Adentramos, aqui, um pouco em outra vertente do espiritismo: a filosofia espírita.
Primeiramente, o Espiritismo é a filosofia dos Espíritos, daquelas Entidades que assumiram a responsabilidade maior de transmitir ao mundo dos encarnados a Teoria Filosófica Universal, que é em essência a Filosofia do Amor e da Razão, capaz de elevar os habitantes da Terra a níveis maiores de conscientização espiritual. O Espiritismo ensina, assim, conforme ensinado pelos Espíritos e exemplificado por Kardec, a utilizar a razão e a lógica para responder muitas questões existentes em relação à vida humana: a origem e destino do ser humano; a relação homem e outros seres vivos; a possibilidade de evolução espiritual individual; a existência de Deus; entre outras.
Em O livro dos Espíritos, Kardec resume a idéia de Doutrina dos Espíritos: “Os Espíritos anunciam que os tempos marcados pela Providência, para uma manifestação universal, são chegados, e que, sendo os ministros de Deus e os agentes de sua vontade, sua missão é instruir e esclarecer os homens...”. Além disso, neste mesmo livro, o codificador esclarece a base da filosofia espírita: “Este livro... Foi escrito por ordem e sob o ditado dos Espíritos superiores para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, livre de preconceitos do espírito de sistema”. Vale ressaltar que esse livro foi o marco inicial do espiritismo, sendo a origem dos demais livros da codificação.
Todavia, há um motivo para que o espiritismo apresente sua parte filosófica. Assumindo que tudo que o espiritismo traz é universal, podemos concluir que há dentro de cada ser humano uma filosofia própria, ou seja, uma parcela dos aspectos emocionais, espirituais, físicos e mentais tem necessidade de ser direcionado por algo, o que pode ser chamado de filosofia de vida. Dessa forma, cada ser humano apresenta um modo particular de viver, uma vez que é um indivíduo consciente. Como Deus é também Filosofia, o próprio Universo apresenta um modo particular de viver, o que pode ser chamado de Filosofia Universal, regida pelo Amor e pela Razão.
O que a filosofia espírita busca, assim, é trazer ao ser humano a Filosofia Universal, aproximando o modo de vida individual ao modo de Vida do Universo. Em resumo, é o convite do Mundo Maior para que vivamos de acordo com os princípios do Amor e da Razão, que regem todo e qualquer ser vivo e não vivo, abandonando nossos interesses particulares. Desta forma, assemelha-se aos postulados socráticos e crísticos, não sendo senão um modelo mais detalhado da filosofia de Sócrates e, principalmente, de Jesus Cristo.
Por fim, com a parte filosófica do espiritismo, que orbita sobre a máxima de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como Eu os Amei”, temos a teoria sobre como devemos agir e o caminho íntimo pelo qual devemos percorrer se desejamos realmente ampliar nossa capacidade para além de nossa ignorância e maldade.
Fontes:
- O livro dos espíritos (Prolegômenos)
- O Evangelho Segundo o Espiritismo (Introdução, item IV)
Serão encontrados aqui versos e prosas de conteúdo também Espírita,além de psicografias, elaborados com respeito, sinceridade e Amor. Desejo contribuir, de alguma forma, para a realização de tarefas que todos nós temos perante os Desígnos de Deus.
domingo, 28 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
A Ciência do Espiritismo
Muitas pessoas crêem que o Espiritismo é apenas uma religião, algo como tantas outras manifestações do homem para com suas crenças e costumes. E está visão ganha peso com o apoio de grande parte do meio acadêmico, uma vez que a academia científica tem papel importantíssimo na formação do idealismo da sociedade ocidental.
Todavia, nós espíritas, temos a absoluta certeza de que a nossa Doutrina apresenta, como uma de suas vertentes, a ciência. Allan Kardec, exemplar figura humana, na codificação das obras básicas do espiritismo, nos diz em O Evangelho Segundo o Espiritismo:
“O Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual, e suas relações com o mundo corporal”. Em A Gênese, há a complementação: “Como meio de elaboração, o Espiritismo.... aplica o método experimental. Fatos de uma ordem nova se apresentam e não podem se explicar pelas leis conhecidas: observa-os, compara-os, analisa-os, e, dos efeitos remontando às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz suas conseqüências e procura as suas aplicações úteis.”
