Em nosso cotidiano, muito se atenta ao tempo e o ser humano parece domesticado a obedecê-lo para realizar as suas atividades. Porém, se refletirmos mais profundamente, veremos que o tempo é um adicional em nossa vida, ou seja, uma ferramenta a mais na condição saudável de se viver e não um “sugador” de energias.
Ao concordarmos com o pensamento de que o tempo é uma dimensão, assim como a horizontalidade, a verticalidade e a profundidade, temos que o tempo é existente em nosso mundo e por isso atuante em nós, independente e constantemente. Todavia, ao mesmo tempo, essa idéia nos liberta da existência do tempo em nós mesmos, como seres humanos, pois que não somos também o tempo; ele não está em nós; não somos seres temporais, justamente porque o mesmo tem existência própria, é uma dimensão. E desta forma, há influência, e não similitude, do tempo enquanto estivermos em seu “interior”, com mais intensidade quanto maior forem as suas interdigitações conosco homens.
Por sua vez, grandes mestres nos ensinam sobre a atemporalidade. Muitos homens tiveram e ainda tem experiências atemporais, nas quais a dimensão tempo parece ter sido ultrapassada por sintonias mentais/espirituais maiores. Estes indivíduos, porém, mesmo com essa bagagem extra-tempo, continuam a viver sobre a influência da dimensão tempo, embora de um modo mais sutil, pois que ainda são seres humanos (senão o que seriam?). E é aqui que apresentamos algo muito interessante.
O contato com a atemporalidade na dimensão tempo parece clarear o ser humano a observar o tempo das coisas, o qual não parece estar cronometrado ou quantizado, mas sim percebido. É como se o homem alcançasse sintonia com a harmonia da natureza dos fatos que o cercam, que possuem uma “duração” própria, infindável até que se acabe, sentida e observada pelo “homem atemporalizado” no plano temporal. Não mais pressa ou atrasos, ansiedade ou passividade; há somente harmonia, sintonia com o tempo das coisas, nas “etapas” de início, prolongamento e extinção dos fatos. Neste sentido, as energias humanas não são mais “roubadas pelo tempo”; ao contrário, a própria sintonia harmônica com o tempo das coisas permite-nos absorver as boas energias, e repulsar as más, criadas pelos fatos que nos cercam.
Conseguindo, pois, a experiência atemporal, temos condições de enxergar além da dimensão tempo que nos permeia, inevitavelmente, fato que possibilita mais facilmente a leitura do tempo das coisas. Uma vez nos harmonizando com os fatos que nos cercam, paramos de gastar desnecessariamente nossa energia e aprendemos a selecionar vibrações que nos fazem bem daquelas que nos fazem mal.
Serão encontrados aqui versos e prosas de conteúdo também Espírita,além de psicografias, elaborados com respeito, sinceridade e Amor. Desejo contribuir, de alguma forma, para a realização de tarefas que todos nós temos perante os Desígnos de Deus.
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quinta-feira, 23 de junho de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
O homem e o ambiente
Um pensamento que muito me intriga foi e ainda é fonte de muitas reflexões por diferentes profissionais e pensadores ao longo dos tempos: qual o nível de influência que o ambiente causa no modo como o homem age?
A princípio, muitos dirão, de acordo com distintas linhas filosóficas e sociais, que o ambiente molda, definitivamente, o caráter das pessoas que o compõe. Essa força ambiental estrutura, nesta linha, o modo como a pessoa se relaciona consigo mesma e com os outros, o modelo mental do qual se utiliza, além de gostos e cultura.
Quando analisamos apenas uma vida, faz muito sentido pensarmos desta forma em razão do esquecimento que temos de vivências passadas, uma vez que abrimos nossa mente e espírito para novas experiências, aqui existentes na Terra,o que de fato auxilia no aprendizado do encarnado. De modo mais amplo, por outro lado, sabendo que o espírito nasce simples e ignorante, como é que ele iria aprender a vivenciar suas potencialidades se o ambiente não o “construísse”? Pode-se deduzir, então, que, ao longo de inúmeras vidas, até certo ponto embrionárias, o homem seria um fruto do ambiente que o molda, nas diferentes atividades que realizou.
Mas penso que a partir de certo instante da vida evolutiva do espírito, de um momento que é aceso algo interno, o que desconheço, o espírito deixa de ser um produto do ambiente ao qual está inserido, e passa a agir de modo ativo, sendo o ambiente mero cenário de sua postura, como se direcionasse apenas o modo da postura, e não a própria postura. De outro modo, o espírito possuiria uma estrutura íntima suficientemente sólida para realizar qualquer coisa, dentro de qualquer ambiente. Com este pensamento, o homem, novamente a partir de certo nível, exerceria ao máximo o seu livre arbítrio, manifestando aquilo que realmente pensa e sente, independente de questões externas.
Em suma, parece-me que o homem necessita, a priori, do ambiente, uma vez que a potencialidade inicial de seu processo evolutivo somente se manifesta por estímulos externos. Todavia, quando armazena certa bagagem espiritual, o ambiente deixa de ser fator limitante, e o homem age por estímulos internos, conectados a sua essência.
A princípio, muitos dirão, de acordo com distintas linhas filosóficas e sociais, que o ambiente molda, definitivamente, o caráter das pessoas que o compõe. Essa força ambiental estrutura, nesta linha, o modo como a pessoa se relaciona consigo mesma e com os outros, o modelo mental do qual se utiliza, além de gostos e cultura.
Quando analisamos apenas uma vida, faz muito sentido pensarmos desta forma em razão do esquecimento que temos de vivências passadas, uma vez que abrimos nossa mente e espírito para novas experiências, aqui existentes na Terra,o que de fato auxilia no aprendizado do encarnado. De modo mais amplo, por outro lado, sabendo que o espírito nasce simples e ignorante, como é que ele iria aprender a vivenciar suas potencialidades se o ambiente não o “construísse”? Pode-se deduzir, então, que, ao longo de inúmeras vidas, até certo ponto embrionárias, o homem seria um fruto do ambiente que o molda, nas diferentes atividades que realizou.
Mas penso que a partir de certo instante da vida evolutiva do espírito, de um momento que é aceso algo interno, o que desconheço, o espírito deixa de ser um produto do ambiente ao qual está inserido, e passa a agir de modo ativo, sendo o ambiente mero cenário de sua postura, como se direcionasse apenas o modo da postura, e não a própria postura. De outro modo, o espírito possuiria uma estrutura íntima suficientemente sólida para realizar qualquer coisa, dentro de qualquer ambiente. Com este pensamento, o homem, novamente a partir de certo nível, exerceria ao máximo o seu livre arbítrio, manifestando aquilo que realmente pensa e sente, independente de questões externas.
Em suma, parece-me que o homem necessita, a priori, do ambiente, uma vez que a potencialidade inicial de seu processo evolutivo somente se manifesta por estímulos externos. Todavia, quando armazena certa bagagem espiritual, o ambiente deixa de ser fator limitante, e o homem age por estímulos internos, conectados a sua essência.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Unicidade e diversidade
Uma questão que há certo tempo me faz pensar e refletir é especificamente esta: Se o ser humano apresenta tanta variação entre si, seja em vertentes externas, como cultura, aspectos físicos, linguagem, entre outras, seja em âmbitos internos, tais como mente, emoções e desejos, por que há, dentro do ensinamento cristão, ou melhor, de Jesus Cristo, linhas únicas e diretas que indicam a um caminho único ao ser que deseja ser feliz?
Aparentemente, essa questão é fácil de ser respondida, tendo em vista a origem comum de todo ser humano. Neste sentido, cada indivíduo, independentemente de suas características internas e externas, proveio da Natureza divina, e portanto, em essência é igual a todas as demais criaturas, e por isso a mensagem serve a todos. Todavia, ao aprofundarmos o raciocínio, perceberemos que há aqui um ponto chave a todos nós e que pode gerar dúvidas e distúrbios interpretativos.
Cada indivíduo apresenta um microcosmo único, seu, e por isso, tem impulsos e melhorias a realizar diferentes, ou melhor, únicas, uma vez que um microcosmo jamais é igual a outro, pois que de outro modo, Deus seria repetitivo em sua criação. Imaginemos, assim, bilhões de microcosmos distintos, pulsando em diferentes frequências e exigindo processos mil. Será que uma única mensagem pode abranger o momento de cada um desses seres, exatamente naquilo que lhes está impedindo o desenvolvimento?
A resposta é positiva. Mas a sua consequência nos leva a crer que cada microcosmo irá se desenvolver em seu próprio caminho, percorrendo a sua própria estrutura de ser, obedecendo, porém, a um mesmo princípio, a uma mesma mensagem. Ou seja, cada criatura divina jamais sofrerá dissolução de sua estrutura íntima por ser guiada pela mesma linha que todas as outras criaturas também serão. Assim, a mensagem do Cristo, em hipótese alguma, torna-nos indiferenciados; pelo contrário, ela fundamenta, molda e dá suporte ao desenvolvimento de nossas próprias características, existentes unicamente em nosso complexo foro individualizado. Caso assim não o fosse, o nosso futuro seria idêntico ao de todas as demais criaturas de caminho evolutivo, com o mesmo “cume” espiritual, o que logicamente contradiz a Grandeza Divina.
Por fim, em resumo, cada ser humano cresce de acordo com si mesmo e se tornará, em seus sucessivos períodos futuros, um ser cada vez mais individualizado, ou seja, mais único. Porém, para que isso ocorra, é essencial a assimilação de princípios gerais, válidos a todos, pois que são o fundamento de toda e qualquer obra individual e coletiva (assumindo-se que a obra coletiva é realizada por indivíduos dispostos a unir ideais).
Aparentemente, essa questão é fácil de ser respondida, tendo em vista a origem comum de todo ser humano. Neste sentido, cada indivíduo, independentemente de suas características internas e externas, proveio da Natureza divina, e portanto, em essência é igual a todas as demais criaturas, e por isso a mensagem serve a todos. Todavia, ao aprofundarmos o raciocínio, perceberemos que há aqui um ponto chave a todos nós e que pode gerar dúvidas e distúrbios interpretativos.
Cada indivíduo apresenta um microcosmo único, seu, e por isso, tem impulsos e melhorias a realizar diferentes, ou melhor, únicas, uma vez que um microcosmo jamais é igual a outro, pois que de outro modo, Deus seria repetitivo em sua criação. Imaginemos, assim, bilhões de microcosmos distintos, pulsando em diferentes frequências e exigindo processos mil. Será que uma única mensagem pode abranger o momento de cada um desses seres, exatamente naquilo que lhes está impedindo o desenvolvimento?
A resposta é positiva. Mas a sua consequência nos leva a crer que cada microcosmo irá se desenvolver em seu próprio caminho, percorrendo a sua própria estrutura de ser, obedecendo, porém, a um mesmo princípio, a uma mesma mensagem. Ou seja, cada criatura divina jamais sofrerá dissolução de sua estrutura íntima por ser guiada pela mesma linha que todas as outras criaturas também serão. Assim, a mensagem do Cristo, em hipótese alguma, torna-nos indiferenciados; pelo contrário, ela fundamenta, molda e dá suporte ao desenvolvimento de nossas próprias características, existentes unicamente em nosso complexo foro individualizado. Caso assim não o fosse, o nosso futuro seria idêntico ao de todas as demais criaturas de caminho evolutivo, com o mesmo “cume” espiritual, o que logicamente contradiz a Grandeza Divina.
