quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Adeus, velha máscara

Não que eu veja além
Nem que queira mostrar-me
Mas que, sinceramente, eu posso Ser
Chega de lágrimas falsas, pesares incongruentes
Adeus à você, velha máscara
Que por vezes me acenou
Aproximava-se, encantava-se, quieta, e me inundava
"Quem sou eu? Onde estou? Para onde irei?"

Em seus orifícios via, mas não percebia
Falava, mas não entendia
Ouvia, mas não compreendia
Adeus, velha máscara
Ao fúnebre eu lhe coloco
Para agora repousar a sua face
De velha, velha, velha,...
Para não mais retornar, e a falar, olhar, ouvir

Adeus, velha máscara.

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