Na paisagem do luar
A meu olho se mostrou a Tua luz a brilhar;
Dentro do meu Ser
Como será essa Tua Aparência, que ao toque suave do alvorecer
Me ilumina como o sol no ápice?
Tu deves ser linda, uma flor madura
Pétalas a brilhar
Polén a espalhar o cheiro de Teu Espírito
Ah se o Pai me desse o dom de Te ver, como seria a mim esse prazer!
Esbanjaria de Alegria, louvaria de Felicidade
E estancaria a saudade que reina em meu Coração
Porém, nada devo reclamar e me voltar contra a Sua Ordem
Quem sou para Te contrariar?
Sublimes são Tuas Leis, Verdadeiro o Teu Amor
Como Teu escravo, a priori eu te sirvo antes de qualquer movimento
Ai de mim se assim não agir, nas trevas continuarei
Chorando dores e angústias, brotos de meu orgulho e vaidade
Mas irmã bromélia, lírio, jasmim, eu lhes rogo:
"- Brilha a mim, por misericórdia!"
Serão encontrados aqui versos e prosas de conteúdo também Espírita,além de psicografias, elaborados com respeito, sinceridade e Amor. Desejo contribuir, de alguma forma, para a realização de tarefas que todos nós temos perante os Desígnos de Deus.
terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Educação do ser humano (II)
A Ciência atual, de modo geral, se pauta na dissociação entre o subjetivo e o objetivo, ou seja, o pesquisador, na maioria das vezes, não pode deixar evidenciar o seu lado subjetivo, uma vez que a resolução de problemas, a formulação de teorias e a comprovação de hipóteses devem surgir da observação dos fatos. A subjetividade do pesquisador se concentra, então, no impulso pelo conhecimento, mas não no que ele assimila.
Desta forma, podemos perguntar novamente: como um fato externo a mim pode impulsionar uma criação educacional que se origina de minha intimidade subjetiva? (Vale ressaltar que a verdadeira educação nasce do interior do indivíduo, já que a “educação” não assimilada interiormente se torna obrigação, dever, imposição autoritária, sem questionamento; instrução).
C. G. Jung, psicólogo, por sua vez, nos traz o conceito de unus mundus: “tudo o que acontece, seja como for, acontece no mesmo único mundo e é parte deste”, o que no Espiritismo é denominado de Fluido Cósmico Universal (está no tudo que o espírito faz). A partir desse conceito, podemos entender a seguinte frase, da psicanalista M. L. Von Franz: “a psique e a matéria sejam um mesmo fenômeno observado respectivamente do interior e do exterior”. Portanto, todo o fato, em si mesmo, é derivado de uma lei da Natureza, ou seja, é um ato externo, objetivo, originado de uma subjetividade (interioridade, intimidade) da própria Natureza.
Assim, a Educação deveria ser pautada na pesquisa, se e somente se, toda pesquisa atribuísse importância maior à interioridade do fato e não unicamente, ou majoritariamente, na sua manifestação sensivelmente tangível, ou então, logicamente tangível, visto que a origem de todo fato é subjetiva (subjetividade da Natureza, divina). Poderíamos generalizar que todo processo educacional surge do exemplo daquele que educa, em qualquer método de educação. Ou seja, a partir de um conhecimento objetivo, o educador tem condições de recheá-lo com a sua subjetividade para então atingir a subjetividade de seu interlocutor, não apenas o instruindo, mas também o educando.
Para mim, por fim, Einstein está correto, já que o plano do fato analisado por ele é o plano objetivo, porém destituído de sua essência: o plano subjetivo. Torna-se necessário, então, conhecer e entender o caráter subjetivo dos fatos, para que então se assimile o valor divino existente nos mesmos.
Desta forma, podemos perguntar novamente: como um fato externo a mim pode impulsionar uma criação educacional que se origina de minha intimidade subjetiva? (Vale ressaltar que a verdadeira educação nasce do interior do indivíduo, já que a “educação” não assimilada interiormente se torna obrigação, dever, imposição autoritária, sem questionamento; instrução).
C. G. Jung, psicólogo, por sua vez, nos traz o conceito de unus mundus: “tudo o que acontece, seja como for, acontece no mesmo único mundo e é parte deste”, o que no Espiritismo é denominado de Fluido Cósmico Universal (está no tudo que o espírito faz). A partir desse conceito, podemos entender a seguinte frase, da psicanalista M. L. Von Franz: “a psique e a matéria sejam um mesmo fenômeno observado respectivamente do interior e do exterior”. Portanto, todo o fato, em si mesmo, é derivado de uma lei da Natureza, ou seja, é um ato externo, objetivo, originado de uma subjetividade (interioridade, intimidade) da própria Natureza.