Por fim, em resumo, cada ser humano cresce de acordo com si mesmo e se tornará, em seus sucessivos períodos futuros, um ser cada vez mais individualizado, ou seja, mais único. Porém, para que isso ocorra, é essencial a assimilação de princípios gerais, válidos a todos, pois que são o fundamento de toda e qualquer obra individual e coletiva (assumindo-se que a obra coletiva é realizada por indivíduos dispostos a unir ideais).
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Homeopatia e Espiritismo
Um fato que, já há algum tempo, chamou a minha atenção relaciona os princípios ativos e filosóficos da Homeopatia com os ensinamentos conquistados pela Doutrina Espírita, no que tange a cura, momentânea ou durável, do paciente. Explanarei sobre ambas, a seguir, de modo bem superficial, e posteriormente evidenciarei minha incógnita.
De modo geral, a Homeopatia vê a doença como uma alteração da energia vital do indivíduo, ou seja, um fator, ou a somatória de fatores, provoca, de acordo com a resposta do paciente, um desequilíbrio dessa energia, o qual inicia o processo de doença. Além disso, indica que há três diferentes “personalidades humanas”, existente cada uma desde o momento da união de gametas: psora, psicose e syfilis, sendo que cada uma tem uma característica peculiar de posicionamento perante a vida. Por exemplo: uma pessoa é geralmente psora, mas pode, em determinadas ocasiões, manifestar seu lado psicose. Desta forma, o remédio homeopático altera a energia do paciente, permitindo o seu fluxo normal e saudável, potencializando ou alterando as “personalidades humanas”, de acordo com o que é necessário para o indivíduo em determinado período ou momento da vida.
Por outro lado, o Espiritismo nos clareia sobre a existência do espírito encarnado, que possui um pensamento seu, uma experiência própria e que vive em um corpo com a finalidade de se adaptar no mundo material. Em adição, por se acoplar em um corpo material, esse espírito não se manifesta por completo, ou seja, toda a sua capacidade é limitada a certas particularidades tidas como essenciais para a vida material presente, por meio de estruturas corporais suas. (Comandadas por seu código genético). Vale ressaltar, ainda, sobre o perispírito, que é um “molde” semi-material, ou material menos denso que o corpo, do espírito, e por isso reflete todas as qualidades do mesmo (boas ou más), não manifestas em sua totalidade na vida analisada. O perispírito, por fim, é essencial para a vida do espírito no corpo material.
Chegamos, agora, na incompreensão minha. Se o remédio homeopático consegue alterar a personalidade do homem, será que 1) ele altera a estrutura perispiritual do indivíduo, permitindo que sejam manifestadas potencialidades do próprio espírito até aquele momento impedidas de serem manifestadas?; 2) atua no código genético (ver epigenética), possibilitando minuciosas alterações do soma as quais permitiriam as manifestações existentes no perispírito?; 3) altera a estrutura psicológica do indivíduo? (com a necessidade, aqui, de se avaliar qual é a natureza da psique humana (material, mistura entre matéria e perispírito, existente somente com a encarnação, ou propriedade intrínseca do espírito)); 4) age somente nos órgãos físicos, permitindo sua reabilitação?
De qualquer maneira, é fato que a Homeopatia possui aproximação visível com a Doutrina espírita, seja nesta questão abordada, seja em outras muitas não analisadas ou desconhecidas por mim. Porém, a questão aqui colocada é de suma importância, uma vez que anseia desvendar os mecanismos de ação dos medicamentos homeopáticos, ainda desconhecidos.
De modo geral, a Homeopatia vê a doença como uma alteração da energia vital do indivíduo, ou seja, um fator, ou a somatória de fatores, provoca, de acordo com a resposta do paciente, um desequilíbrio dessa energia, o qual inicia o processo de doença. Além disso, indica que há três diferentes “personalidades humanas”, existente cada uma desde o momento da união de gametas: psora, psicose e syfilis, sendo que cada uma tem uma característica peculiar de posicionamento perante a vida. Por exemplo: uma pessoa é geralmente psora, mas pode, em determinadas ocasiões, manifestar seu lado psicose. Desta forma, o remédio homeopático altera a energia do paciente, permitindo o seu fluxo normal e saudável, potencializando ou alterando as “personalidades humanas”, de acordo com o que é necessário para o indivíduo em determinado período ou momento da vida.
Por outro lado, o Espiritismo nos clareia sobre a existência do espírito encarnado, que possui um pensamento seu, uma experiência própria e que vive em um corpo com a finalidade de se adaptar no mundo material. Em adição, por se acoplar em um corpo material, esse espírito não se manifesta por completo, ou seja, toda a sua capacidade é limitada a certas particularidades tidas como essenciais para a vida material presente, por meio de estruturas corporais suas. (Comandadas por seu código genético). Vale ressaltar, ainda, sobre o perispírito, que é um “molde” semi-material, ou material menos denso que o corpo, do espírito, e por isso reflete todas as qualidades do mesmo (boas ou más), não manifestas em sua totalidade na vida analisada. O perispírito, por fim, é essencial para a vida do espírito no corpo material.
Chegamos, agora, na incompreensão minha. Se o remédio homeopático consegue alterar a personalidade do homem, será que 1) ele altera a estrutura perispiritual do indivíduo, permitindo que sejam manifestadas potencialidades do próprio espírito até aquele momento impedidas de serem manifestadas?; 2) atua no código genético (ver epigenética), possibilitando minuciosas alterações do soma as quais permitiriam as manifestações existentes no perispírito?; 3) altera a estrutura psicológica do indivíduo? (com a necessidade, aqui, de se avaliar qual é a natureza da psique humana (material, mistura entre matéria e perispírito, existente somente com a encarnação, ou propriedade intrínseca do espírito)); 4) age somente nos órgãos físicos, permitindo sua reabilitação?
De qualquer maneira, é fato que a Homeopatia possui aproximação visível com a Doutrina espírita, seja nesta questão abordada, seja em outras muitas não analisadas ou desconhecidas por mim. Porém, a questão aqui colocada é de suma importância, uma vez que anseia desvendar os mecanismos de ação dos medicamentos homeopáticos, ainda desconhecidos.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Educação do ser humano (II)
A Ciência atual, de modo geral, se pauta na dissociação entre o subjetivo e o objetivo, ou seja, o pesquisador, na maioria das vezes, não pode deixar evidenciar o seu lado subjetivo, uma vez que a resolução de problemas, a formulação de teorias e a comprovação de hipóteses devem surgir da observação dos fatos. A subjetividade do pesquisador se concentra, então, no impulso pelo conhecimento, mas não no que ele assimila.
Desta forma, podemos perguntar novamente: como um fato externo a mim pode impulsionar uma criação educacional que se origina de minha intimidade subjetiva? (Vale ressaltar que a verdadeira educação nasce do interior do indivíduo, já que a “educação” não assimilada interiormente se torna obrigação, dever, imposição autoritária, sem questionamento; instrução).
C. G. Jung, psicólogo, por sua vez, nos traz o conceito de unus mundus: “tudo o que acontece, seja como for, acontece no mesmo único mundo e é parte deste”, o que no Espiritismo é denominado de Fluido Cósmico Universal (está no tudo que o espírito faz). A partir desse conceito, podemos entender a seguinte frase, da psicanalista M. L. Von Franz: “a psique e a matéria sejam um mesmo fenômeno observado respectivamente do interior e do exterior”. Portanto, todo o fato, em si mesmo, é derivado de uma lei da Natureza, ou seja, é um ato externo, objetivo, originado de uma subjetividade (interioridade, intimidade) da própria Natureza.
Assim, a Educação deveria ser pautada na pesquisa, se e somente se, toda pesquisa atribuísse importância maior à interioridade do fato e não unicamente, ou majoritariamente, na sua manifestação sensivelmente tangível, ou então, logicamente tangível, visto que a origem de todo fato é subjetiva (subjetividade da Natureza, divina). Poderíamos generalizar que todo processo educacional surge do exemplo daquele que educa, em qualquer método de educação. Ou seja, a partir de um conhecimento objetivo, o educador tem condições de recheá-lo com a sua subjetividade para então atingir a subjetividade de seu interlocutor, não apenas o instruindo, mas também o educando.
Para mim, por fim, Einstein está correto, já que o plano do fato analisado por ele é o plano objetivo, porém destituído de sua essência: o plano subjetivo. Torna-se necessário, então, conhecer e entender o caráter subjetivo dos fatos, para que então se assimile o valor divino existente nos mesmos.
Desta forma, podemos perguntar novamente: como um fato externo a mim pode impulsionar uma criação educacional que se origina de minha intimidade subjetiva? (Vale ressaltar que a verdadeira educação nasce do interior do indivíduo, já que a “educação” não assimilada interiormente se torna obrigação, dever, imposição autoritária, sem questionamento; instrução).
C. G. Jung, psicólogo, por sua vez, nos traz o conceito de unus mundus: “tudo o que acontece, seja como for, acontece no mesmo único mundo e é parte deste”, o que no Espiritismo é denominado de Fluido Cósmico Universal (está no tudo que o espírito faz). A partir desse conceito, podemos entender a seguinte frase, da psicanalista M. L. Von Franz: “a psique e a matéria sejam um mesmo fenômeno observado respectivamente do interior e do exterior”. Portanto, todo o fato, em si mesmo, é derivado de uma lei da Natureza, ou seja, é um ato externo, objetivo, originado de uma subjetividade (interioridade, intimidade) da própria Natureza.
Assim, a Educação deveria ser pautada na pesquisa, se e somente se, toda pesquisa atribuísse importância maior à interioridade do fato e não unicamente, ou majoritariamente, na sua manifestação sensivelmente tangível, ou então, logicamente tangível, visto que a origem de todo fato é subjetiva (subjetividade da Natureza, divina). Poderíamos generalizar que todo processo educacional surge do exemplo daquele que educa, em qualquer método de educação. Ou seja, a partir de um conhecimento objetivo, o educador tem condições de recheá-lo com a sua subjetividade para então atingir a subjetividade de seu interlocutor, não apenas o instruindo, mas também o educando.
Para mim, por fim, Einstein está correto, já que o plano do fato analisado por ele é o plano objetivo, porém destituído de sua essência: o plano subjetivo. Torna-se necessário, então, conhecer e entender o caráter subjetivo dos fatos, para que então se assimile o valor divino existente nos mesmos.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Educação do ser humano (I)
Já abordamos, anteriormente, a questão entre instrução e educação, de Rohden, explanando que a primeira se atenta às questões profissionai e a segunda na formação de valores humanos. Lembremos, então, da frase de Einstein: "Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores". Assim, para Einstein, pela instrução Rohden não há formação de valor humano.
Pois bem, estava eu um dia em um congresso sobre educação médica e lá estavam, em uma determinada manhâ, coordenadores do curso de medicina das principais universidades paulistas (Unicamp, USP, UNESP, UNIFESP). O interesse era de explanar o currículo da graduação médica e evidenciar pontos positivos da "educação" desses centros universitários. Foi consenso, neste debate, que o processo "educacional" ocorre a partir da pesquisa universitária, ou seja, o ato de se pesquisar cientificamente permite ao aluno não apenas formar melhor teórica e praticamente, mas também humanamente (com valores). Em uma apresentação estava escrito: "A pesquisa como educação".
