Em um de seus ensinamentos, Jesus nos diz: “Não penseis que vim trazer a paz a Terra. Não vim trazer a paz, mas a espada. Pois vim separar o homem do pai, a filha da mãe, e a nora da sogra; e os homens terão como inimigos os próprios familiares” – Mateus.
Uma vez sendo o maior defensor da paz, da misericórdia e do amor para com o semelhante, Jesus certamente deseja exprimir algo além das palavras e de seus significados usuais. Enfatiza o Mestre que “Eu vim para lançar o fogo a Terra – e que quero eu senão que arda?”.
Sabiamente, Jesus nos chama a guerra contra as atrocidades do mundo, contra aos irmãos ainda obstinados pela matéria, cegos a realidade espiritual. Esse conflito se estrutura na real vivência do Evangelho, da coragem de pô-lo em prática. Por ser um planeta de Expiação e Provas, o discípulo de Cristo não conseguirá atuar na Terra se não desafiar as estruturas milenares da ignorância e do orgulho, não somente da sociedade humana, mas principalmente de seu próprio íntimo.
Aquele que desejar combater o mundo iníquo, sem, entretanto, ter trabalhado em sua auto-renovação, não conseguirá ter a solidez necessária para a labuta rotineira e árdua de um seareiro. A batalha primeira é a íntima, a qual leva o indivíduo a julgar seus próprios valores e crenças, sob a luz do Evangelho, com o intuito de remover as “ervas daninhas” de seu próprio jardim. Se assim não fosse, como seria possível apontar, com amor, o erro de alguém havendo dentro de si erros muito piores e inconscientes? O orgulhoso e o injusto assim o fazem, por isso que suas atitudes não coincidem com a moral cristã.
A consciência livre é o campo de cultivo para o seareiro, que a partir da vitória sobre si mesmo, está apto a defender aquilo que não é de sua criação e muito menos lhe cabe subverter, a Doutrina de Cristo. E com ela estruturada dentro de si mesmo, é capaz o discípulo de suportar qualquer tipo de manifestação contrária, com coragem e sabedoria, sem se distanciar do respeito, da humildade e do amor.
Fontes:
- O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XXIII. “Moral Estranha” – “Eu não vim trazer a paz, mas a divisão”.
- Jesus Nazareno – Huberto Rohden- editora Martim Claret - parte “A espada e o fogo do Cristo”
Fico impressionada como voce escreve bem, continuei assim que a tendencia e so melhorar, parabens. Adoro ler seus textos, todos sao muito bons e refletem o que a doutrina nos ensina, de uma maneira simples.
ResponderExcluirTalvez um dia eu consiga escrever textos assim... Enquanto isso fico grata e feliz em poder ler os seus.
Abracos, Jaciara.