domingo, 25 de abril de 2010

Metamorfose

No fundo dos meus olhos, na clareia do olhar
Há uma faísca, a lampejar e lampejar

Em minha voz há sons roucos, graves e agudos
Há nela também dor, sofrimento e temor

Em meu peito, há lúgubre ar, de inspirar remoto
De sofrível angústia

Em meu coração, há uma dor sangrenta, manchada e lodosa
Há nele também ódio, rancor e amargura

Meu Senhor, Pai todo Misericordioso, abraça-me e refugia-me em Seus braços
Para que a fera que em mim se instalou não venha a atacar
Mas sim, com Seu Amor, domesticá-la e transformá-la
No mais Belo cavalo de Seu Reino, que ao Senhor servirá, pelo seu livre desejo.

2 comentários:

  1. ...Mais um belo poetar!!Estou cada vez mais orgulhosa de poder contemplar tão grandiosa ânsia por servir a Deus!
    grande bjo!!
    Ariadne Valentim

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  2. ânsia? não sei... ansia me dah a ideia de desequilíbrio, de ansiedade...
    vontade? desejo? intensão? ... ou simplesmente Amor por aquele que nos criou intentando legar à Ele nossas melhores energias? aih sim... acho que fica melhor... =)
    Servir a Deus, sempre! mas sem desequilíbrios (ou pelo menos tentando nos livrar deles) e, principalmente cheios de AMOR (esse amor escrito em "caixa alta" exaltando o sentimento sublime de se aproximar e vivenciar a presença do PAi...^^

    Fer

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