Aí, então, iniciaram-se as reflexões: como posso aprender a ser um ser humano em qualquer profissão com a pesquisa? Posso ser educado pelo mundo dos fatos? Ao saber o funcionamento dessa ou daquela droga, ao medir o metabolismo de ratos, desvendar leis matemáticas, o método científico, ou então, concertrar-me em estudos históricos de povos antigos ou apreender a formação de uma sociedade, eu poderei ser um ser humano melhor? Ganharei, assim, valores?
Pois bem, estava eu um dia em um congresso sobre educação médica e lá estavam, em uma determinada manhâ, coordenadores do curso de medicina das principais universidades paulistas (Unicamp, USP, UNESP, UNIFESP). O interesse era de explanar o currículo da graduação médica e evidenciar pontos positivos da "educação" desses centros universitários. Foi consenso, neste debate, que o processo "educacional" ocorre a partir da pesquisa universitária, ou seja, o ato de se pesquisar cientificamente permite ao aluno não apenas formar melhor teórica e praticamente, mas também humanamente (com valores). Em uma apresentação estava escrito: "A pesquisa como educação".
Aí, então, iniciaram-se as reflexões: como posso aprender a ser um ser humano em qualquer profissão com a pesquisa? Posso ser educado pelo mundo dos fatos? Ao saber o funcionamento dessa ou daquela droga, ao medir o metabolismo de ratos, desvendar leis matemáticas, o método científico, ou então, concertrar-me em estudos históricos de povos antigos ou apreender a formação de uma sociedade, eu poderei ser um ser humano melhor? Ganharei, assim, valores?
domingo, 30 de maio de 2010
O egoísmo
Tal é o egoísmo a maior das maiores chagas do espírito humano terreno, fundadora das demais e causadora de diversos sofrimentos ao homem individual e social. Desta forma, muito se fala no Espiritismo que deve ser expurgado afim da elevação espiritual humana. Todavia, o que é o egoísmo e por que ele nos faz mal?
Huberto Rohden nos diz que ego significa persona em latim, que por sua vez quer dizer máscara (per + sonare = falar através), útil ao indivíduo que necessita se expressar. Assim sendo, o espírito (indivíduo) apresenta uma máscara na qual vive determinada realidade, que para Rohden é mental-físico-emocional; a realidade periférica do ego. Uma vez que o espírito fora criado por Deus simples e ignorante, potencialmente e essencialmente divino (o Eu divino central), aprendeu ao longo da sua evolução a ser egoísta, a se personalizar e a viver a realidade mental-física-emocional, essencialmente material.
Se observarmos a realidade terrena, perceberemos que os demais seres vivos vivem incessantemente a vida egoísta, pautada em seu instinto materialista. E nós, como espíritos, possivelmente adquirimos tal persona principalmente na vida animal, quando nela estagiamos há algum tempo. Porém, quando adentramos ao mundo hominal, do ser humano racional e livre, percebemos que aquilo que nos manteve até então não nos faz bem por dificultar nossa relação com o outro, com a sociedade e com Deus (o ego é essencialmente individualista e narcisista). É quando a consciência espiritual desperta e deseja a ascensão divina, incompatível com desejos particulares, individualistas, materialistas. Como a persona não se comunica com o Eu-divino (mas ele sim se comunica com ela), acredita ser única e sozinha, por isso tenta se defender de tudo e de todos.
Conforme ensino dos espíritos, nós seres humanos, então conscientes, devemos nos libertar do jugo material que nos mantém na realidade física do ego. E o melhor caminho para esta reformulação é a Caridade (o devotamento sincero e amoroso para com o próximo). É interessante o poder que o próximo tem para a atrofia de nosso egoísmo, uma vez que ao servirmos ao próximo nos esquecemos de nós mesmos, o que representa o total abandono de um desejo de nosso próprio bem-estar. Servir ao próximo é, assim, a chave da consciência espiritual para desarticular a estrutura da persona, numa auto-redenção de desvinculação material e ascensão espiritual.
Essa auto-redenção, ou ascese espiritual, seria, portanto, transformar a nossa parte mental em uma razão espiritual; nossa ânsia pelo bem-estar físico pela harmonia espiritual em um corpo físico; e nossa parte emocional em profundo amor e respeito pela Vida, porque assim cultivaremos valores espirituais em detrimento da manutenção de impulsos do ego. Pode-se afirmar, assim, que com o ego superior ao Eu-divino, o Reino de Deus não nos estará acessível, uma vez que o primitivismo no ser humano não conseguirá acessá-lo. Somente pelo Eu-divino temos acesso a Deus, visto que é o próprio Pai dentro de nós.
Por fim, pode-se entender a essência da fala de Jesus: “Já não sou eu quem faz as obras, mas o Pai que vive em mim”, ou seja, o ego já não comanda as suas ações, já que o Pai, a essência divina existente em cada indivíduo, está se manifestando intensamente, utilizando o ego como utensílio, mas impulsionada pelo Amor divino.
Fonte:
- "O Livro dos Espíritos" (916 e 917)
- "O Evangelho Segundo o Espiritismo" ( Cap. XI)
- "Educação do Homem integral" ( H. Rohden)
- "Novos Rumos para a Educação" (H. Rohden)
Huberto Rohden nos diz que ego significa persona em latim, que por sua vez quer dizer máscara (per + sonare = falar através), útil ao indivíduo que necessita se expressar. Assim sendo, o espírito (indivíduo) apresenta uma máscara na qual vive determinada realidade, que para Rohden é mental-físico-emocional; a realidade periférica do ego. Uma vez que o espírito fora criado por Deus simples e ignorante, potencialmente e essencialmente divino (o Eu divino central), aprendeu ao longo da sua evolução a ser egoísta, a se personalizar e a viver a realidade mental-física-emocional, essencialmente material.
Se observarmos a realidade terrena, perceberemos que os demais seres vivos vivem incessantemente a vida egoísta, pautada em seu instinto materialista. E nós, como espíritos, possivelmente adquirimos tal persona principalmente na vida animal, quando nela estagiamos há algum tempo. Porém, quando adentramos ao mundo hominal, do ser humano racional e livre, percebemos que aquilo que nos manteve até então não nos faz bem por dificultar nossa relação com o outro, com a sociedade e com Deus (o ego é essencialmente individualista e narcisista). É quando a consciência espiritual desperta e deseja a ascensão divina, incompatível com desejos particulares, individualistas, materialistas. Como a persona não se comunica com o Eu-divino (mas ele sim se comunica com ela), acredita ser única e sozinha, por isso tenta se defender de tudo e de todos.
Conforme ensino dos espíritos, nós seres humanos, então conscientes, devemos nos libertar do jugo material que nos mantém na realidade física do ego. E o melhor caminho para esta reformulação é a Caridade (o devotamento sincero e amoroso para com o próximo). É interessante o poder que o próximo tem para a atrofia de nosso egoísmo, uma vez que ao servirmos ao próximo nos esquecemos de nós mesmos, o que representa o total abandono de um desejo de nosso próprio bem-estar. Servir ao próximo é, assim, a chave da consciência espiritual para desarticular a estrutura da persona, numa auto-redenção de desvinculação material e ascensão espiritual.
Essa auto-redenção, ou ascese espiritual, seria, portanto, transformar a nossa parte mental em uma razão espiritual; nossa ânsia pelo bem-estar físico pela harmonia espiritual em um corpo físico; e nossa parte emocional em profundo amor e respeito pela Vida, porque assim cultivaremos valores espirituais em detrimento da manutenção de impulsos do ego. Pode-se afirmar, assim, que com o ego superior ao Eu-divino, o Reino de Deus não nos estará acessível, uma vez que o primitivismo no ser humano não conseguirá acessá-lo. Somente pelo Eu-divino temos acesso a Deus, visto que é o próprio Pai dentro de nós.
Por fim, pode-se entender a essência da fala de Jesus: “Já não sou eu quem faz as obras, mas o Pai que vive em mim”, ou seja, o ego já não comanda as suas ações, já que o Pai, a essência divina existente em cada indivíduo, está se manifestando intensamente, utilizando o ego como utensílio, mas impulsionada pelo Amor divino.
Fonte:
- "O Livro dos Espíritos" (916 e 917)
- "O Evangelho Segundo o Espiritismo" ( Cap. XI)
- "Educação do Homem integral" ( H. Rohden)
- "Novos Rumos para a Educação" (H. Rohden)
domingo, 4 de abril de 2010
A Religiosidade do Espiritismo (editada)
Por fim, falaremos sobre a Religião do Espiritismo, outra vertente da Doutrina dos Espíritos e que completa o seu triângulo (Ciência, Filosofia e Religião).
O termo religião é derivado do termo latim religio, que segundo Lactâncio (escritor e professor de retórica do Império Romano) deriva do termo religare. Assumindo-se tal origem etimológica, a Religião é o religar-se com Deus, ou seja, o caminho que leva o filho ao seu Pai.
Sabemos, por sua vez, que o Espiritismo é uma reapresentação da Doutrina de Jesus, portanto a sua religiosidade é pautada nos princípios morais do Ensino do Cristo. Kardec trabalha em O Evangelho Segundo o Espiritismo justamente os principais ensinos que Jesus legou para a Humanidade, completando ensinamentos com mensagens de espíritos e principalmente esclarecendo partes alegóricas e de difícil interpretação. Nesta obra está a base da religião espírita e a continuação da religiosidade Cristã.
Todavia, podem nos ficar questões: Como nos religaremos ao Pai? Qual será o caminho para o encontro com Aquele que me Criou? Para esses questionamentos, os Espíritos superiores, em O Livro dos Espíritos retomam Jesus: “Desejai para os outros o que quereríeis para vós mesmos”. Logo em seguida, Kardec muito sabiamente nos diz: “O sublime da religião cristã tem sido de tomar o direito pessoal por base do direito do próximo”. Em síntese, o nosso religar perpassa pelo bem do próximo, como pré-requisito para Deus. E o Espiritismo traz aos seus seguidores totais condições para essa difícil caminhada, uma vez que oferta fundamentação para a formação de caráter humano, mediante o entendimento verdadeiro dos Ensinamentos de Jesus.
Desta forma, a Religião do Espiritismo não deve ser entendida de acordo com o senso comum sobre as religiões. Ela vai além justamente por convidar o ser humano ao seu reajuste consigo mesmo. Trata-se de uma Lei sobre a posição do ser humano em relação ao mundo que o rodeia, ou seja, é a própria natureza do espírito que o impede de avançar, sendo um efeito natural de sua inferioridade. Por isso, a Religião do Espiritismo é o convite à auto-renovação, por meio das máximas de Jesus: “Conheça a Verdade (quem realmente somos) e a Verdade o libertará” e “Amareis o vosso próximo como a vós mesmos”, sem necessidade de convenções e de dogmas.
A questão apresenta-se muito bem trabalhada na Revista Espírita de 1868, quando Kardec discorda do uso do termo Religião quando associada ao Espiritismo, não porque a Doutrina Espírita não apresenta a sua religiosidade, mas sim pelo mal uso pela sociedade daquele termo. Kardec afirma: "no sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos ufanamos disso, porque ele é a doutrina que funda os laços de fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre as mais sólidas bases: as próprias leis da Natureza". Todavia, alerta: "Porque só temos uma palavra para exprimir duas idéias diferentes e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da idéia de culto; desperta exclusivamente uma idéia de forma, coisa que o Espiritismo não tem."
Podemos associar, assim, a Religião do Espiritismo à Religiosidade do Espiritismo, com o único objetivo de segregar idéias, que na origem abordam o mesmo campo, mas pelo tempo se divergiram.