Todos os fenômenos espíritas disponíveis ao estudo na época de Kardec foram analisados e estudados a partir de princípios científicos, que, em essência, são divinos. A Ciência atual tornou-se cética e circunscrita em razão de sua má utilização por parte de seus adeptos, todavia, este fator é incapaz de alterar a sua natureza sagrada. Assim sendo, por que não o Espiritismo ser cientifico, uma vez que algumas manifestações de espíritos não tinham explicações na época de Kardec, e hoje têm, e tantas outras atuais que são desconhecidas? O que impede a razão humana de investigar aquilo que lhe circunda, visto que seu desejo é de ampliar o seu conhecimento e, conseqüentemente, tornar a sociedade humana mais justa e com mais qualidade de vida material e espiritual?
Allan Kardec, como exemplo de homem racional, investigou tais manifestações pelo método científico, compilando grande parte de seus conhecimentos no livro O Livro dos Médiuns. É nesse texto que estão as bases solidificadas da ciência espírita, destrinchada meticulosamente, desde o seu Método, de seu Sistema, até mesmo na identificação de possíveis embustes e fraudes medianímicas. Em síntese, é o guia do Espiritismo experimental, como está claro em seu segundo nome: Guia dos Médiuns e dos Evocadores.
Todavia, não podemos crer na finitude da nossa Doutrina, pensando que Kardec tudo fez e nós nada temos a fazer. Tal crença retira de nós a responsabilidade de atuarmos para o desenvolvimento do Espiritismo, ou seja, de aprofundarmos os aspectos da ciência espírita e, creio eu, de a expandirmos. De nossa parte, valem os estudos e a pesquisa cientifica baseados nos idéias do espiritismo. Se assim procedermos, com segurança conseguiremos trazer ao mundo material mais conhecimentos espirituais de planos mais sutis, porque, como diz Jesus, “De mim mesmo, eu nada posso fazer; é o Pai em mim que faz as obras”, ou seja, nosso trabalho é de servir algo maior e não os nossos interesses limitados.
Fontes:
- O livro dos médiuns
- O livro dos espíritos (Introdução; Conclusão)
- A Gênese (Caracteres da revelação espírita)
Todavia, nós espíritas, temos a absoluta certeza de que a nossa Doutrina apresenta, como uma de suas vertentes, a ciência. Allan Kardec, exemplar figura humana, na codificação das obras básicas do espiritismo, nos diz em O Evangelho Segundo o Espiritismo:
“O Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual, e suas relações com o mundo corporal”. Em A Gênese, há a complementação: “Como meio de elaboração, o Espiritismo.... aplica o método experimental. Fatos de uma ordem nova se apresentam e não podem se explicar pelas leis conhecidas: observa-os, compara-os, analisa-os, e, dos efeitos remontando às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz suas conseqüências e procura as suas aplicações úteis.”
Todos os fenômenos espíritas disponíveis ao estudo na época de Kardec foram analisados e estudados a partir de princípios científicos, que, em essência, são divinos. A Ciência atual tornou-se cética e circunscrita em razão de sua má utilização por parte de seus adeptos, todavia, este fator é incapaz de alterar a sua natureza sagrada. Assim sendo, por que não o Espiritismo ser cientifico, uma vez que algumas manifestações de espíritos não tinham explicações na época de Kardec, e hoje têm, e tantas outras atuais que são desconhecidas? O que impede a razão humana de investigar aquilo que lhe circunda, visto que seu desejo é de ampliar o seu conhecimento e, conseqüentemente, tornar a sociedade humana mais justa e com mais qualidade de vida material e espiritual?
Allan Kardec, como exemplo de homem racional, investigou tais manifestações pelo método científico, compilando grande parte de seus conhecimentos no livro O Livro dos Médiuns. É nesse texto que estão as bases solidificadas da ciência espírita, destrinchada meticulosamente, desde o seu Método, de seu Sistema, até mesmo na identificação de possíveis embustes e fraudes medianímicas. Em síntese, é o guia do Espiritismo experimental, como está claro em seu segundo nome: Guia dos Médiuns e dos Evocadores.
