domingo, 31 de janeiro de 2010

Eu vou

Se um dia, meu Senhor,
Incitar que eu me esforce
Mesmo que eu não mais tenha força
Eu vou

Se um dia, meu Senhor,
Desejar que eu ame
Mesmo que corroída seja minha alma
Eu vou

Se um dia, meu Senhor,
Exigir de mim o sacrifício
Mesmo que para eu observar o céu
Eu vou

Se um dia, meu Senhor,
Quiser me indicar o caminho
Mesmo que eu tenha que permanecer
Eu vou

E, meu Senhor, como sou Seu
Faça de mim a Sua Vontade
Mesmo que eu não queira
Eu vou.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A imoralidade do mal

É necessário abordar, primeiramente, o que significa “moral”. Abordar-lha-ei sob a luz do Espiritismo e de outras correntes filosóficas espiritualistas. Assim temos que a moral é a adequação do ser humano à Lei Natural Universal, dividida aqui como o fez Moises, exemplificada completamente por Jesus, e não criada por eles.

A Lei de Justiça, por exemplo, diz para desejarmos aos outros aquilo que quereríamos para nós mesmos. Assim, aquele que mata, um assassino qualquer, descumpre com essa lei, uma vez que naturalmente não deseja para si mesmo uma morte forçada e violenta, como em um assassinato, salvo exceções originais de distúrbios físicos, emocionais e ou espirituais.

A Lei do Amor e da Caridade, evidencia que devemos amarmos uns aos outros como irmãos, o que é uma vertente ou talvez a origem da máxima anterior. Desta forma, independentemente, os sentimentos e atos do ser humano que explicitam a ferocidade para com o próximo são antagônicos a essa lei. A indiferença, a ira e o egoísmo são passos contrários à direção divina, ou seja, entravam a nossa evolução, assim como a violência, a corrupção e a usura também o são.

A Lei de Liberdade, por sua vez, indica que cada ser humano possui o livre-arbítrio (liberdade de agir) e a liberdade de pensar. Pois bem, toda ação ou sentimento que interfere na liberdade alheia é uma infração dessa lei, assim como o abuso exagerado desta faculdade também é prejudicial ao indivíduo e à sociedade. A liberdade individual é um direito natural intrínseco ao Homem, portanto todos a tem. Todavia, o seu uso deve beneficiar a si próprio, a sociedade e o Universo.

Enfim, todas as leis citadas, e outras que não foram abordadas, integram a Lei Natural, que direciona a moral do ser humano. O Homem que cumprir com seus deveres morais, incorporando os processos divinos dessa lei, viverá feliz, fazendo o seu próximo também feliz. O mal, que agride a todos, é imoral, pois afeta negativamente a relação homem-homem, e, além disso, ignora e desmerece a relação homem-Deus. O seu praticante, assim, responderá por seus atos para Deus, perante o Universo, e não necessariamente para a sociedade, uma vez que as legislações humanas são reflexos ainda imperfeitos da Lei Universal.


Fonte:
- "O Livro dos Espíritos" - Cap. 1, 10 e 11 (livro 3)
- "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. XI- "A lei do Amor"

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A irracionalidade do mal

Ao observarmos todas as nossas atitudes e sentimentos maus, ou seja, aqueles que causam prejuízo tanto para quem os recebe quanto a nós mesmos, perceberemos que eles não possuem um fundamento lógico que os sustente. Embora sejam racionalmente explicados, com a razão analisando-os, eles não possuem embasamento racional; são ilógicos.

Quando sentimos ódio, por exemplo, que é também um sentimento de extrema repulsa perante alguém, alimentamos apenas a dissonância entre nós e determinada pessoa, porém não resolvemos aquilo que causa o ódio. Manteremos o ódio até que permitamos que a razão evidencie a sua ineficácia. De outra maneira, ter ódio de alguém não auxilia a convivência, apenas a prejudica, e se nós alimentamos tal sentimento, estamos impulsionando o nosso próprio mal estar, o que é irracional, uma vez que o indivíduo deveria ser é o primeiro a se preocupar consigo mesmo.

Por sua vez, o mesmo ocorre com o ciúme, que também é a poda do direito de liberdade do outro. Este sentimento atrofia as relações pessoais e inibe as potencialidades de determinada pessoa, em decorrência de um controle exagerado de seu parceiro. Como nos foi dado apenas o controle sobre nós mesmos, em virtude da individualidade, não temos o direito de interferir na liberdade alheia. A intervenção é irracional, sem lógica divina, já que para “controlarmos de modo salutar” alguém, teríamos que conhecer toda a história do indivíduo, seus pensamentos, sentimentos e conhecimentos. A razão indica que tais informações são acessíveis apenas a própria pessoa que as possui.

Ao utilizarmos a razão, então, perceberemos que a lógica divina atua em todas as relações pessoais, de modo universal, uma vez que incita ao nosso bem sempre. Ao nos distanciarmos da lógica universal, sentindo e agindo no mal, estamos na verdade ferindo outros seres, além de nós mesmos, porque não temos a chance de alterarmos as leis que possibilitam a Alegria e a Felicidade Humana, já que são divinas e nós, por sua vez, filhos da divindade.

Por fim, esse é o motivo pelo qual se denomina “seres primitivos” e “seres evoluídos”. Os primeiros, por não terem a razão desenvolvida, agem de modo semelhante aos animais selvagens, desprovidos da mesma e antecessores na escala evolutiva do Homem. Isso significa que esses espíritos estão no início do processo ascensional, aprimorando a sua primeira conquista: a razão. O segundo grupo tem a razão desenvolvida, o que significa sobreposição do livre-arbítrio com a lógica divina, fato que evidencia o seu estágio relativamente avançado nessa mesma escala.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Explicações- "Uma Pedra (Ass. José)

"Enfim, irmãos, saibamos que os obstáculos não são como os vemos. O desafio é relativo e o esforço íntimo é essencial para superar as dificuldades, sejam elas tidas por nós como impossíveis. São, na realidade, pequenas pedras, caroços e sementes, uma vez que a doutrina Cristã é infinita e tem a força, pela fé, que pode retirar as pedras e solucionar problemas, quando ungida pelo amor ao próximo e pela energia íntima.


Vamos nos banhar no Amor de Jesus e enfrentar as nossas limitações, pois somos nós mesmos que impedimos o nosso próprio caminho da evolução. Consertemo-nos e o caminho será limpo, mesmo que aparente ser difícil."