Fontes:
Wikipédia (online)
O Livro dos Espíritos (questão 876)
A Gênese (Cap. II- item 19)
O Evangelho Segundo o Espiritismo (Introdução-item I)
Revista Espírita- 1868 "É o espiritismo uma religião?"
O termo religião é derivado do termo latim religio, que segundo Lactâncio (escritor e professor de retórica do Império Romano) deriva do termo religare. Assumindo-se tal origem etimológica, a Religião é o religar-se com Deus, ou seja, o caminho que leva o filho ao seu Pai.
Sabemos, por sua vez, que o Espiritismo é uma reapresentação da Doutrina de Jesus, portanto a sua religiosidade é pautada nos princípios morais do Ensino do Cristo. Kardec trabalha em O Evangelho Segundo o Espiritismo justamente os principais ensinos que Jesus legou para a Humanidade, completando ensinamentos com mensagens de espíritos e principalmente esclarecendo partes alegóricas e de difícil interpretação. Nesta obra está a base da religião espírita e a continuação da religiosidade Cristã.
Todavia, podem nos ficar questões: Como nos religaremos ao Pai? Qual será o caminho para o encontro com Aquele que me Criou? Para esses questionamentos, os Espíritos superiores, em O Livro dos Espíritos retomam Jesus: “Desejai para os outros o que quereríeis para vós mesmos”. Logo em seguida, Kardec muito sabiamente nos diz: “O sublime da religião cristã tem sido de tomar o direito pessoal por base do direito do próximo”. Em síntese, o nosso religar perpassa pelo bem do próximo, como pré-requisito para Deus. E o Espiritismo traz aos seus seguidores totais condições para essa difícil caminhada, uma vez que oferta fundamentação para a formação de caráter humano, mediante o entendimento verdadeiro dos Ensinamentos de Jesus.
Desta forma, a Religião do Espiritismo não deve ser entendida de acordo com o senso comum sobre as religiões. Ela vai além justamente por convidar o ser humano ao seu reajuste consigo mesmo. Trata-se de uma Lei sobre a posição do ser humano em relação ao mundo que o rodeia, ou seja, é a própria natureza do espírito que o impede de avançar, sendo um efeito natural de sua inferioridade. Por isso, a Religião do Espiritismo é o convite à auto-renovação, por meio das máximas de Jesus: “Conheça a Verdade (quem realmente somos) e a Verdade o libertará” e “Amareis o vosso próximo como a vós mesmos”, sem necessidade de convenções e de dogmas.
A questão apresenta-se muito bem trabalhada na Revista Espírita de 1868, quando Kardec discorda do uso do termo Religião quando associada ao Espiritismo, não porque a Doutrina Espírita não apresenta a sua religiosidade, mas sim pelo mal uso pela sociedade daquele termo. Kardec afirma: "no sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos ufanamos disso, porque ele é a doutrina que funda os laços de fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre as mais sólidas bases: as próprias leis da Natureza". Todavia, alerta: "Porque só temos uma palavra para exprimir duas idéias diferentes e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da idéia de culto; desperta exclusivamente uma idéia de forma, coisa que o Espiritismo não tem."
Podemos associar, assim, a Religião do Espiritismo à Religiosidade do Espiritismo, com o único objetivo de segregar idéias, que na origem abordam o mesmo campo, mas pelo tempo se divergiram.
Fontes:
Wikipédia (online)
O Livro dos Espíritos (questão 876)
A Gênese (Cap. II- item 19)
O Evangelho Segundo o Espiritismo (Introdução-item I)
Revista Espírita- 1868 "É o espiritismo uma religião?"
domingo, 28 de março de 2010
A Filosofia do Espiritismo
Adentramos, aqui, um pouco em outra vertente do espiritismo: a filosofia espírita.
Primeiramente, o Espiritismo é a filosofia dos Espíritos, daquelas Entidades que assumiram a responsabilidade maior de transmitir ao mundo dos encarnados a Teoria Filosófica Universal, que é em essência a Filosofia do Amor e da Razão, capaz de elevar os habitantes da Terra a níveis maiores de conscientização espiritual. O Espiritismo ensina, assim, conforme ensinado pelos Espíritos e exemplificado por Kardec, a utilizar a razão e a lógica para responder muitas questões existentes em relação à vida humana: a origem e destino do ser humano; a relação homem e outros seres vivos; a possibilidade de evolução espiritual individual; a existência de Deus; entre outras.
Em O livro dos Espíritos, Kardec resume a idéia de Doutrina dos Espíritos: “Os Espíritos anunciam que os tempos marcados pela Providência, para uma manifestação universal, são chegados, e que, sendo os ministros de Deus e os agentes de sua vontade, sua missão é instruir e esclarecer os homens...”. Além disso, neste mesmo livro, o codificador esclarece a base da filosofia espírita: “Este livro... Foi escrito por ordem e sob o ditado dos Espíritos superiores para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, livre de preconceitos do espírito de sistema”. Vale ressaltar que esse livro foi o marco inicial do espiritismo, sendo a origem dos demais livros da codificação.
Todavia, há um motivo para que o espiritismo apresente sua parte filosófica. Assumindo que tudo que o espiritismo traz é universal, podemos concluir que há dentro de cada ser humano uma filosofia própria, ou seja, uma parcela dos aspectos emocionais, espirituais, físicos e mentais tem necessidade de ser direcionado por algo, o que pode ser chamado de filosofia de vida. Dessa forma, cada ser humano apresenta um modo particular de viver, uma vez que é um indivíduo consciente. Como Deus é também Filosofia, o próprio Universo apresenta um modo particular de viver, o que pode ser chamado de Filosofia Universal, regida pelo Amor e pela Razão.
O que a filosofia espírita busca, assim, é trazer ao ser humano a Filosofia Universal, aproximando o modo de vida individual ao modo de Vida do Universo. Em resumo, é o convite do Mundo Maior para que vivamos de acordo com os princípios do Amor e da Razão, que regem todo e qualquer ser vivo e não vivo, abandonando nossos interesses particulares. Desta forma, assemelha-se aos postulados socráticos e crísticos, não sendo senão um modelo mais detalhado da filosofia de Sócrates e, principalmente, de Jesus Cristo.
Por fim, com a parte filosófica do espiritismo, que orbita sobre a máxima de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como Eu os Amei”, temos a teoria sobre como devemos agir e o caminho íntimo pelo qual devemos percorrer se desejamos realmente ampliar nossa capacidade para além de nossa ignorância e maldade.
Fontes:
- O livro dos espíritos (Prolegômenos)
- O Evangelho Segundo o Espiritismo (Introdução, item IV)
Primeiramente, o Espiritismo é a filosofia dos Espíritos, daquelas Entidades que assumiram a responsabilidade maior de transmitir ao mundo dos encarnados a Teoria Filosófica Universal, que é em essência a Filosofia do Amor e da Razão, capaz de elevar os habitantes da Terra a níveis maiores de conscientização espiritual. O Espiritismo ensina, assim, conforme ensinado pelos Espíritos e exemplificado por Kardec, a utilizar a razão e a lógica para responder muitas questões existentes em relação à vida humana: a origem e destino do ser humano; a relação homem e outros seres vivos; a possibilidade de evolução espiritual individual; a existência de Deus; entre outras.
Em O livro dos Espíritos, Kardec resume a idéia de Doutrina dos Espíritos: “Os Espíritos anunciam que os tempos marcados pela Providência, para uma manifestação universal, são chegados, e que, sendo os ministros de Deus e os agentes de sua vontade, sua missão é instruir e esclarecer os homens...”. Além disso, neste mesmo livro, o codificador esclarece a base da filosofia espírita: “Este livro... Foi escrito por ordem e sob o ditado dos Espíritos superiores para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, livre de preconceitos do espírito de sistema”. Vale ressaltar que esse livro foi o marco inicial do espiritismo, sendo a origem dos demais livros da codificação.
Todavia, há um motivo para que o espiritismo apresente sua parte filosófica. Assumindo que tudo que o espiritismo traz é universal, podemos concluir que há dentro de cada ser humano uma filosofia própria, ou seja, uma parcela dos aspectos emocionais, espirituais, físicos e mentais tem necessidade de ser direcionado por algo, o que pode ser chamado de filosofia de vida. Dessa forma, cada ser humano apresenta um modo particular de viver, uma vez que é um indivíduo consciente. Como Deus é também Filosofia, o próprio Universo apresenta um modo particular de viver, o que pode ser chamado de Filosofia Universal, regida pelo Amor e pela Razão.
O que a filosofia espírita busca, assim, é trazer ao ser humano a Filosofia Universal, aproximando o modo de vida individual ao modo de Vida do Universo. Em resumo, é o convite do Mundo Maior para que vivamos de acordo com os princípios do Amor e da Razão, que regem todo e qualquer ser vivo e não vivo, abandonando nossos interesses particulares. Desta forma, assemelha-se aos postulados socráticos e crísticos, não sendo senão um modelo mais detalhado da filosofia de Sócrates e, principalmente, de Jesus Cristo.
Por fim, com a parte filosófica do espiritismo, que orbita sobre a máxima de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como Eu os Amei”, temos a teoria sobre como devemos agir e o caminho íntimo pelo qual devemos percorrer se desejamos realmente ampliar nossa capacidade para além de nossa ignorância e maldade.
Fontes:
- O livro dos espíritos (Prolegômenos)
- O Evangelho Segundo o Espiritismo (Introdução, item IV)
sexta-feira, 19 de março de 2010
A Ciência do Espiritismo
Muitas pessoas crêem que o Espiritismo é apenas uma religião, algo como tantas outras manifestações do homem para com suas crenças e costumes. E está visão ganha peso com o apoio de grande parte do meio acadêmico, uma vez que a academia científica tem papel importantíssimo na formação do idealismo da sociedade ocidental.
Todavia, nós espíritas, temos a absoluta certeza de que a nossa Doutrina apresenta, como uma de suas vertentes, a ciência. Allan Kardec, exemplar figura humana, na codificação das obras básicas do espiritismo, nos diz em O Evangelho Segundo o Espiritismo:
“O Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual, e suas relações com o mundo corporal”. Em A Gênese, há a complementação: “Como meio de elaboração, o Espiritismo.... aplica o método experimental. Fatos de uma ordem nova se apresentam e não podem se explicar pelas leis conhecidas: observa-os, compara-os, analisa-os, e, dos efeitos remontando às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz suas conseqüências e procura as suas aplicações úteis.”
Todos os fenômenos espíritas disponíveis ao estudo na época de Kardec foram analisados e estudados a partir de princípios científicos, que, em essência, são divinos. A Ciência atual tornou-se cética e circunscrita em razão de sua má utilização por parte de seus adeptos, todavia, este fator é incapaz de alterar a sua natureza sagrada. Assim sendo, por que não o Espiritismo ser cientifico, uma vez que algumas manifestações de espíritos não tinham explicações na época de Kardec, e hoje têm, e tantas outras atuais que são desconhecidas? O que impede a razão humana de investigar aquilo que lhe circunda, visto que seu desejo é de ampliar o seu conhecimento e, conseqüentemente, tornar a sociedade humana mais justa e com mais qualidade de vida material e espiritual?
