É necessário abordar, primeiramente, o que significa “moral”. Abordar-lha-ei sob a luz do Espiritismo e de outras correntes filosóficas espiritualistas. Assim temos que a moral é a adequação do ser humano à Lei Natural Universal, dividida aqui como o fez Moises, exemplificada completamente por Jesus, e não criada por eles.
A Lei de Justiça, por exemplo, diz para desejarmos aos outros aquilo que quereríamos para nós mesmos. Assim, aquele que mata, um assassino qualquer, descumpre com essa lei, uma vez que naturalmente não deseja para si mesmo uma morte forçada e violenta, como em um assassinato, salvo exceções originais de distúrbios físicos, emocionais e ou espirituais.
A Lei do Amor e da Caridade, evidencia que devemos amarmos uns aos outros como irmãos, o que é uma vertente ou talvez a origem da máxima anterior. Desta forma, independentemente, os sentimentos e atos do ser humano que explicitam a ferocidade para com o próximo são antagônicos a essa lei. A indiferença, a ira e o egoísmo são passos contrários à direção divina, ou seja, entravam a nossa evolução, assim como a violência, a corrupção e a usura também o são.
A Lei de Liberdade, por sua vez, indica que cada ser humano possui o livre-arbítrio (liberdade de agir) e a liberdade de pensar. Pois bem, toda ação ou sentimento que interfere na liberdade alheia é uma infração dessa lei, assim como o abuso exagerado desta faculdade também é prejudicial ao indivíduo e à sociedade. A liberdade individual é um direito natural intrínseco ao Homem, portanto todos a tem. Todavia, o seu uso deve beneficiar a si próprio, a sociedade e o Universo.
Enfim, todas as leis citadas, e outras que não foram abordadas, integram a Lei Natural, que direciona a moral do ser humano. O Homem que cumprir com seus deveres morais, incorporando os processos divinos dessa lei, viverá feliz, fazendo o seu próximo também feliz. O mal, que agride a todos, é imoral, pois afeta negativamente a relação homem-homem, e, além disso, ignora e desmerece a relação homem-Deus. O seu praticante, assim, responderá por seus atos para Deus, perante o Universo, e não necessariamente para a sociedade, uma vez que as legislações humanas são reflexos ainda imperfeitos da Lei Universal.
Fonte:
- "O Livro dos Espíritos" - Cap. 1, 10 e 11 (livro 3)
- "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. XI- "A lei do Amor"
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