Todavia, não podemos crer na finitude da nossa Doutrina, pensando que Kardec tudo fez e nós nada temos a fazer. Tal crença retira de nós a responsabilidade de atuarmos para o desenvolvimento do Espiritismo, ou seja, de aprofundarmos os aspectos da ciência espírita e, creio eu, de a expandirmos. De nossa parte, valem os estudos e a pesquisa cientifica baseados nos idéias do espiritismo. Se assim procedermos, com segurança conseguiremos trazer ao mundo material mais conhecimentos espirituais de planos mais sutis, porque, como diz Jesus, “De mim mesmo, eu nada posso fazer; é o Pai em mim que faz as obras”, ou seja, nosso trabalho é de servir algo maior e não os nossos interesses limitados.
Fontes:
- O livro dos médiuns
- O livro dos espíritos (Introdução; Conclusão)
- A Gênese (Caracteres da revelação espírita)
sábado, 6 de março de 2010
Educação e Instrução
Tendo em vista o texto de Huberto Rohden (“Educação do homem integral”), clareou-se em minha mente o que é de responsabilidade da instrução e aquilo que cabe à educação, uma vez que o autor deixa nítido que: “A instrução tem por fim fornecer ao homem o conhecimento e uso dos objetos necessários para sua vida profissional. A educação”, ele diz, “tem por fim despertar e desenvolver no homem os valores da natureza humana”.
Pois bem, como a instrução permite que o ser humano atue profissionalmente, ela abrange o mundo material, físico e tangível, sendo natural do intelecto humano e, portanto, parte de seu ego. Já a educação, por se estruturar sobre princípios intrínsecos do homem, ou seja, seus valores, lapida o espírito. Rohden afirma, assim, que um homem pode ser extremamente inteligente, mas muito pouco educado. De outra forma, as habilidades mentais para atuação no mundo material não se associam ao que o espírito é realmente, o quanto de sua natureza divina está explicitada.
Está é a explicação para a frase de Einstein: “Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores, porque estes vêm de outra região”. Ao caminharmos na esfera da mente egóica do homem, apenas trilharemos a jornada da matéria, sem que alcancemos a esfera do espírito humano.
Porém, como conseguimos chegar nessa esfera espiritual? Rohden, assim como outros pensadores espiritualistas, diz-nos que o caminho dessa jornada está em nós, em nossa própria comunhão com o Pai, nos diferentes meios de experiências que temos, entre elas a meditação, a oração e, principalmente, a caridade, tal qual Paulo de Tarso ensina, “Ainda quando eu tivesse a linguagem dos anjos; quando eu tivesse o dom de profecia, e penetrasse todos os mistérios; quando eu tivesse toda fé possível até transportar as montanhas, se não tivesse caridade, eu nada seria”. O nosso real acesso ao Pai, portanto, é a caridade, o amor para com o próximo e para conosco mesmo, que deve permear todas as nossas atitudes, tais como a meditação e a oração, pois sem amor, trabalharíamos o ego, o intelecto, a instrução, não atingindo, assim, o mundo do espírito.
A educação, por sua vez, consegue divinizar o espírito, visto que eduz (“tira para fora”) aquilo que o ser humano é potencialmente (essência divina), por meio da caridade, da vivência harmônica entre o homem e todos os reinos. Jesus diz: “Vós sois deuses”. Não que somos como o Pai, mas O temos internamente, em potencial, e o papel da educação é justamente fazer com que o ser humano aprenda a manifestar a sua essência divina.
Assim, o ego é intelectualizável, instruindo-se com o mundo físico, mas não necessariamente torna o espírito melhor. Por outro lado, o espírito somente consegue se lapidar com a educação, ou seja, com a vivência com o Pai, que é, naturalmente, a relação homem-homem, homem-animal e homem-vegetal vivida com amor, com caridade. E isto, de fato, torna o ser humano melhor.