Allan Kardec, como exemplo de homem racional, investigou tais manifestações pelo método científico, compilando grande parte de seus conhecimentos no livro O Livro dos Médiuns. É nesse texto que estão as bases solidificadas da ciência espírita, destrinchada meticulosamente, desde o seu Método, de seu Sistema, até mesmo na identificação de possíveis embustes e fraudes medianímicas. Em síntese, é o guia do Espiritismo experimental, como está claro em seu segundo nome: Guia dos Médiuns e dos Evocadores.
Todavia, não podemos crer na finitude da nossa Doutrina, pensando que Kardec tudo fez e nós nada temos a fazer. Tal crença retira de nós a responsabilidade de atuarmos para o desenvolvimento do Espiritismo, ou seja, de aprofundarmos os aspectos da ciência espírita e, creio eu, de a expandirmos. De nossa parte, valem os estudos e a pesquisa cientifica baseados nos idéias do espiritismo. Se assim procedermos, com segurança conseguiremos trazer ao mundo material mais conhecimentos espirituais de planos mais sutis, porque, como diz Jesus, “De mim mesmo, eu nada posso fazer; é o Pai em mim que faz as obras”, ou seja, nosso trabalho é de servir algo maior e não os nossos interesses limitados.
Fontes:
- O livro dos médiuns
- O livro dos espíritos (Introdução; Conclusão)
- A Gênese (Caracteres da revelação espírita)
Todavia, nós espíritas, temos a absoluta certeza de que a nossa Doutrina apresenta, como uma de suas vertentes, a ciência. Allan Kardec, exemplar figura humana, na codificação das obras básicas do espiritismo, nos diz em O Evangelho Segundo o Espiritismo:
“O Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual, e suas relações com o mundo corporal”. Em A Gênese, há a complementação: “Como meio de elaboração, o Espiritismo.... aplica o método experimental. Fatos de uma ordem nova se apresentam e não podem se explicar pelas leis conhecidas: observa-os, compara-os, analisa-os, e, dos efeitos remontando às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz suas conseqüências e procura as suas aplicações úteis.”
Todos os fenômenos espíritas disponíveis ao estudo na época de Kardec foram analisados e estudados a partir de princípios científicos, que, em essência, são divinos. A Ciência atual tornou-se cética e circunscrita em razão de sua má utilização por parte de seus adeptos, todavia, este fator é incapaz de alterar a sua natureza sagrada. Assim sendo, por que não o Espiritismo ser cientifico, uma vez que algumas manifestações de espíritos não tinham explicações na época de Kardec, e hoje têm, e tantas outras atuais que são desconhecidas? O que impede a razão humana de investigar aquilo que lhe circunda, visto que seu desejo é de ampliar o seu conhecimento e, conseqüentemente, tornar a sociedade humana mais justa e com mais qualidade de vida material e espiritual?
Allan Kardec, como exemplo de homem racional, investigou tais manifestações pelo método científico, compilando grande parte de seus conhecimentos no livro O Livro dos Médiuns. É nesse texto que estão as bases solidificadas da ciência espírita, destrinchada meticulosamente, desde o seu Método, de seu Sistema, até mesmo na identificação de possíveis embustes e fraudes medianímicas. Em síntese, é o guia do Espiritismo experimental, como está claro em seu segundo nome: Guia dos Médiuns e dos Evocadores.
Todavia, não podemos crer na finitude da nossa Doutrina, pensando que Kardec tudo fez e nós nada temos a fazer. Tal crença retira de nós a responsabilidade de atuarmos para o desenvolvimento do Espiritismo, ou seja, de aprofundarmos os aspectos da ciência espírita e, creio eu, de a expandirmos. De nossa parte, valem os estudos e a pesquisa cientifica baseados nos idéias do espiritismo. Se assim procedermos, com segurança conseguiremos trazer ao mundo material mais conhecimentos espirituais de planos mais sutis, porque, como diz Jesus, “De mim mesmo, eu nada posso fazer; é o Pai em mim que faz as obras”, ou seja, nosso trabalho é de servir algo maior e não os nossos interesses limitados.
Fontes:
- O livro dos médiuns
- O livro dos espíritos (Introdução; Conclusão)
- A Gênese (Caracteres da revelação espírita)
sábado, 6 de março de 2010
Educação e Instrução
Tendo em vista o texto de Huberto Rohden (“Educação do homem integral”), clareou-se em minha mente o que é de responsabilidade da instrução e aquilo que cabe à educação, uma vez que o autor deixa nítido que: “A instrução tem por fim fornecer ao homem o conhecimento e uso dos objetos necessários para sua vida profissional. A educação”, ele diz, “tem por fim despertar e desenvolver no homem os valores da natureza humana”.
Pois bem, como a instrução permite que o ser humano atue profissionalmente, ela abrange o mundo material, físico e tangível, sendo natural do intelecto humano e, portanto, parte de seu ego. Já a educação, por se estruturar sobre princípios intrínsecos do homem, ou seja, seus valores, lapida o espírito. Rohden afirma, assim, que um homem pode ser extremamente inteligente, mas muito pouco educado. De outra forma, as habilidades mentais para atuação no mundo material não se associam ao que o espírito é realmente, o quanto de sua natureza divina está explicitada.
Está é a explicação para a frase de Einstein: “Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores, porque estes vêm de outra região”. Ao caminharmos na esfera da mente egóica do homem, apenas trilharemos a jornada da matéria, sem que alcancemos a esfera do espírito humano.
Porém, como conseguimos chegar nessa esfera espiritual? Rohden, assim como outros pensadores espiritualistas, diz-nos que o caminho dessa jornada está em nós, em nossa própria comunhão com o Pai, nos diferentes meios de experiências que temos, entre elas a meditação, a oração e, principalmente, a caridade, tal qual Paulo de Tarso ensina, “Ainda quando eu tivesse a linguagem dos anjos; quando eu tivesse o dom de profecia, e penetrasse todos os mistérios; quando eu tivesse toda fé possível até transportar as montanhas, se não tivesse caridade, eu nada seria”. O nosso real acesso ao Pai, portanto, é a caridade, o amor para com o próximo e para conosco mesmo, que deve permear todas as nossas atitudes, tais como a meditação e a oração, pois sem amor, trabalharíamos o ego, o intelecto, a instrução, não atingindo, assim, o mundo do espírito.
A educação, por sua vez, consegue divinizar o espírito, visto que eduz (“tira para fora”) aquilo que o ser humano é potencialmente (essência divina), por meio da caridade, da vivência harmônica entre o homem e todos os reinos. Jesus diz: “Vós sois deuses”. Não que somos como o Pai, mas O temos internamente, em potencial, e o papel da educação é justamente fazer com que o ser humano aprenda a manifestar a sua essência divina.
Assim, o ego é intelectualizável, instruindo-se com o mundo físico, mas não necessariamente torna o espírito melhor. Por outro lado, o espírito somente consegue se lapidar com a educação, ou seja, com a vivência com o Pai, que é, naturalmente, a relação homem-homem, homem-animal e homem-vegetal vivida com amor, com caridade. E isto, de fato, torna o ser humano melhor.
Fontes:
Huberto Rohden, “Educação do homem integral”
Allan Kardec, “O evangelho segundo o espiritismo” (Cap. XV)
Pois bem, como a instrução permite que o ser humano atue profissionalmente, ela abrange o mundo material, físico e tangível, sendo natural do intelecto humano e, portanto, parte de seu ego. Já a educação, por se estruturar sobre princípios intrínsecos do homem, ou seja, seus valores, lapida o espírito. Rohden afirma, assim, que um homem pode ser extremamente inteligente, mas muito pouco educado. De outra forma, as habilidades mentais para atuação no mundo material não se associam ao que o espírito é realmente, o quanto de sua natureza divina está explicitada.
Está é a explicação para a frase de Einstein: “Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores, porque estes vêm de outra região”. Ao caminharmos na esfera da mente egóica do homem, apenas trilharemos a jornada da matéria, sem que alcancemos a esfera do espírito humano.
Porém, como conseguimos chegar nessa esfera espiritual? Rohden, assim como outros pensadores espiritualistas, diz-nos que o caminho dessa jornada está em nós, em nossa própria comunhão com o Pai, nos diferentes meios de experiências que temos, entre elas a meditação, a oração e, principalmente, a caridade, tal qual Paulo de Tarso ensina, “Ainda quando eu tivesse a linguagem dos anjos; quando eu tivesse o dom de profecia, e penetrasse todos os mistérios; quando eu tivesse toda fé possível até transportar as montanhas, se não tivesse caridade, eu nada seria”. O nosso real acesso ao Pai, portanto, é a caridade, o amor para com o próximo e para conosco mesmo, que deve permear todas as nossas atitudes, tais como a meditação e a oração, pois sem amor, trabalharíamos o ego, o intelecto, a instrução, não atingindo, assim, o mundo do espírito.
A educação, por sua vez, consegue divinizar o espírito, visto que eduz (“tira para fora”) aquilo que o ser humano é potencialmente (essência divina), por meio da caridade, da vivência harmônica entre o homem e todos os reinos. Jesus diz: “Vós sois deuses”. Não que somos como o Pai, mas O temos internamente, em potencial, e o papel da educação é justamente fazer com que o ser humano aprenda a manifestar a sua essência divina.
Assim, o ego é intelectualizável, instruindo-se com o mundo físico, mas não necessariamente torna o espírito melhor. Por outro lado, o espírito somente consegue se lapidar com a educação, ou seja, com a vivência com o Pai, que é, naturalmente, a relação homem-homem, homem-animal e homem-vegetal vivida com amor, com caridade. E isto, de fato, torna o ser humano melhor.
Fontes:
Huberto Rohden, “Educação do homem integral”
Allan Kardec, “O evangelho segundo o espiritismo” (Cap. XV)
terça-feira, 2 de março de 2010
"Fim dos tempos"
Nos dias atuais, muito se tem dito que daqui a alguns anos o planeta Terra irá passar por um processo de regeneração (no ambiente espírita usa-se este termo), ou então, pelo “fim dos tempos” para algumas religiões, e como está escrito na Bíblia. Mas o que será este “fim”? Por que deverá ocorrer?
Na Bíblia, em especial no Apocalipse, há total predição desse período pelo qual passaremos, o “Juízo final”. João nos diz, em detalhes alegóricos, o processo da Regeneração. Jesus, por sua vez, afirma sobre a separação do "joio e do trigo”, a passagem pela “porta estreita” e também sobre aqueles que se sentarão “à direita e à esquerda do Pai”.
Pois bem, toda a linguagem figurada e as predições feitas referem-se a um processo evolutivo da Humanidade, planejado a imensurável tempo pelas Mentes Sublimes do Senhor, que, uma vez que os homens ainda se desregram e se distanciam das Leis, necessitar-se-á iniciar um novo período de existência na Terra, agora não mais predominante no Mal, mas sim no Bem.
O apóstolo Paulo nos diz: “... para que sejam condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas assentiram à iniquidade”, ou seja, todos aqueles espíritos que psiquicamente e espiritualmente ainda não reconheceram o Bem (a honestidade, a tolerância, o respeito, o amor, a caridade, entre outras virtudes) irão ser direcionados a outro planeta, primitivo e que se afina com tais vibrações. A Terra, por sua vez, irá vibracionalmente elevar-se, não mais comportando a negligência humana perante as responsabilidades espirituais, o que permitirá que mentes afins com o Pai convivam nela com outras mentes afins com o Pai, prevalecendo o Bem. Porém, ainda não haverá espíritos Bons, mas bem intencionados rumo às Esferas Superiores. São aqueles da “direita do Pai”, o “trigo” e os “poucos escolhidos”.
