segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Suicídio

Vá, corpo inerte, morrendo aos poucos
Porque na minha naturalidade, não o suporto mais
Vá para longe de mim, mente insensata
Assim como meu coração falido
Não os suporto mais...
Para longe almas corruptas, que me assaltam frequentemente
Assim como as pessoas que me odeiam, e que não as suporto
Então por que não a morte, que me isolaria de tudo isso?

Mas, lembrando-me de mim mesmo,
Eu já morro todos os dias
Fecho meus olhos e os abro, a cada momento que desejo
Morro quando quero e nasço quando quero
Basta desconcentrar e concentrar, dormir e acordar, abrir e fechar
O que seria, então, esse ato chamado suicídio?

Ah!, meu caro, será apenas a mudança do cenário
Porque não mais estará entre nós, mas continuará vivo, em partes
E morto, em partes
Basta querer e não querer
Pensar e não pensar
Sentir e não sentir

Viva e morra, no cotidiano
Inspire e expire; coma e defeque; transpire e seque; fale e se cale
Corra e descanse; pule e sente; mergulhe e respire; ensine e aprenda
Esta é a vida e é a morte; esta é a dinâmica
Independente do desejo de querer acabar com ela
Você não tem este poder, Graças a Deus!

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