Fontes:
Huberto Rohden, “Educação do homem integral”
Allan Kardec, “O evangelho segundo o espiritismo” (Cap. XV)
Pois bem, como a instrução permite que o ser humano atue profissionalmente, ela abrange o mundo material, físico e tangível, sendo natural do intelecto humano e, portanto, parte de seu ego. Já a educação, por se estruturar sobre princípios intrínsecos do homem, ou seja, seus valores, lapida o espírito. Rohden afirma, assim, que um homem pode ser extremamente inteligente, mas muito pouco educado. De outra forma, as habilidades mentais para atuação no mundo material não se associam ao que o espírito é realmente, o quanto de sua natureza divina está explicitada.
Está é a explicação para a frase de Einstein: “Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores, porque estes vêm de outra região”. Ao caminharmos na esfera da mente egóica do homem, apenas trilharemos a jornada da matéria, sem que alcancemos a esfera do espírito humano.
Porém, como conseguimos chegar nessa esfera espiritual? Rohden, assim como outros pensadores espiritualistas, diz-nos que o caminho dessa jornada está em nós, em nossa própria comunhão com o Pai, nos diferentes meios de experiências que temos, entre elas a meditação, a oração e, principalmente, a caridade, tal qual Paulo de Tarso ensina, “Ainda quando eu tivesse a linguagem dos anjos; quando eu tivesse o dom de profecia, e penetrasse todos os mistérios; quando eu tivesse toda fé possível até transportar as montanhas, se não tivesse caridade, eu nada seria”. O nosso real acesso ao Pai, portanto, é a caridade, o amor para com o próximo e para conosco mesmo, que deve permear todas as nossas atitudes, tais como a meditação e a oração, pois sem amor, trabalharíamos o ego, o intelecto, a instrução, não atingindo, assim, o mundo do espírito.
A educação, por sua vez, consegue divinizar o espírito, visto que eduz (“tira para fora”) aquilo que o ser humano é potencialmente (essência divina), por meio da caridade, da vivência harmônica entre o homem e todos os reinos. Jesus diz: “Vós sois deuses”. Não que somos como o Pai, mas O temos internamente, em potencial, e o papel da educação é justamente fazer com que o ser humano aprenda a manifestar a sua essência divina.
Assim, o ego é intelectualizável, instruindo-se com o mundo físico, mas não necessariamente torna o espírito melhor. Por outro lado, o espírito somente consegue se lapidar com a educação, ou seja, com a vivência com o Pai, que é, naturalmente, a relação homem-homem, homem-animal e homem-vegetal vivida com amor, com caridade. E isto, de fato, torna o ser humano melhor.
Fontes:
Huberto Rohden, “Educação do homem integral”
Allan Kardec, “O evangelho segundo o espiritismo” (Cap. XV)
quinta-feira, 4 de março de 2010
Meu amigo
Caro amigo:
Apesar de você não estar aqui, sentado conosco,
Apesar de você já habitar o reino das fagulhas celestes,
Tenho certeza de que está mais vivo do que nós,
Pois que leve e livre anda e pensa,
E nós, escravos, caminhamos sobre a terra.
Apesar de não poder lhe ver,
Apesar de não poder lhe abraçar,
Eu lhe agradeço por, mesmo assim,
Ser tão bom tê-lo em pensamento!
Apesar de você não estar aqui, sentado conosco,
Apesar de você já habitar o reino das fagulhas celestes,
Tenho certeza de que está mais vivo do que nós,
Pois que leve e livre anda e pensa,
E nós, escravos, caminhamos sobre a terra.
Apesar de não poder lhe ver,
Apesar de não poder lhe abraçar,
Eu lhe agradeço por, mesmo assim,
Ser tão bom tê-lo em pensamento!
terça-feira, 2 de março de 2010
"Fim dos tempos"
Nos dias atuais, muito se tem dito que daqui a alguns anos o planeta Terra irá passar por um processo de regeneração (no ambiente espírita usa-se este termo), ou então, pelo “fim dos tempos” para algumas religiões, e como está escrito na Bíblia. Mas o que será este “fim”? Por que deverá ocorrer?
