sábado, 10 de outubro de 2009

Em Deus

Na dificuldade da luta, abrace Deus;
Na tortuosidade do caminho, foque-se em Deus;
Na desgraça íntima, busque Deus;
Na dor pessoal, ame Deus;
No aflito insofismável, clame por Deus;
No âmago do ódio, lembre-se de Deus;
Na irreflexão de um ato, raciocine Deus;


Na prática do cotidiano, encontra a Deus;
Na semente do bom fruto, colhe Deus,
Na paciência da vida, Deus lhe auxilia, pois onde estiver,
Ele também está.

domingo, 4 de outubro de 2009

“A espada e o fogo de Cristo”

Em um de seus ensinamentos, Jesus nos diz: “Não penseis que vim trazer a paz a Terra. Não vim trazer a paz, mas a espada. Pois vim separar o homem do pai, a filha da mãe, e a nora da sogra; e os homens terão como inimigos os próprios familiares” – Mateus.

Uma vez sendo o maior defensor da paz, da misericórdia e do amor para com o semelhante, Jesus certamente deseja exprimir algo além das palavras e de seus significados usuais. Enfatiza o Mestre que “Eu vim para lançar o fogo a Terra – e que quero eu senão que arda?”.

Sabiamente, Jesus nos chama a guerra contra as atrocidades do mundo, contra aos irmãos ainda obstinados pela matéria, cegos a realidade espiritual. Esse conflito se estrutura na real vivência do Evangelho, da coragem de pô-lo em prática. Por ser um planeta de Expiação e Provas, o discípulo de Cristo não conseguirá atuar na Terra se não desafiar as estruturas milenares da ignorância e do orgulho, não somente da sociedade humana, mas principalmente de seu próprio íntimo.

Aquele que desejar combater o mundo iníquo, sem, entretanto, ter trabalhado em sua auto-renovação, não conseguirá ter a solidez necessária para a labuta rotineira e árdua de um seareiro. A batalha primeira é a íntima, a qual leva o indivíduo a julgar seus próprios valores e crenças, sob a luz do Evangelho, com o intuito de remover as “ervas daninhas” de seu próprio jardim. Se assim não fosse, como seria possível apontar, com amor, o erro de alguém havendo dentro de si erros muito piores e inconscientes? O orgulhoso e o injusto assim o fazem, por isso que suas atitudes não coincidem com a moral cristã.

A consciência livre é o campo de cultivo para o seareiro, que a partir da vitória sobre si mesmo, está apto a defender aquilo que não é de sua criação e muito menos lhe cabe subverter, a Doutrina de Cristo. E com ela estruturada dentro de si mesmo, é capaz o discípulo de suportar qualquer tipo de manifestação contrária, com coragem e sabedoria, sem se distanciar do respeito, da humildade e do amor.


Fontes:
- O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XXIII. “Moral Estranha” – “Eu não vim trazer a paz, mas a divisão”.
- Jesus Nazareno – Huberto Rohden- editora Martim Claret - parte “A espada e o fogo do Cristo”

domingo, 6 de setembro de 2009

Comentários - "O juiz iníquo"

Essa passagem de Jesus nos ensina algo que nos parece muito lógico e sensato quando a lemos, mas que dificilmente teríamos tal pensamento antes de conhecê-la. Muito simples e didático, Jesus nos ensina que é a Fé a base realizadora das atividades do homem, sendo mediada pela real vontade para efetivá-las. Se nós, seres humanos, conseguimos realizações pela insistência diante de outros seres humanos, o que não crer que o Pai, divino Criador, nos oferte daquilo que realmente desejamos e necessitamos?

A Fé é a crença real em algo imaginário, que possibilita a materialização de desejos íntimos do espírito, convicto em si mesmo e na força divina que o rege. Ao atingir a Fé íntima, o espírito transcende seus medos e inseguranças e inicia um processo de ligação espiritual com as entidades que o circunda e que querem o seu bem. Convicto desse apoio e alimentado de boas vibrações, o espírito tem total capacidade de desenvolver as suas potencialidades espirituais.

Por que Deus rejeitaria um pedido, uma súplica ou uma oração de seus Filhos amados, que possuem em si o gérmen de Sua própria natureza? Deus não rejeita, nós é que necessitamos atingir a força essencial para a construção de nossos intuitos.

sábado, 5 de setembro de 2009

"O juiz iníquo"

Disse Jesus, em uma de suas histórias: “Vivia em uma cidade um juiz, que não temia a Deus nem respeitava homem algum. Havia na mesma cidade uma viúva, que foi ter com ele e lhe disse: Reivindico os meus direitos contra meu adversário! Negou-se ele a atendê-la por algum tempo. No fim de contas, porém, disse consigo mesmo: “Verdade é que não temo a Deus nem respeito homem algum; mas essa viúva tanto me importuna, que lhe farei justiça, para que não acabe por vir cá meter-me as unhas na cara”...

“Mas essa mulher tinha as suas armas: tenacidade e perseverança sem limites. Todo mundo temia o juiz - ela não! O medo nos outros era audácia nessa mulher.
Meses seguidos se dirigia a infeliz à casa do juiz; pedia, rogava, suplicava, e ele não a atendia.

Ela, porém, não sabia o que fosse desânimo, e por vezes eram tão veementes as suas palavras, tão expressivos os seus gestos, que o juiz receava um encontro desagradável com aquela mulher tão persistente.
Rendeu-se finalmente...”

E Deus não faria justiça a seus eleitos quando dia e noite clamarem a ele? Deixá-lo-ia esperar muito tempo? Digo-vos que bem depressa lhes fará justiça.
Pois, se até mesmo um juiz injusto resolve fazer justiça a quem lhe pede com perseverança, como deixaria o Deus da justiça e do amor de atender às súplicas de seus filhos?”.


Fonte: "Jesus Nazareno" - Huberto Rohden