quinta-feira, 25 de novembro de 2010

De braços abertos

Não sinto os meus braços
Não lembro quando os fechei
Nem a razão para isso.....
Parece que o sangue estancou e caiu...
Chegou a pingar, derramar e não parou...
Engraçado é não saber o porquê
Fechar os braços...

Mas penso hoje; quanta besteira...
Quero abri-los, alargá-los
O sangue ainda corre, mas pinga, derrama ainda

Estão se abrindo, Oh, Graças!
E o sangue a se estancar, Graças!
Carrega a minha gratidão, minha querida!

sábado, 13 de novembro de 2010

Não

Que os seus nãos não sejam os meus nãos
Que os meus sims sejam os seus sims
Que o meu sim seja, mesmo com o seu não
Mas que o seu não não me machuque tanto...

Que o meu sim consiga superar o seu não
Que o seu não modifique-se para o seu sim
Que a soma do seu não com o meu sim
Possa formar o sim para uma vida
A minha, a sua, a nossa...

sábado, 30 de outubro de 2010

Medo de Amar

Por tudo o que passo
Ainda que pouco seja
O sofrimento árduo e ácido
Parece límpido quando sinto Amor

Que força é está que me acende?
O que é isso que muda a minha personalidade?
Será que eu o detenho e controlo?
Não sei...

Sinti Amor hoje, há poucos
Foi breve, durou pouco
Deve ser meu coração rouco
Que fala só para mim, baixinho:

- Eu não desisti de você, por favor
Não desista de você mesma...

Quem sabe ele tenha vergonha
Pode ser medo, quem sabe
Mas eu sei que nada sei
E o que eu não sei?

Talvez eu não saiba amar...
Desejo não é realidade...
Posso querer, mas é difícil...

Bem, enquanto isso
Bebo um chá
E algo surge:
- Ah! já sei..
É o medo de Amar.

Saltos

Hoje eu vi saltos
Estavam em pés bonitos
Hoje eu vi saltos
Mas não resisti somente neles...