O que vejo é mesmo o que existe?;
Lá aonde aparece a solidão, o que vejo?;
Olho, mas não tenho certeza daquilo que vejo;
Olho, mas não tenho olhos para enxergar;
O que esperar, se meus olhos não vêem?;
O que fazer se eles não vêem além daquilo que querem ver?;
Ah!, olhos de complexo aperfeiçoamento;
Para que ver além daquilo que posso ver?;
Olhos, sempre os mesmos;
Quero me cegar;
E não ver mais aquilo que vejo;
Olhos, eu quero que se fechem, e abram-se;
Agora não mais para aquilo que se vê;
Mas para aquilo que se sente.
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