencarnarmos. No capítulo IV de sua obra, o codificador apresenta argumentos, existentes no próprio Evangelho (Bíblia), que ratificam a consciência, na época de Jesus, de poucos sobre a reencarnação, ainda não conhecida por Nicodemos. É interessante evidenciar a clareza com que tais ensinamentos tratam dessa real necessidade da alma humana, que, por interesses diminutos, não foi/é aceita por muitas doutrinas religiosas.
Como um homem, de natureza intelectual mediana, de moral questionável e ética ainda em desenvolvimento pode, com um curto período de 80 ou 90 anos, atingir um nível espiritual elevado, digno dos verdadeiros santos? Por que Deus permitiria a um Filho ainda imperfeito assumir localidades perfeitas no mundo dos espíritos? Quão seria ilógica a criação destes locais para não serem ocupados por ninguém, visto que na Terra não se encontra nenhuma alma digna de povoar tais ambientes. A reencarnação é, assim, a maneira pela qual o espírito consegue se desenvolver, tanto intelectual quanto moralmente, possibilitando-o o trabalhar sobre si mesmo, que, por meio de sua vontade, purifica-o.
Somente quando assume, internamente, estruturas avançadas de moral e racionalidade, o espírito se torna digno de ocupar locais superiores no mundo dos espíritos, onde certamente ampliará seu campo de serviço, não atingindo senão mais responsabilidades e mais tarefas, pois conquistou capacidade para isso. Mas não será, unicamente, a reencarnação do espírito no plano físico, (“Água”) que o desenvolverá. É necessário o renascimento do Espírito sobre si mesmo, ou seja, a morte de sua inferioridade e o nascimento de sua superioridade, quase infinitas vezes. É essencial que o espírito adquira valores morais e intelectuais com a reencarnação, para que ela não seja praticamente perdida.
Quando encarnado, o espírito tem a chance da redução de sua memória espiritual e minimização de suas faculdades íntimas, com o intuito superior de aflorarem seus dilemas íntimos. É a encarnação que evidencia os fatores cruciais a serem purificados, pois com o “esquecimento” de sua história e a “inacessibilidade” momentânea de muitas habilidades, o espírito se focaliza em suas deficiências e naquilo que lhe cabe desenvolver naquele corpo.
O corpo renasce, a partir da matéria e entrega, ao espírito, a oportunidade de seu renascimento íntimo.
Fonte:
“O Evangelho Segundo o Espiritismo” Cap. IV-“Ninguém poderá ver o Reino dos Céus se não nascer de novo”
“O livro dos Espíritos” Cap. IV – “Pluralidade das existências”
Cap. VII – “Retorno à vida corporal”
“Jesus Nazareno” – Huberto Rohden – “Renascer de água e espírito” página 73
“Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino dos Céus. O Espírito sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde vai.”
(João, III: 1-12)
Com estas frases, Jesus ensina a Nicodemos, então doutor da lei em Israel, da necessidade de uma nova vida, em outra circunstância, com novos valores e preceitos. E Allan Kardec, em o “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, explicita a lógica existente na oportunidade dada por nosso Pai a todos nós: a chance de reencarnarmos. No capítulo IV de sua obra, o codificador apresenta argumentos, existentes no próprio Evangelho (Bíblia), que ratificam a consciência, na época de Jesus, de poucos sobre a reencarnação, ainda não conhecida por Nicodemos. É interessante evidenciar a clareza com que tais ensinamentos tratam dessa real necessidade da alma humana, que, por interesses diminutos, não foi/é aceita por muitas doutrinas religiosas.
Como um homem, de natureza intelectual mediana, de moral questionável e ética ainda em desenvolvimento pode, com um curto período de 80 ou 90 anos, atingir um nível espiritual elevado, digno dos verdadeiros santos? Por que Deus permitiria a um Filho ainda imperfeito assumir localidades perfeitas no mundo dos espíritos? Quão seria ilógica a criação destes locais para não serem ocupados por ninguém, visto que na Terra não se encontra nenhuma alma digna de povoar tais ambientes. A reencarnação é, assim, a maneira pela qual o espírito consegue se desenvolver, tanto intelectual quanto moralmente, possibilitando-o o trabalhar sobre si mesmo, que, por meio de sua vontade, purifica-o.
Somente quando assume, internamente, estruturas avançadas de moral e racionalidade, o espírito se torna digno de ocupar locais superiores no mundo dos espíritos, onde certamente ampliará seu campo de serviço, não atingindo senão mais responsabilidades e mais tarefas, pois conquistou capacidade para isso. Mas não será, unicamente, a reencarnação do espírito no plano físico, (“Água”) que o desenvolverá. É necessário o renascimento do Espírito sobre si mesmo, ou seja, a morte de sua inferioridade e o nascimento de sua superioridade, quase infinitas vezes. É essencial que o espírito adquira valores morais e intelectuais com a reencarnação, para que ela não seja praticamente perdida.
Quando encarnado, o espírito tem a chance da redução de sua memória espiritual e minimização de suas faculdades íntimas, com o intuito superior de aflorarem seus dilemas íntimos. É a encarnação que evidencia os fatores cruciais a serem purificados, pois com o “esquecimento” de sua história e a “inacessibilidade” momentânea de muitas habilidades, o espírito se focaliza em suas deficiências e naquilo que lhe cabe desenvolver naquele corpo.
O corpo renasce, a partir da matéria e entrega, ao espírito, a oportunidade de seu renascimento íntimo.
Fonte:
“O Evangelho Segundo o Espiritismo” Cap. IV-“Ninguém poderá ver o Reino dos Céus se não nascer de novo”
“O livro dos Espíritos” Cap. IV – “Pluralidade das existências”
Cap. VII – “Retorno à vida corporal”
“Jesus Nazareno” – Huberto Rohden – “Renascer de água e espírito” página 73
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