Disse Jesus, em uma de suas histórias: “Vivia em uma cidade um juiz, que não temia a Deus nem respeitava homem algum. Havia na mesma cidade uma viúva, que foi ter com ele e lhe disse: Reivindico os meus direitos contra meu adversário! Negou-se ele a atendê-la por algum tempo. No fim de contas, porém, disse consigo mesmo: “Verdade é que não temo a Deus nem respeito homem algum; mas essa viúva tanto me importuna, que lhe farei justiça, para que não acabe por vir cá meter-me as unhas na cara”...
“Mas essa mulher tinha as suas armas: tenacidade e perseverança sem limites. Todo mundo temia o juiz - ela não! O medo nos outros era audácia nessa mulher.
Meses seguidos se dirigia a infeliz à casa do juiz; pedia, rogava, suplicava, e ele não a atendia.
Ela, porém, não sabia o que fosse desânimo, e por vezes eram tão veementes as suas palavras, tão expressivos os seus gestos, que o juiz receava um encontro desagradável com aquela mulher tão persistente.
Rendeu-se finalmente...”
E Deus não faria justiça a seus eleitos quando dia e noite clamarem a ele? Deixá-lo-ia esperar muito tempo? Digo-vos que bem depressa lhes fará justiça.
Pois, se até mesmo um juiz injusto resolve fazer justiça a quem lhe pede com perseverança, como deixaria o Deus da justiça e do amor de atender às súplicas de seus filhos?”.
Fonte: "Jesus Nazareno" - Huberto Rohden
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