domingo, 6 de setembro de 2009

Comentários - "O juiz iníquo"

Essa passagem de Jesus nos ensina algo que nos parece muito lógico e sensato quando a lemos, mas que dificilmente teríamos tal pensamento antes de conhecê-la. Muito simples e didático, Jesus nos ensina que é a Fé a base realizadora das atividades do homem, sendo mediada pela real vontade para efetivá-las. Se nós, seres humanos, conseguimos realizações pela insistência diante de outros seres humanos, o que não crer que o Pai, divino Criador, nos oferte daquilo que realmente desejamos e necessitamos?

A Fé é a crença real em algo imaginário, que possibilita a materialização de desejos íntimos do espírito, convicto em si mesmo e na força divina que o rege. Ao atingir a Fé íntima, o espírito transcende seus medos e inseguranças e inicia um processo de ligação espiritual com as entidades que o circunda e que querem o seu bem. Convicto desse apoio e alimentado de boas vibrações, o espírito tem total capacidade de desenvolver as suas potencialidades espirituais.

Por que Deus rejeitaria um pedido, uma súplica ou uma oração de seus Filhos amados, que possuem em si o gérmen de Sua própria natureza? Deus não rejeita, nós é que necessitamos atingir a força essencial para a construção de nossos intuitos.

sábado, 5 de setembro de 2009

"O juiz iníquo"

Disse Jesus, em uma de suas histórias: “Vivia em uma cidade um juiz, que não temia a Deus nem respeitava homem algum. Havia na mesma cidade uma viúva, que foi ter com ele e lhe disse: Reivindico os meus direitos contra meu adversário! Negou-se ele a atendê-la por algum tempo. No fim de contas, porém, disse consigo mesmo: “Verdade é que não temo a Deus nem respeito homem algum; mas essa viúva tanto me importuna, que lhe farei justiça, para que não acabe por vir cá meter-me as unhas na cara”...

“Mas essa mulher tinha as suas armas: tenacidade e perseverança sem limites. Todo mundo temia o juiz - ela não! O medo nos outros era audácia nessa mulher.
Meses seguidos se dirigia a infeliz à casa do juiz; pedia, rogava, suplicava, e ele não a atendia.

Ela, porém, não sabia o que fosse desânimo, e por vezes eram tão veementes as suas palavras, tão expressivos os seus gestos, que o juiz receava um encontro desagradável com aquela mulher tão persistente.
Rendeu-se finalmente...”

E Deus não faria justiça a seus eleitos quando dia e noite clamarem a ele? Deixá-lo-ia esperar muito tempo? Digo-vos que bem depressa lhes fará justiça.
Pois, se até mesmo um juiz injusto resolve fazer justiça a quem lhe pede com perseverança, como deixaria o Deus da justiça e do amor de atender às súplicas de seus filhos?”.


Fonte: "Jesus Nazareno" - Huberto Rohden