A razão desta alteração está na Lei do Progresso que impulsiona a todos a evolução de suas faculdades morais e intelectuais, visto que o Homem moderno se direciona ao precipício de suas paixões. A mudança, assim, segue de acordo com Planos Maiores que direcionam tanto o mundo físico quanto o mundo espiritual a estágios evolutivos. Desta forma, a Terra passará para um novo nível divino, abrigando espíritos mais bem intencionados e conscientes de sua posição universal.
Fontes:
- Mensagens do Astral, Ramatís;
- O livro dos espíritos, A. Kardec (Cap. VIII, livro III)
Na Bíblia, em especial no Apocalipse, há total predição desse período pelo qual passaremos, o “Juízo final”. João nos diz, em detalhes alegóricos, o processo da Regeneração. Jesus, por sua vez, afirma sobre a separação do "joio e do trigo”, a passagem pela “porta estreita” e também sobre aqueles que se sentarão “à direita e à esquerda do Pai”.
Pois bem, toda a linguagem figurada e as predições feitas referem-se a um processo evolutivo da Humanidade, planejado a imensurável tempo pelas Mentes Sublimes do Senhor, que, uma vez que os homens ainda se desregram e se distanciam das Leis, necessitar-se-á iniciar um novo período de existência na Terra, agora não mais predominante no Mal, mas sim no Bem.
O apóstolo Paulo nos diz: “... para que sejam condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas assentiram à iniquidade”, ou seja, todos aqueles espíritos que psiquicamente e espiritualmente ainda não reconheceram o Bem (a honestidade, a tolerância, o respeito, o amor, a caridade, entre outras virtudes) irão ser direcionados a outro planeta, primitivo e que se afina com tais vibrações. A Terra, por sua vez, irá vibracionalmente elevar-se, não mais comportando a negligência humana perante as responsabilidades espirituais, o que permitirá que mentes afins com o Pai convivam nela com outras mentes afins com o Pai, prevalecendo o Bem. Porém, ainda não haverá espíritos Bons, mas bem intencionados rumo às Esferas Superiores. São aqueles da “direita do Pai”, o “trigo” e os “poucos escolhidos”.
A razão desta alteração está na Lei do Progresso que impulsiona a todos a evolução de suas faculdades morais e intelectuais, visto que o Homem moderno se direciona ao precipício de suas paixões. A mudança, assim, segue de acordo com Planos Maiores que direcionam tanto o mundo físico quanto o mundo espiritual a estágios evolutivos. Desta forma, a Terra passará para um novo nível divino, abrigando espíritos mais bem intencionados e conscientes de sua posição universal.
Fontes:
- Mensagens do Astral, Ramatís;
- O livro dos espíritos, A. Kardec (Cap. VIII, livro III)
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Frases
- “O mais perfeito ato do homem é a paz; e por ser tão completo; tão pleno em si mesmo, é o mais difícil”.
Gandhi
- “Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente! Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois a vida é construída de sonhos e concretizada no amor”.
Chico Xavier
- “Ninguém faz nada com o propósito de ser infeliz, mas porque não sabe fazer melhor”.
Hammed
- “Age de tal modo que o motivo que te levou a agir possa tornar-se lei universal”
Immanuel Kant
- “O homem intelectual (o ego) não compreende as coisas do espírito, que lhe parecem estultícia (tolice), nem as pode compreender, porque as coisas do espírito devem ser compreendidas espiritualmente”.
Paulo de Tarso
- “Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores, porque estes vêm de outra região”.
Einstein
- “Conhece-te a ti mesmo”
Sócrates
- “Conhece a Verdade (você mesmo), e a Verdade o libertará”
Jesus
Gandhi
- “Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente! Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois a vida é construída de sonhos e concretizada no amor”.
Chico Xavier
- “Ninguém faz nada com o propósito de ser infeliz, mas porque não sabe fazer melhor”.
Hammed
- “Age de tal modo que o motivo que te levou a agir possa tornar-se lei universal”
Immanuel Kant
- “O homem intelectual (o ego) não compreende as coisas do espírito, que lhe parecem estultícia (tolice), nem as pode compreender, porque as coisas do espírito devem ser compreendidas espiritualmente”.
Paulo de Tarso
- “Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores, porque estes vêm de outra região”.
Einstein
- “Conhece-te a ti mesmo”
Sócrates
- “Conhece a Verdade (você mesmo), e a Verdade o libertará”
Jesus
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A imoralidade do mal
É necessário abordar, primeiramente, o que significa “moral”. Abordar-lha-ei sob a luz do Espiritismo e de outras correntes filosóficas espiritualistas. Assim temos que a moral é a adequação do ser humano à Lei Natural Universal, dividida aqui como o fez Moises, exemplificada completamente por Jesus, e não criada por eles.
A Lei de Justiça, por exemplo, diz para desejarmos aos outros aquilo que quereríamos para nós mesmos. Assim, aquele que mata, um assassino qualquer, descumpre com essa lei, uma vez que naturalmente não deseja para si mesmo uma morte forçada e violenta, como em um assassinato, salvo exceções originais de distúrbios físicos, emocionais e ou espirituais.
A Lei do Amor e da Caridade, evidencia que devemos amarmos uns aos outros como irmãos, o que é uma vertente ou talvez a origem da máxima anterior. Desta forma, independentemente, os sentimentos e atos do ser humano que explicitam a ferocidade para com o próximo são antagônicos a essa lei. A indiferença, a ira e o egoísmo são passos contrários à direção divina, ou seja, entravam a nossa evolução, assim como a violência, a corrupção e a usura também o são.
A Lei de Liberdade, por sua vez, indica que cada ser humano possui o livre-arbítrio (liberdade de agir) e a liberdade de pensar. Pois bem, toda ação ou sentimento que interfere na liberdade alheia é uma infração dessa lei, assim como o abuso exagerado desta faculdade também é prejudicial ao indivíduo e à sociedade. A liberdade individual é um direito natural intrínseco ao Homem, portanto todos a tem. Todavia, o seu uso deve beneficiar a si próprio, a sociedade e o Universo.
Enfim, todas as leis citadas, e outras que não foram abordadas, integram a Lei Natural, que direciona a moral do ser humano. O Homem que cumprir com seus deveres morais, incorporando os processos divinos dessa lei, viverá feliz, fazendo o seu próximo também feliz. O mal, que agride a todos, é imoral, pois afeta negativamente a relação homem-homem, e, além disso, ignora e desmerece a relação homem-Deus. O seu praticante, assim, responderá por seus atos para Deus, perante o Universo, e não necessariamente para a sociedade, uma vez que as legislações humanas são reflexos ainda imperfeitos da Lei Universal.
Fonte:
- "O Livro dos Espíritos" - Cap. 1, 10 e 11 (livro 3)
- "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. XI- "A lei do Amor"
A Lei de Justiça, por exemplo, diz para desejarmos aos outros aquilo que quereríamos para nós mesmos. Assim, aquele que mata, um assassino qualquer, descumpre com essa lei, uma vez que naturalmente não deseja para si mesmo uma morte forçada e violenta, como em um assassinato, salvo exceções originais de distúrbios físicos, emocionais e ou espirituais.
A Lei do Amor e da Caridade, evidencia que devemos amarmos uns aos outros como irmãos, o que é uma vertente ou talvez a origem da máxima anterior. Desta forma, independentemente, os sentimentos e atos do ser humano que explicitam a ferocidade para com o próximo são antagônicos a essa lei. A indiferença, a ira e o egoísmo são passos contrários à direção divina, ou seja, entravam a nossa evolução, assim como a violência, a corrupção e a usura também o são.
A Lei de Liberdade, por sua vez, indica que cada ser humano possui o livre-arbítrio (liberdade de agir) e a liberdade de pensar. Pois bem, toda ação ou sentimento que interfere na liberdade alheia é uma infração dessa lei, assim como o abuso exagerado desta faculdade também é prejudicial ao indivíduo e à sociedade. A liberdade individual é um direito natural intrínseco ao Homem, portanto todos a tem. Todavia, o seu uso deve beneficiar a si próprio, a sociedade e o Universo.
Enfim, todas as leis citadas, e outras que não foram abordadas, integram a Lei Natural, que direciona a moral do ser humano. O Homem que cumprir com seus deveres morais, incorporando os processos divinos dessa lei, viverá feliz, fazendo o seu próximo também feliz. O mal, que agride a todos, é imoral, pois afeta negativamente a relação homem-homem, e, além disso, ignora e desmerece a relação homem-Deus. O seu praticante, assim, responderá por seus atos para Deus, perante o Universo, e não necessariamente para a sociedade, uma vez que as legislações humanas são reflexos ainda imperfeitos da Lei Universal.
Fonte:
- "O Livro dos Espíritos" - Cap. 1, 10 e 11 (livro 3)
- "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. XI- "A lei do Amor"
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
A irracionalidade do mal
Ao observarmos todas as nossas atitudes e sentimentos maus, ou seja, aqueles que causam prejuízo tanto para quem os recebe quanto a nós mesmos, perceberemos que eles não possuem um fundamento lógico que os sustente. Embora sejam racionalmente explicados, com a razão analisando-os, eles não possuem embasamento racional; são ilógicos.
Quando sentimos ódio, por exemplo, que é também um sentimento de extrema repulsa perante alguém, alimentamos apenas a dissonância entre nós e determinada pessoa, porém não resolvemos aquilo que causa o ódio. Manteremos o ódio até que permitamos que a razão evidencie a sua ineficácia. De outra maneira, ter ódio de alguém não auxilia a convivência, apenas a prejudica, e se nós alimentamos tal sentimento, estamos impulsionando o nosso próprio mal estar, o que é irracional, uma vez que o indivíduo deveria ser é o primeiro a se preocupar consigo mesmo.
Por sua vez, o mesmo ocorre com o ciúme, que também é a poda do direito de liberdade do outro. Este sentimento atrofia as relações pessoais e inibe as potencialidades de determinada pessoa, em decorrência de um controle exagerado de seu parceiro. Como nos foi dado apenas o controle sobre nós mesmos, em virtude da individualidade, não temos o direito de interferir na liberdade alheia. A intervenção é irracional, sem lógica divina, já que para “controlarmos de modo salutar” alguém, teríamos que conhecer toda a história do indivíduo, seus pensamentos, sentimentos e conhecimentos. A razão indica que tais informações são acessíveis apenas a própria pessoa que as possui.
Ao utilizarmos a razão, então, perceberemos que a lógica divina atua em todas as relações pessoais, de modo universal, uma vez que incita ao nosso bem sempre. Ao nos distanciarmos da lógica universal, sentindo e agindo no mal, estamos na verdade ferindo outros seres, além de nós mesmos, porque não temos a chance de alterarmos as leis que possibilitam a Alegria e a Felicidade Humana, já que são divinas e nós, por sua vez, filhos da divindade.
Por fim, esse é o motivo pelo qual se denomina “seres primitivos” e “seres evoluídos”. Os primeiros, por não terem a razão desenvolvida, agem de modo semelhante aos animais selvagens, desprovidos da mesma e antecessores na escala evolutiva do Homem. Isso significa que esses espíritos estão no início do processo ascensional, aprimorando a sua primeira conquista: a razão. O segundo grupo tem a razão desenvolvida, o que significa sobreposição do livre-arbítrio com a lógica divina, fato que evidencia o seu estágio relativamente avançado nessa mesma escala.
