Passam-se os segundos
Imensuráveis eras vivi na mente
Eram os minutos
Percorri o infinito imaginando
Entram e saem as horas
Vivi e morri inumeráveis vezes
A luz apaga e acende
Os passáros falam e se calam
A Terra circunda-se, translada
A pedra se forma e logo se torna pó
A aguá brota e imensura, após de se eterizar
Jorram-se as glórias, as venturas
Vangloriam-se os vitoriosos
Decantados ficam os derrotados
A guerra começada já retorna
O crime se vai, a Paz surge e morre
A cidade cresce, desenvolve
E ao decrépito se reduz
Vai com as asas voar, porém,
Na imensidão do desejo de ser livre
Percorra as letras, as folhas, as artes
Adentre as tintas, os cheiros, os cantos
Torne-se jovem, criança, idoso, adulto e retorne depois
A ser sempre aquilo que sente
Aqui e lá, o tempo é inexistente...
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