Assim, a Educação deveria ser pautada na pesquisa, se e somente se, toda pesquisa atribuísse importância maior à interioridade do fato e não unicamente, ou majoritariamente, na sua manifestação sensivelmente tangível, ou então, logicamente tangível, visto que a origem de todo fato é subjetiva (subjetividade da Natureza, divina). Poderíamos generalizar que todo processo educacional surge do exemplo daquele que educa, em qualquer método de educação. Ou seja, a partir de um conhecimento objetivo, o educador tem condições de recheá-lo com a sua subjetividade para então atingir a subjetividade de seu interlocutor, não apenas o instruindo, mas também o educando.
Para mim, por fim, Einstein está correto, já que o plano do fato analisado por ele é o plano objetivo, porém destituído de sua essência: o plano subjetivo. Torna-se necessário, então, conhecer e entender o caráter subjetivo dos fatos, para que então se assimile o valor divino existente nos mesmos.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Educação do ser humano (I)
Já abordamos, anteriormente, a questão entre instrução e educação, de Rohden, explanando que a primeira se atenta às questões profissionai e a segunda na formação de valores humanos. Lembremos, então, da frase de Einstein: "Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores". Assim, para Einstein, pela instrução Rohden não há formação de valor humano.
Pois bem, estava eu um dia em um congresso sobre educação médica e lá estavam, em uma determinada manhâ, coordenadores do curso de medicina das principais universidades paulistas (Unicamp, USP, UNESP, UNIFESP). O interesse era de explanar o currículo da graduação médica e evidenciar pontos positivos da "educação" desses centros universitários. Foi consenso, neste debate, que o processo "educacional" ocorre a partir da pesquisa universitária, ou seja, o ato de se pesquisar cientificamente permite ao aluno não apenas formar melhor teórica e praticamente, mas também humanamente (com valores). Em uma apresentação estava escrito: "A pesquisa como educação".
Aí, então, iniciaram-se as reflexões: como posso aprender a ser um ser humano em qualquer profissão com a pesquisa? Posso ser educado pelo mundo dos fatos? Ao saber o funcionamento dessa ou daquela droga, ao medir o metabolismo de ratos, desvendar leis matemáticas, o método científico, ou então, concertrar-me em estudos históricos de povos antigos ou apreender a formação de uma sociedade, eu poderei ser um ser humano melhor? Ganharei, assim, valores?
Pois bem, estava eu um dia em um congresso sobre educação médica e lá estavam, em uma determinada manhâ, coordenadores do curso de medicina das principais universidades paulistas (Unicamp, USP, UNESP, UNIFESP). O interesse era de explanar o currículo da graduação médica e evidenciar pontos positivos da "educação" desses centros universitários. Foi consenso, neste debate, que o processo "educacional" ocorre a partir da pesquisa universitária, ou seja, o ato de se pesquisar cientificamente permite ao aluno não apenas formar melhor teórica e praticamente, mas também humanamente (com valores). Em uma apresentação estava escrito: "A pesquisa como educação".
Aí, então, iniciaram-se as reflexões: como posso aprender a ser um ser humano em qualquer profissão com a pesquisa? Posso ser educado pelo mundo dos fatos? Ao saber o funcionamento dessa ou daquela droga, ao medir o metabolismo de ratos, desvendar leis matemáticas, o método científico, ou então, concertrar-me em estudos históricos de povos antigos ou apreender a formação de uma sociedade, eu poderei ser um ser humano melhor? Ganharei, assim, valores?
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Nunca sozinha
Das mais altas montanhas
Das mais tênues luzes
Da mais irradiante energia
Não vejo nada, senão Deus...
Das escuras ruas
Das pedregosas clareiras
Das profundezas oceânicas
Não vejo nada, senão Deus...
Quero nadar, voar, correr
Ser, viver, sentir
Ver, sentir, ser
Ser, viver, sentir...
Com tudo o que posso
Com tudo o que vejo
Com tudo o que sinto
Não posso não viver; Ser...
Pela bactéria viva
Uma única célula
Em seu claustro
Nunca, porém, sozinha...
Das mais tênues luzes
Da mais irradiante energia
Não vejo nada, senão Deus...
Das escuras ruas
Das pedregosas clareiras
Das profundezas oceânicas
Não vejo nada, senão Deus...
Quero nadar, voar, correr
Ser, viver, sentir
Ver, sentir, ser
Ser, viver, sentir...
Com tudo o que posso
Com tudo o que vejo
Com tudo o que sinto
Não posso não viver; Ser...
Pela bactéria viva
Uma única célula
Em seu claustro
Nunca, porém, sozinha...
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