Quando sentimos ódio, por exemplo, que é também um sentimento de extrema repulsa perante alguém, alimentamos apenas a dissonância entre nós e determinada pessoa, porém não resolvemos aquilo que causa o ódio. Manteremos o ódio até que permitamos que a razão evidencie a sua ineficácia. De outra maneira, ter ódio de alguém não auxilia a convivência, apenas a prejudica, e se nós alimentamos tal sentimento, estamos impulsionando o nosso próprio mal estar, o que é irracional, uma vez que o indivíduo deveria ser é o primeiro a se preocupar consigo mesmo.
Por sua vez, o mesmo ocorre com o ciúme, que também é a poda do direito de liberdade do outro. Este sentimento atrofia as relações pessoais e inibe as potencialidades de determinada pessoa, em decorrência de um controle exagerado de seu parceiro. Como nos foi dado apenas o controle sobre nós mesmos, em virtude da individualidade, não temos o direito de interferir na liberdade alheia. A intervenção é irracional, sem lógica divina, já que para “controlarmos de modo salutar” alguém, teríamos que conhecer toda a história do indivíduo, seus pensamentos, sentimentos e conhecimentos. A razão indica que tais informações são acessíveis apenas a própria pessoa que as possui.
Ao utilizarmos a razão, então, perceberemos que a lógica divina atua em todas as relações pessoais, de modo universal, uma vez que incita ao nosso bem sempre. Ao nos distanciarmos da lógica universal, sentindo e agindo no mal, estamos na verdade ferindo outros seres, além de nós mesmos, porque não temos a chance de alterarmos as leis que possibilitam a Alegria e a Felicidade Humana, já que são divinas e nós, por sua vez, filhos da divindade.
Por fim, esse é o motivo pelo qual se denomina “seres primitivos” e “seres evoluídos”. Os primeiros, por não terem a razão desenvolvida, agem de modo semelhante aos animais selvagens, desprovidos da mesma e antecessores na escala evolutiva do Homem. Isso significa que esses espíritos estão no início do processo ascensional, aprimorando a sua primeira conquista: a razão. O segundo grupo tem a razão desenvolvida, o que significa sobreposição do livre-arbítrio com a lógica divina, fato que evidencia o seu estágio relativamente avançado nessa mesma escala.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Auto- análise
Por que temer? Se os outros souberem irão gargalhar de minha fraqueza? Vão assumir uma posição indiferente diante de mim? Irão me ignorar pela minha sinceridade?
Eu sou fraco. Não falo “todos” porque não conheço a todos. Falo por mim. Tenho fraquezas...
Por que as esconderia?
Quando queremos esconder algo em nós, isso aflora mais... Quanto mais ignoramos a nós mesmos, mais os outros nos conhecem... Quanto mais queremos nos esconder, mais os outros nos observam, e mais ignorantes nos tornamos sobre nós próprios.
Eu não sou especial. Por que viver sozinho, enclausurado? Para quê?
Sou um ser humano, como todos. Então serei humano: emotivo e racional, sentimentalista e intelectual, medroso e corajoso, masculino e feminino, sexual e celibatário, nu e coberto... Mas não perderei a chance de viver!
Viverei! Libertar-me-ei para mim mesmo! Os outros que acham, com suas opiniões muitas vezes incorretas... E se corretas, que bom, terei mais um professor que me ensine a viver...
Ninguém conquista a liberdade se não vive livre... Ninguém alcança o amor se não aprendeu a amar a si mesmo... Ninguém faz caridade se ainda não se doou para si mesmo... Ninguém tem paciência se ainda não é tolerante para si mesmo...
Todos querem o melhor para o mundo, mas poucos desejam o bem para si mesmo... E o meu bem somente é alcançado se me aceito e vivo comigo mesmo, Bem.
Não será o Espiritismo, nem a Filosofia, nem a Matemática e nem as Línguas que me farão feliz!
A felicidade está em mim mesmo, é íntima ... Se a porta é fechada, como acessar a felicidade? Nem Jesus pode quando não queremos...
Deus me ama e por isso me conhece... Sabe sobre meus segredos, minhas fraquezas, meus temores, por mais que queira eu esconder... Ele está em mim! Ele é parte de mim! Se eu sei, Deus sabe... E até mesmo o que não sei...
Se fraco, enfim, nasci simples e ignorante... Angelical ainda está distante... Paciência...
E Trabalho, porque Trabalho é externo e interno... É Luz e Vida... É Ferramenta e Instrumento... Matéria Prima e Escultura... É Terra e Céu... calmaria e tempestade... Vida e.....
Mais vida... não há morte...
Não poderei destruir o espírito... Deus cria e não descria mais... Para uns é um fardo... Para outros, indiferente... Para outros, uma chance de aprender... Para outros, enfim, possibilidade de Amar...
Eu sou fraco. Não falo “todos” porque não conheço a todos. Falo por mim. Tenho fraquezas...
Por que as esconderia?
Quando queremos esconder algo em nós, isso aflora mais... Quanto mais ignoramos a nós mesmos, mais os outros nos conhecem... Quanto mais queremos nos esconder, mais os outros nos observam, e mais ignorantes nos tornamos sobre nós próprios.
Eu não sou especial. Por que viver sozinho, enclausurado? Para quê?
Sou um ser humano, como todos. Então serei humano: emotivo e racional, sentimentalista e intelectual, medroso e corajoso, masculino e feminino, sexual e celibatário, nu e coberto... Mas não perderei a chance de viver!
Viverei! Libertar-me-ei para mim mesmo! Os outros que acham, com suas opiniões muitas vezes incorretas... E se corretas, que bom, terei mais um professor que me ensine a viver...
Ninguém conquista a liberdade se não vive livre... Ninguém alcança o amor se não aprendeu a amar a si mesmo... Ninguém faz caridade se ainda não se doou para si mesmo... Ninguém tem paciência se ainda não é tolerante para si mesmo...
Todos querem o melhor para o mundo, mas poucos desejam o bem para si mesmo... E o meu bem somente é alcançado se me aceito e vivo comigo mesmo, Bem.
Não será o Espiritismo, nem a Filosofia, nem a Matemática e nem as Línguas que me farão feliz!
A felicidade está em mim mesmo, é íntima ... Se a porta é fechada, como acessar a felicidade? Nem Jesus pode quando não queremos...
Deus me ama e por isso me conhece... Sabe sobre meus segredos, minhas fraquezas, meus temores, por mais que queira eu esconder... Ele está em mim! Ele é parte de mim! Se eu sei, Deus sabe... E até mesmo o que não sei...
Se fraco, enfim, nasci simples e ignorante... Angelical ainda está distante... Paciência...
E Trabalho, porque Trabalho é externo e interno... É Luz e Vida... É Ferramenta e Instrumento... Matéria Prima e Escultura... É Terra e Céu... calmaria e tempestade... Vida e.....
Mais vida... não há morte...
Não poderei destruir o espírito... Deus cria e não descria mais... Para uns é um fardo... Para outros, indiferente... Para outros, uma chance de aprender... Para outros, enfim, possibilidade de Amar...
sábado, 21 de novembro de 2009
“Renascer de água e espírito”
“Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não pode ver o Reino dos Céus.
“Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino dos Céus. O Espírito sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde vai.”
(João, III: 1-12)
Com estas frases, Jesus ensina a Nicodemos, então doutor da lei em Israel, da necessidade de uma nova vida, em outra circunstância, com novos valores e preceitos. E Allan Kardec, em o “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, explicita a lógica existente na oportunidade dada por nosso Pai a todos nós: a chance de reencarnarmos. No capítulo IV de sua obra, o codificador apresenta argumentos, existentes no próprio Evangelho (Bíblia), que ratificam a consciência, na época de Jesus, de poucos sobre a reencarnação, ainda não conhecida por Nicodemos. É interessante evidenciar a clareza com que tais ensinamentos tratam dessa real necessidade da alma humana, que, por interesses diminutos, não foi/é aceita por muitas doutrinas religiosas.
Como um homem, de natureza intelectual mediana, de moral questionável e ética ainda em desenvolvimento pode, com um curto período de 80 ou 90 anos, atingir um nível espiritual elevado, digno dos verdadeiros santos? Por que Deus permitiria a um Filho ainda imperfeito assumir localidades perfeitas no mundo dos espíritos? Quão seria ilógica a criação destes locais para não serem ocupados por ninguém, visto que na Terra não se encontra nenhuma alma digna de povoar tais ambientes. A reencarnação é, assim, a maneira pela qual o espírito consegue se desenvolver, tanto intelectual quanto moralmente, possibilitando-o o trabalhar sobre si mesmo, que, por meio de sua vontade, purifica-o.
Somente quando assume, internamente, estruturas avançadas de moral e racionalidade, o espírito se torna digno de ocupar locais superiores no mundo dos espíritos, onde certamente ampliará seu campo de serviço, não atingindo senão mais responsabilidades e mais tarefas, pois conquistou capacidade para isso. Mas não será, unicamente, a reencarnação do espírito no plano físico, (“Água”) que o desenvolverá. É necessário o renascimento do Espírito sobre si mesmo, ou seja, a morte de sua inferioridade e o nascimento de sua superioridade, quase infinitas vezes. É essencial que o espírito adquira valores morais e intelectuais com a reencarnação, para que ela não seja praticamente perdida.
Quando encarnado, o espírito tem a chance da redução de sua memória espiritual e minimização de suas faculdades íntimas, com o intuito superior de aflorarem seus dilemas íntimos. É a encarnação que evidencia os fatores cruciais a serem purificados, pois com o “esquecimento” de sua história e a “inacessibilidade” momentânea de muitas habilidades, o espírito se focaliza em suas deficiências e naquilo que lhe cabe desenvolver naquele corpo.
O corpo renasce, a partir da matéria e entrega, ao espírito, a oportunidade de seu renascimento íntimo.
Fonte:
“O Evangelho Segundo o Espiritismo” Cap. IV-“Ninguém poderá ver o Reino dos Céus se não nascer de novo”
“O livro dos Espíritos” Cap. IV – “Pluralidade das existências”
Cap. VII – “Retorno à vida corporal”
“Jesus Nazareno” – Huberto Rohden – “Renascer de água e espírito” página 73
“Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino dos Céus. O Espírito sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde vai.”
(João, III: 1-12)
Com estas frases, Jesus ensina a Nicodemos, então doutor da lei em Israel, da necessidade de uma nova vida, em outra circunstância, com novos valores e preceitos. E Allan Kardec, em o “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, explicita a lógica existente na oportunidade dada por nosso Pai a todos nós: a chance de reencarnarmos. No capítulo IV de sua obra, o codificador apresenta argumentos, existentes no próprio Evangelho (Bíblia), que ratificam a consciência, na época de Jesus, de poucos sobre a reencarnação, ainda não conhecida por Nicodemos. É interessante evidenciar a clareza com que tais ensinamentos tratam dessa real necessidade da alma humana, que, por interesses diminutos, não foi/é aceita por muitas doutrinas religiosas.
Como um homem, de natureza intelectual mediana, de moral questionável e ética ainda em desenvolvimento pode, com um curto período de 80 ou 90 anos, atingir um nível espiritual elevado, digno dos verdadeiros santos? Por que Deus permitiria a um Filho ainda imperfeito assumir localidades perfeitas no mundo dos espíritos? Quão seria ilógica a criação destes locais para não serem ocupados por ninguém, visto que na Terra não se encontra nenhuma alma digna de povoar tais ambientes. A reencarnação é, assim, a maneira pela qual o espírito consegue se desenvolver, tanto intelectual quanto moralmente, possibilitando-o o trabalhar sobre si mesmo, que, por meio de sua vontade, purifica-o.
