domingo, 17 de abril de 2011

Neblina

Na neblina de uma visão
Onde as paredes se fecham mais
E os muros rígidos desaparecem
Ninguém os vê, mas lá estão
São muitos tijolos, feitos rígidos
Na neblina ninguém os vê
São invisíveis

Diga a eles para continuar, se quiserem
Na neblina eles não podem ser vistos
Mas se um dia eu os ver
Cheio do tédio que me assume
Eu os perguntarei
Se um dia eles me viram
Pois que, hoje, também estou na neblina

Cidades

Nas cidades, onde os céus são enegrecidos
Parecidos que estão com a fumaça que os rodeia
São como o pó sobre pó, massa sobre massa
Sem água

Nas cidades os feijões sem crescimento
O arroz pequenino
As frutas desfloridas
Os canteiros sem brilho

O que resta numa cidade destas,
Numa noite enamorada por falsidade,
A mais do que ser mais falso
Na tentativa de querer ser algoa mais
Poder crescer e ser grande
Florecer e desabrochar
Ter brilho e luz

Numa cidade fria e sem vida