No capítulo 16 de “Os Missionários da Luz”, da série de André Luiz e Chico Xavier, o instrutor deste espírito, Alexandre, faz uma reflexão muito interessante, dotada de sabedoria e atualidade.
Ensina-nos Alexandre: “Quase todas as pessoas terrestres, que se valem de nossa cooperação, se sentem no direito de duvidar. É muito raro surgir um companheiro que se sinta com o dever de ajudar”.
Transpondo suas palavras a nossa sociedade atual e generalizando seu pensamento, quantos e quantos de nós reclamam pelos seus direitos: o de se alimentar bem, o de repousar o corpo e a mente, o do lazer, o de cidadania,o direito de cometer erros e de se enganar, entre tantos outros. Sim, sem dúvida nenhuma nós, na qualidade de seres humanos imperfeitos que somos e envoltos por um corpo material, podemos ansiar por nosso próprio bem-estar e pela melhoria de nossa qualidade de vida, mental, corporal e espiritual. Entretanto, assim como Alexandre diz, são raros aqueles que se atentam no posicionamento de seus Deveres morais acima de seus direitos mundanos.
No livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, em seu capítulo XVII “Sede Perfeitos”, o Espírito Lázaro discorre sobre o Dever moral e o classifica como uma obrigação, e quem o cumpre, demonstra seu Amor perante Deus, acima de tudo, e perante aos irmãos, acima do amor próprio.
A busca primordial e inadiável de nossos direitos, tantas vezes fonte de guerras, inimizades, ódio e raiva, são profundos reflexos de nossa inferioridade moral. O Dever de ser cristão eleva-nos, torna-nos mais capazes para a realização de obras divinas e nos possibilita maior aproveitamento da providencial encarnação presente. O Dever é, em resumo, a bússola de nossa vida, existente em nós mesmos. Os direitos são conseqüências de nossos atos, não finalidade.
Se prestarmos atenção em nosso cotidiano, perceberemos que algo nos incita ao cumprimento de determinadas atividades que sabemos serem benéficas, e que nos alerta sobre nossas práticas não sublimes. É o nosso íntimo se emancipando, essência divina em nós, que, uma vez natural de Deus, conhece todos os caminhos a serem traçados e que nos levam até Deus. É a Razão do ser humano, fonte de luz e sabedoria. Lázaro enfatiza que por sermos ainda susceptíveis às fraquezas humanas e aos vícios animais, ignoramos a nossa intuição, e, com isso, descumprimos com nosso Dever moral. Ambos estão unidos, sendo o Dever a materialização de nossa Razão.
O nosso sofrimento não terá fim se continuarmos exigindo direitos, mas descumprindo Deveres. Muitos exigem, muitos sofrem.
Serão encontrados aqui versos e prosas de conteúdo também Espírita,além de psicografias, elaborados com respeito, sinceridade e Amor. Desejo contribuir, de alguma forma, para a realização de tarefas que todos nós temos perante os Desígnos de Deus.
domingo, 19 de abril de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
Comentários - Francisco de Assis
Muito me impressiona esta oração, de estrutura simples e fácil, mas com profundo conhecimento moral e espiritual.
Francisco de Assis, com sua oração, evidencia toda a sua disponibilidade ao Senhor, a sua entrega total ao Pai e abdicação de si mesmo.
Como disse Jesus: "Não é possível servir a Deus e a Mamon", não é possível agir desta forma perante Deus sem desejar-se "morrer", perder o ego, se livrar de si mesmo, ser deus. Francisco de Assis não é mais Francisco de Assis. O homem italiano já não mais vive por si, mas por Deus, o que significa não ser mais do ego, ser servo de Jesus.
A oração, para mim, supera a humanidade e está níveis acima da Terra. Muitas vezes ainda penso que não sou digno de orá-la, pois quem sou eu para servir ao Cristo desta forma. Ou então, que estaria sendo arrogante em pensar em servir, com toda a esfera negativa que possuo.
Mas não, Jesus mesmo nos ensinou: "Vós sois deuses". Não seremos iguais a Deus, mas ser deus é ser Francisco de Assis, entregar-se ao Pai, findar com o ego e auxiliar os Irmãos de jornada.
Sugestão de leitura: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" Cap. XVI
Francisco de Assis, com sua oração, evidencia toda a sua disponibilidade ao Senhor, a sua entrega total ao Pai e abdicação de si mesmo.
Como disse Jesus: "Não é possível servir a Deus e a Mamon", não é possível agir desta forma perante Deus sem desejar-se "morrer", perder o ego, se livrar de si mesmo, ser deus. Francisco de Assis não é mais Francisco de Assis. O homem italiano já não mais vive por si, mas por Deus, o que significa não ser mais do ego, ser servo de Jesus.
A oração, para mim, supera a humanidade e está níveis acima da Terra. Muitas vezes ainda penso que não sou digno de orá-la, pois quem sou eu para servir ao Cristo desta forma. Ou então, que estaria sendo arrogante em pensar em servir, com toda a esfera negativa que possuo.
Mas não, Jesus mesmo nos ensinou: "Vós sois deuses". Não seremos iguais a Deus, mas ser deus é ser Francisco de Assis, entregar-se ao Pai, findar com o ego e auxiliar os Irmãos de jornada.
Sugestão de leitura: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" Cap. XVI
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