Somente quando assume, internamente, estruturas avançadas de moral e racionalidade, o espírito se torna digno de ocupar locais superiores no mundo dos espíritos, onde certamente ampliará seu campo de serviço, não atingindo senão mais responsabilidades e mais tarefas, pois conquistou capacidade para isso. Mas não será, unicamente, a reencarnação do espírito no plano físico, (“Água”) que o desenvolverá. É necessário o renascimento do Espírito sobre si mesmo, ou seja, a morte de sua inferioridade e o nascimento de sua superioridade, quase infinitas vezes. É essencial que o espírito adquira valores morais e intelectuais com a reencarnação, para que ela não seja praticamente perdida.
Quando encarnado, o espírito tem a chance da redução de sua memória espiritual e minimização de suas faculdades íntimas, com o intuito superior de aflorarem seus dilemas íntimos. É a encarnação que evidencia os fatores cruciais a serem purificados, pois com o “esquecimento” de sua história e a “inacessibilidade” momentânea de muitas habilidades, o espírito se focaliza em suas deficiências e naquilo que lhe cabe desenvolver naquele corpo.
O corpo renasce, a partir da matéria e entrega, ao espírito, a oportunidade de seu renascimento íntimo.
Fonte:
“O Evangelho Segundo o Espiritismo” Cap. IV-“Ninguém poderá ver o Reino dos Céus se não nascer de novo”
“O livro dos Espíritos” Cap. IV – “Pluralidade das existências”
Cap. VII – “Retorno à vida corporal”
“Jesus Nazareno” – Huberto Rohden – “Renascer de água e espírito” página 73
domingo, 6 de setembro de 2009
Comentários - "O juiz iníquo"
Essa passagem de Jesus nos ensina algo que nos parece muito lógico e sensato quando a lemos, mas que dificilmente teríamos tal pensamento antes de conhecê-la. Muito simples e didático, Jesus nos ensina que é a Fé a base realizadora das atividades do homem, sendo mediada pela real vontade para efetivá-las. Se nós, seres humanos, conseguimos realizações pela insistência diante de outros seres humanos, o que não crer que o Pai, divino Criador, nos oferte daquilo que realmente desejamos e necessitamos?
A Fé é a crença real em algo imaginário, que possibilita a materialização de desejos íntimos do espírito, convicto em si mesmo e na força divina que o rege. Ao atingir a Fé íntima, o espírito transcende seus medos e inseguranças e inicia um processo de ligação espiritual com as entidades que o circunda e que querem o seu bem. Convicto desse apoio e alimentado de boas vibrações, o espírito tem total capacidade de desenvolver as suas potencialidades espirituais.
Por que Deus rejeitaria um pedido, uma súplica ou uma oração de seus Filhos amados, que possuem em si o gérmen de Sua própria natureza? Deus não rejeita, nós é que necessitamos atingir a força essencial para a construção de nossos intuitos.
A Fé é a crença real em algo imaginário, que possibilita a materialização de desejos íntimos do espírito, convicto em si mesmo e na força divina que o rege. Ao atingir a Fé íntima, o espírito transcende seus medos e inseguranças e inicia um processo de ligação espiritual com as entidades que o circunda e que querem o seu bem. Convicto desse apoio e alimentado de boas vibrações, o espírito tem total capacidade de desenvolver as suas potencialidades espirituais.
Por que Deus rejeitaria um pedido, uma súplica ou uma oração de seus Filhos amados, que possuem em si o gérmen de Sua própria natureza? Deus não rejeita, nós é que necessitamos atingir a força essencial para a construção de nossos intuitos.
sábado, 5 de setembro de 2009
"O juiz iníquo"
Disse Jesus, em uma de suas histórias: “Vivia em uma cidade um juiz, que não temia a Deus nem respeitava homem algum. Havia na mesma cidade uma viúva, que foi ter com ele e lhe disse: Reivindico os meus direitos contra meu adversário! Negou-se ele a atendê-la por algum tempo. No fim de contas, porém, disse consigo mesmo: “Verdade é que não temo a Deus nem respeito homem algum; mas essa viúva tanto me importuna, que lhe farei justiça, para que não acabe por vir cá meter-me as unhas na cara”...
“Mas essa mulher tinha as suas armas: tenacidade e perseverança sem limites. Todo mundo temia o juiz - ela não! O medo nos outros era audácia nessa mulher.
Meses seguidos se dirigia a infeliz à casa do juiz; pedia, rogava, suplicava, e ele não a atendia.
Ela, porém, não sabia o que fosse desânimo, e por vezes eram tão veementes as suas palavras, tão expressivos os seus gestos, que o juiz receava um encontro desagradável com aquela mulher tão persistente.
Rendeu-se finalmente...”
E Deus não faria justiça a seus eleitos quando dia e noite clamarem a ele? Deixá-lo-ia esperar muito tempo? Digo-vos que bem depressa lhes fará justiça.
Pois, se até mesmo um juiz injusto resolve fazer justiça a quem lhe pede com perseverança, como deixaria o Deus da justiça e do amor de atender às súplicas de seus filhos?”.
Fonte: "Jesus Nazareno" - Huberto Rohden
“Mas essa mulher tinha as suas armas: tenacidade e perseverança sem limites. Todo mundo temia o juiz - ela não! O medo nos outros era audácia nessa mulher.
Meses seguidos se dirigia a infeliz à casa do juiz; pedia, rogava, suplicava, e ele não a atendia.
Ela, porém, não sabia o que fosse desânimo, e por vezes eram tão veementes as suas palavras, tão expressivos os seus gestos, que o juiz receava um encontro desagradável com aquela mulher tão persistente.
Rendeu-se finalmente...”
E Deus não faria justiça a seus eleitos quando dia e noite clamarem a ele? Deixá-lo-ia esperar muito tempo? Digo-vos que bem depressa lhes fará justiça.
Pois, se até mesmo um juiz injusto resolve fazer justiça a quem lhe pede com perseverança, como deixaria o Deus da justiça e do amor de atender às súplicas de seus filhos?”.
Fonte: "Jesus Nazareno" - Huberto Rohden
domingo, 19 de abril de 2009
Direito e Dever
No capítulo 16 de “Os Missionários da Luz”, da série de André Luiz e Chico Xavier, o instrutor deste espírito, Alexandre, faz uma reflexão muito interessante, dotada de sabedoria e atualidade.
Ensina-nos Alexandre: “Quase todas as pessoas terrestres, que se valem de nossa cooperação, se sentem no direito de duvidar. É muito raro surgir um companheiro que se sinta com o dever de ajudar”.
Transpondo suas palavras a nossa sociedade atual e generalizando seu pensamento, quantos e quantos de nós reclamam pelos seus direitos: o de se alimentar bem, o de repousar o corpo e a mente, o do lazer, o de cidadania,o direito de cometer erros e de se enganar, entre tantos outros. Sim, sem dúvida nenhuma nós, na qualidade de seres humanos imperfeitos que somos e envoltos por um corpo material, podemos ansiar por nosso próprio bem-estar e pela melhoria de nossa qualidade de vida, mental, corporal e espiritual. Entretanto, assim como Alexandre diz, são raros aqueles que se atentam no posicionamento de seus Deveres morais acima de seus direitos mundanos.
No livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, em seu capítulo XVII “Sede Perfeitos”, o Espírito Lázaro discorre sobre o Dever moral e o classifica como uma obrigação, e quem o cumpre, demonstra seu Amor perante Deus, acima de tudo, e perante aos irmãos, acima do amor próprio.
A busca primordial e inadiável de nossos direitos, tantas vezes fonte de guerras, inimizades, ódio e raiva, são profundos reflexos de nossa inferioridade moral. O Dever de ser cristão eleva-nos, torna-nos mais capazes para a realização de obras divinas e nos possibilita maior aproveitamento da providencial encarnação presente. O Dever é, em resumo, a bússola de nossa vida, existente em nós mesmos. Os direitos são conseqüências de nossos atos, não finalidade.
Se prestarmos atenção em nosso cotidiano, perceberemos que algo nos incita ao cumprimento de determinadas atividades que sabemos serem benéficas, e que nos alerta sobre nossas práticas não sublimes. É o nosso íntimo se emancipando, essência divina em nós, que, uma vez natural de Deus, conhece todos os caminhos a serem traçados e que nos levam até Deus. É a Razão do ser humano, fonte de luz e sabedoria. Lázaro enfatiza que por sermos ainda susceptíveis às fraquezas humanas e aos vícios animais, ignoramos a nossa intuição, e, com isso, descumprimos com nosso Dever moral. Ambos estão unidos, sendo o Dever a materialização de nossa Razão.
O nosso sofrimento não terá fim se continuarmos exigindo direitos, mas descumprindo Deveres. Muitos exigem, muitos sofrem.
Ensina-nos Alexandre: “Quase todas as pessoas terrestres, que se valem de nossa cooperação, se sentem no direito de duvidar. É muito raro surgir um companheiro que se sinta com o dever de ajudar”.
Transpondo suas palavras a nossa sociedade atual e generalizando seu pensamento, quantos e quantos de nós reclamam pelos seus direitos: o de se alimentar bem, o de repousar o corpo e a mente, o do lazer, o de cidadania,o direito de cometer erros e de se enganar, entre tantos outros. Sim, sem dúvida nenhuma nós, na qualidade de seres humanos imperfeitos que somos e envoltos por um corpo material, podemos ansiar por nosso próprio bem-estar e pela melhoria de nossa qualidade de vida, mental, corporal e espiritual. Entretanto, assim como Alexandre diz, são raros aqueles que se atentam no posicionamento de seus Deveres morais acima de seus direitos mundanos.
No livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, em seu capítulo XVII “Sede Perfeitos”, o Espírito Lázaro discorre sobre o Dever moral e o classifica como uma obrigação, e quem o cumpre, demonstra seu Amor perante Deus, acima de tudo, e perante aos irmãos, acima do amor próprio.
A busca primordial e inadiável de nossos direitos, tantas vezes fonte de guerras, inimizades, ódio e raiva, são profundos reflexos de nossa inferioridade moral. O Dever de ser cristão eleva-nos, torna-nos mais capazes para a realização de obras divinas e nos possibilita maior aproveitamento da providencial encarnação presente. O Dever é, em resumo, a bússola de nossa vida, existente em nós mesmos. Os direitos são conseqüências de nossos atos, não finalidade.
Se prestarmos atenção em nosso cotidiano, perceberemos que algo nos incita ao cumprimento de determinadas atividades que sabemos serem benéficas, e que nos alerta sobre nossas práticas não sublimes. É o nosso íntimo se emancipando, essência divina em nós, que, uma vez natural de Deus, conhece todos os caminhos a serem traçados e que nos levam até Deus. É a Razão do ser humano, fonte de luz e sabedoria. Lázaro enfatiza que por sermos ainda susceptíveis às fraquezas humanas e aos vícios animais, ignoramos a nossa intuição, e, com isso, descumprimos com nosso Dever moral. Ambos estão unidos, sendo o Dever a materialização de nossa Razão.
O nosso sofrimento não terá fim se continuarmos exigindo direitos, mas descumprindo Deveres. Muitos exigem, muitos sofrem.
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