quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Raiva íntima

Senhor Jesus,
Em ti infincarei mais um prego
Em ti sorvirei mais um fel
Pois que és Santo e eu invejoso

Em ti repousarei minhas feras
Que te devorarão sem piedade
Pois que Piedade é aquilo que o Senhor mais tem
E o que eu menos tenho é Piedade

Aos deuses nefastos rogarei
Para em ti usufruirem de tua energia
Trazê-las ao meu vaso e em mim
Ressurgir o que menos quero:
Ser Eu

Tocam-se os sinos

Tocam-se os sinos
Lá estão os cavalos a trotar...

Tocam-se os sinos
Os cavaleiros cansados adentram...

Tocam-se os sinos
As crianças chegam...

Tocam-se os sinos
As mães se aconchegam...

Tocam-se os sinos
Pais robustos se sentam...

Tocam-se os sinos
Acotovelam-se as nuvens...

Tocam-se os sinos
Ilumina o Sol...

Tocam-se os sinos
Porém, ela ainda não vem..

sábado, 21 de agosto de 2010

Superfície

-Meu caro, estou com um problema...

-Por favor, meu irmão, conte-me.

-Não me sinto bem há algum tempo... Parece que não me encontro na minha vida

-Ah!, meu irmão, isso é falta de fé em Deus.

-Não entendo. Creio em Deus, faço orações, penso em Jesus...

-Mas falta deixar Deus entrar em sua vida. Deixe Jesus lhe guiar.

-Eu quero, amigo. Mas tenho dificuldade em fazer isso...

-Sim, meu caro, você deve estar obsediado. Já estudou sobre obsessão?

-Sim. Eu estudo, gosto de ler... Mas mesmo assim me falta algo...

-Os obsessores são maus; não gostam de nós... E é você o culpado por atraí-los...

-Culpado, eu? Mas eu estou sofrendo e ainda sou culpado?

-Você deve ser muito culpado pelo que fez no passado... Você nem desconfia do que
fez...

-Não compreendo...

-Vá fazer a caridade que ajuda contra os obsessores.

-Mas como eu posso ajudar alguém se estou me sentindo mal comigo mesmo?

-Lembre-se de que “Fora da Caridade não há salvação”. A caridade é a chave de tudo.

-Então, meu caro, já estou condenado...

-É você mesmo quem se condena. Deus não condena ninguém.

-Ainda não consigo encontrar um caminho...

-É porque você não tem amor a si mesmo. O amor é tão lindo...

-Amor? O que é o amor?

-O amor está em tudo... Deus é amor... A natureza é amor... O universo é amor...

-Mas como conquisto esse amor?

-Pela reforma íntima, meu irmãozinho.

-Não sei como fazer isso...

-Você tem que ter fé em Deus. Deixe Jesus lhe guiar..

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Causo de Gandhi

Em um dia, uma mulher, juntamente com seu filho, foi visitar Gandhi em sua singela moradia no interior da Índia. A mãe, reconhecendo em Gandhi a figura que lhe podia auxiliar os problemas, confessou-lhe:

-"Gandhi, por favor, ajude-me. Meu filho é criança ainda, esperto e saudável, mas estou com receio de que adoeça, pois que come muito açúcar".

Gandhi ouviu atenciosamente a mãe preocupada com seu querido filho e ficou a pensar em sua resposta. Após certo tempo, respondeu-lhe:

-"Minha senhora, por favor vá e retorne em dois meses para conversarmos novamente".

A mãe, um pouco desapontada com as palavras recebidas, chamou seu filho e juntos foram embora.
Após dois meses, a mãe e o filho retornaram à casa de Gandhi. Novamente, a mãe se aproximou daquele homem intrigante e lhe disse quem era. Prontamente Gandhi se lembrou da história e chamou o menino, dizendo-lhe:

-"Meu querido, você é jovem, tem uma longa vida pela frente. Por isso, deve cuidar de sua saúde e comer muito açúcar lhe será prejudicial. Controle a sua ingestão de açúcar, eu lhe peço".

O garoto, atento àquelas palavras, concordou com Gandhi e prometeu reduzir o açúcar de seu hábito alimentar.
Todavia, a mãe, desconfiada, perguntou ao sábio:

-"Mas Gandhi, se o senhor disse poucas palavras ao meu filho e rapidamente resolver o que havia lhe pedido, por qual razão me pediu para voltar dois meses depois?"

E Gandhi lhe respondeu:

-"Porque, minha cara, há dois meses eu também comia muito açúcar..."

Fonte: desconhecida

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Adeus, velha máscara

Não que eu veja além
Nem que queira mostrar-me
Mas que, sinceramente, eu posso Ser
Chega de lágrimas falsas, pesares incongruentes
Adeus à você, velha máscara
Que por vezes me acenou
Aproximava-se, encantava-se, quieta, e me inundava
"Quem sou eu? Onde estou? Para onde irei?"

Em seus orifícios via, mas não percebia
Falava, mas não entendia
Ouvia, mas não compreendia
Adeus, velha máscara
Ao fúnebre eu lhe coloco
Para agora repousar a sua face
De velha, velha, velha,...
Para não mais retornar, e a falar, olhar, ouvir

Adeus, velha máscara.