domingo, 27 de fevereiro de 2011

Senão aquilo

Não desejo senão aquilo que sinto e penso
Aquilo que urge nas entranhas
Geme com a garganta
Retumba nos pulmões
Queima o esôfago e explode no estômago

Não senão aquilo que faz o sangue fluir
Carregando o fogo de uma chama
Ou o clarão de uma tocha
E ventilando uma fumaça transparente
Da cor de meu olho

Não senão aquilo que torre neurônios
Consuma atp's
Queime proteínas, carboidratos e gorduras
E estoque o fim das energias

Não senão aquilo que abala as emoções
Coloca em cheque meu cérebro
Transtorne o meu espírito
Reformule a minha vida

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