Na Bíblia, em especial no Apocalipse, há total predição desse período pelo qual passaremos, o “Juízo final”. João nos diz, em detalhes alegóricos, o processo da Regeneração. Jesus, por sua vez, afirma sobre a separação do "joio e do trigo”, a passagem pela “porta estreita” e também sobre aqueles que se sentarão “à direita e à esquerda do Pai”.
Pois bem, toda a linguagem figurada e as predições feitas referem-se a um processo evolutivo da Humanidade, planejado a imensurável tempo pelas Mentes Sublimes do Senhor, que, uma vez que os homens ainda se desregram e se distanciam das Leis, necessitar-se-á iniciar um novo período de existência na Terra, agora não mais predominante no Mal, mas sim no Bem.
O apóstolo Paulo nos diz: “... para que sejam condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas assentiram à iniquidade”, ou seja, todos aqueles espíritos que psiquicamente e espiritualmente ainda não reconheceram o Bem (a honestidade, a tolerância, o respeito, o amor, a caridade, entre outras virtudes) irão ser direcionados a outro planeta, primitivo e que se afina com tais vibrações. A Terra, por sua vez, irá vibracionalmente elevar-se, não mais comportando a negligência humana perante as responsabilidades espirituais, o que permitirá que mentes afins com o Pai convivam nela com outras mentes afins com o Pai, prevalecendo o Bem. Porém, ainda não haverá espíritos Bons, mas bem intencionados rumo às Esferas Superiores. São aqueles da “direita do Pai”, o “trigo” e os “poucos escolhidos”.
A razão desta alteração está na Lei do Progresso que impulsiona a todos a evolução de suas faculdades morais e intelectuais, visto que o Homem moderno se direciona ao precipício de suas paixões. A mudança, assim, segue de acordo com Planos Maiores que direcionam tanto o mundo físico quanto o mundo espiritual a estágios evolutivos. Desta forma, a Terra passará para um novo nível divino, abrigando espíritos mais bem intencionados e conscientes de sua posição universal.
Fontes:
- Mensagens do Astral, Ramatís;
- O livro dos espíritos, A. Kardec (Cap. VIII, livro III)
Na Bíblia, em especial no Apocalipse, há total predição desse período pelo qual passaremos, o “Juízo final”. João nos diz, em detalhes alegóricos, o processo da Regeneração. Jesus, por sua vez, afirma sobre a separação do "joio e do trigo”, a passagem pela “porta estreita” e também sobre aqueles que se sentarão “à direita e à esquerda do Pai”.
Pois bem, toda a linguagem figurada e as predições feitas referem-se a um processo evolutivo da Humanidade, planejado a imensurável tempo pelas Mentes Sublimes do Senhor, que, uma vez que os homens ainda se desregram e se distanciam das Leis, necessitar-se-á iniciar um novo período de existência na Terra, agora não mais predominante no Mal, mas sim no Bem.
O apóstolo Paulo nos diz: “... para que sejam condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas assentiram à iniquidade”, ou seja, todos aqueles espíritos que psiquicamente e espiritualmente ainda não reconheceram o Bem (a honestidade, a tolerância, o respeito, o amor, a caridade, entre outras virtudes) irão ser direcionados a outro planeta, primitivo e que se afina com tais vibrações. A Terra, por sua vez, irá vibracionalmente elevar-se, não mais comportando a negligência humana perante as responsabilidades espirituais, o que permitirá que mentes afins com o Pai convivam nela com outras mentes afins com o Pai, prevalecendo o Bem. Porém, ainda não haverá espíritos Bons, mas bem intencionados rumo às Esferas Superiores. São aqueles da “direita do Pai”, o “trigo” e os “poucos escolhidos”.
A razão desta alteração está na Lei do Progresso que impulsiona a todos a evolução de suas faculdades morais e intelectuais, visto que o Homem moderno se direciona ao precipício de suas paixões. A mudança, assim, segue de acordo com Planos Maiores que direcionam tanto o mundo físico quanto o mundo espiritual a estágios evolutivos. Desta forma, a Terra passará para um novo nível divino, abrigando espíritos mais bem intencionados e conscientes de sua posição universal.
Fontes:
- Mensagens do Astral, Ramatís;
- O livro dos espíritos, A. Kardec (Cap. VIII, livro III)
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